<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268</id><updated>2012-02-09T02:47:48.041-08:00</updated><category term='Movimentos Sociais'/><title type='text'>Exílio Midiático</title><subtitle type='html'>"Que os nossos esforços desafiem as impossibilidades"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-94608756866177528</id><published>2012-02-07T05:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:17:32.757-08:00</updated><title type='text'>Perdendo o controle</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pmAki_AY5D4/TzEjMemwWAI/AAAAAAAAB38/bg4Z1IpK6Mg/s1600/google-vs-facebook-580x278.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 154px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pmAki_AY5D4/TzEjMemwWAI/AAAAAAAAB38/bg4Z1IpK6Mg/s320/google-vs-facebook-580x278.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706380900136146946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada mês, o brasileiro costuma ficar, em média, 69 horas diante da tela do computador, o que equivale a mais de duas horas por dia. Na maior parte do tempo, este uso é dedicado a serviços do Google, como Gmail e YouTube, ou ainda, aos sites de relacionamento, em especial o Facebook. Aliás, recentemente, a rede social de Mark Zuckerberg ultrapassou o Orkut em número de usuários registrados. Em agosto de 2011, enquanto o site de relacionamentos do Google apresentava 29 milhões de perfis cadastrados, o mega empreendimento do ex-estudante de Harvard já contava com 30,9 milhões. De acordo com o analista de redes sociais Nick Burcher, atualmente o Brasil ocupa a quarta posição no ranking de usuários do Facebook em todo o mundo, com mais de 35 milhões de perfis ativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temendo este avanço, a partir do dia 1° de março – caso a União Européia (UE) não barre as mudanças previstas – o Google adotará uma nova política de privacidade, que o possibilitará entrar de vez na briga com o Facebook pela oferta de publicidade segmentada. Mas, por trás da unificação dos termos de 60 serviços da empresa, está a discussão sobre a perda acelerada e constante de privacidade na rede. Com os dados de cada um dos usuários atuando de forma integrada, os sites conseguem cruzar informações pessoais com muita agilidade. Podendo utilizá-los para fins comerciais e, até mesmo, políticos. Através do banco de dados é possível, por exemplo, identificar e carregar junto à página de serviços uma série de anúncios contendo propaganda dirigida a usuários específicos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Autoritarismo digital&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em maio de 2011, Julian Assange, criador do site Wikileaks, acusou o Facebook de ser uma “terrível máquina de espionagem” a serviço do Estado norte-americano. Além de recomendar produtos, sugere “amigos” e opções para “curtir” de maneira muito perspicaz, revelando saber o perfil exato do usuário cadastrado. A rede social, que, inclusive, foi tema do filme The Social Network, arrecadando US$ 46 milhões de dólares durante as primeiras semanas de exibição nos cinemas dos Estados Unidos, conhece os eventos para os quais cada um é convidado, suas preferências políticas, quem são seus melhores amigos e principais interesses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em breve, o site de relacionamentos mais famoso do mundo investirá em um novo formato, chamado de “linha do tempo”. Este recurso permite ao site traçar o perfil do usuário desde o seu nascimento. Mesmo que a mudança tenha sofrido uma rejeição de mais de 90%, segundo estudo realizado pela companhia de segurança Sophos, deverá ser imposta já nas próximas semanas. Até porque, não há motivos para Zuckerberg se preocupar com uma possível perda de seguidores. No mundo dos negócios, a rede social vai muito bem. As ações do Facebook estão cotadas, na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, ao custo de US$ 5 bilhões. De acordo com agências de notícias internacionais, trata-se de um recorde no investimento feito por uma empresa de internet, podendo este valor ainda dobrar.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante desse quadro, é de se pensar o quanto o uso das redes sociais tem, de fato, contribuído para a democratização da comunicação e a liberdade de expressão. Existe uma euforia muito grande em torno do potencial supostamente revolucionário dos chamados sites de relacionamento. Para alguns, é o resultado de uma espécie de globalização contra-hegemônica, a qual, supostamente, faz uso dos serviços criados pelas corporações capitalistas com o objetivo de corroer o próprio sistema que os engendrou. É o acesso ao intangível, sem esforço ou perigo aparente de constrangimento. Em pouco mais de dois cliques é possível aderir ao abaixo-assinado em favor das ocupações de terra do MST e, contraditoriamente, tornar-se um latifundiário virtual no FarmVille; aceitando ao convite de um “amigo” sem jamais jogar o game. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso refletir sobre quem realmente (e, também, virtualmente) está no comando. Não seria do interesse das corporações privadas e do governo estadunidense criar um sentimento coletivo de ativismo digital, quando, na verdade, não fazem mais do que conhecer melhor seu potencial consumidor ou inimigo político? Enquanto os usuários se deixam guiar pelos hiperlinks, sem maiores preocupações, os gigantes da internet estão disputando para saber quem irá manipular o próximo clique, a próxima escolha. Estão fiscalizando o próximo passo. Conhecem, em detalhes, as estratégias de resistência ao capitalismo global.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-94608756866177528?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/94608756866177528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=94608756866177528' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/94608756866177528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/94608756866177528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2012/02/perdendo-o-controle.html' title='Perdendo o controle'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pmAki_AY5D4/TzEjMemwWAI/AAAAAAAAB38/bg4Z1IpK6Mg/s72-c/google-vs-facebook-580x278.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6879933548849829786</id><published>2012-01-31T03:10:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T04:27:28.289-08:00</updated><title type='text'>O veneno político-partidário</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HH_EQZ_grt0/TyfRPA8e8TI/AAAAAAAAB3w/MejaWCACucU/s1600/veneno%2Bpolitico-partidario.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 102px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-HH_EQZ_grt0/TyfRPA8e8TI/AAAAAAAAB3w/MejaWCACucU/s320/veneno%2Bpolitico-partidario.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703757508969951538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;Os sucessivos abusos de autoridade, sobretudo no estado de São Paulo, revelam quem manda neste país e quais valores estão em jogo. As autoridades não admitem, mas, no Brasil, o direito à moradia vale menos do que a especulação imobiliária e o ser humano só se torna cidadão em época de eleições. Em um contexto como esse, os interesses comerciais do empresário Naji Nahas, acusado de crime do colarinho branco e formação de quadrilha, são tratados como prioridade pelo governo tucano, contando com a complacência da Presidência da República e o silêncio da chamada grande mídia. Mas a forma como se deu a desocupação de Pinheirinho, em São José dos Campos, não é apenas injusta; trata-se de um resultado prático da disputa político-partidária.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando existe comprovada omissão do município para regularizar áreas como essa, a legislação vigente permite a intervenção da União. No entanto, o governo federal preferiu partir para uma negociação acanhada, como quem pede licença para fazer o que precisa ser feito. O próprio ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, após classificar a reintegração de posse como “uma praça de guerra”, voltou atrás. Em entrevista ao G1, Carvalho disse não querer criticar diretamente o governo de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo esta lógica, a presidente Dilma Rousseff nada fez para evitar a barbárie em Pinheirinho. Optou por uma tática característica da suposta democracia representativa, em curso hoje no Brasil. É simples: custe o que custar e doa a quem doer, é preciso desgastar a oposição. Assim, julgam as cúpulas partidárias, será possível obter êxito nas próximas eleições. Porém, tanto nos ataques da blogosfera governista ao governo tucano, quanto na resposta dos articuladores servis da mídia corporativa que operam em defesa de Alckmin e Cury, é possível estabelecer um consenso: a ação era iminente e o governo federal poderia evitá-lo, caso houvesse mais zelo pelos moradores da área desocupada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Efeitos colaterais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do século 19, ao prenunciar as condições necessárias para a transformação social – descritas com esmero em A ideologia alemã –, Marx e Engels evidenciaram que “o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história, é que todos os homens devem estar em condições de viver para poder fazer história”. Mas, para que isso ocorra, “é preciso antes de tudo comer, beber, ter moradia, vestir-se e algumas coisas mais”. Sendo assim, não apenas a política de “higienização” do estado de São Paulo, como também os programas assistencialistas promovidos pelo governo federal, cumprem funções ideológicas. Ambos não possuem caráter conclusivo, apenas paliativo e estratégico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As ações violentas e as omissões ardilosas que culminaram na prisão dos estudantes da USP, na excomunhão dos usuários de drogas da Cracolândia e na desocupação de Pinheirinho estão direcionadas para conter aquilo que o cientista social Howard Becker identificou como outsiders, ou ainda, “desviantes”. Eles são tachados de “maconheiros”, “loucos” e “invasores” pelos principais meios de comunicação, pois com isso qualquer medida extrema pode ser justificada junto à sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada grupo, a seu modo, transgride as leis, repudiando as regras morais da convenção. Tornam-se perigosos quando aprendem a agir coletivamente, convencendo os demais da importância de resistir aos abusos de poder. Por isso, são agredidos, presos e expulsos dos locais onde se sentem incluídos, evidenciando claramente as contradições do modo de produção vigente e as brechas de sua potencial decadência, cuja práxis é justamente a exclusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exigir a desocupação militar de um campus universitário, fazer valer o direito de ter um local para viver dignamente, ou ainda utilizar substâncias ilícitas – em ambientes capazes de chamar a atenção das autoridades (inclusive internacionais) – funciona como um grito de socorro coletivo. São os efeitos colaterais do sistema capitalista, cuja desigualdade social ajuda a proliferar miséria e o caos na mesma medida que insufla a desobediência civil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Originalmente publicado em:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed679_o_veneno_politico_partidario"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6879933548849829786?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6879933548849829786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6879933548849829786' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6879933548849829786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6879933548849829786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2012/01/o-veneno-politico-partidario.html' title='O veneno político-partidário'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HH_EQZ_grt0/TyfRPA8e8TI/AAAAAAAAB3w/MejaWCACucU/s72-c/veneno%2Bpolitico-partidario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7870136435223650624</id><published>2012-01-10T07:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T13:56:21.785-08:00</updated><title type='text'>A arte de escrever fazendo amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xs_aIZnAnQI/Twxg7PCBf0I/AAAAAAAAB3k/qBWpQ7xVR7M/s1600/sp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xs_aIZnAnQI/Twxg7PCBf0I/AAAAAAAAB3k/qBWpQ7xVR7M/s320/sp.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696034199480401730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querer escrever e não conseguir é como ter negado o último suspiro de vida. Quem escreve por profissão sabe que o faz porque precisa sobreviver. É o seu “ganha pão”. O poeta, ao contrário, escreve por temer a morte. Não quer passar sem ser visto; nem deixar o espaço de tempo, onde habita, sem um “todavia”. Despreza o “portanto”, tão caro aos comunicadores. Sendo direcionado pelas dúvidas e com poucas conclusões, formula os melhores textos. Não são como este. Nada possuem de explicativo. Procuram confundir. Fazer pensar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentir-se renovado, após a leitura de algumas linhas, é como receber uma nova chance. Se estiver tudo nebuloso, até o contato com as letras, não importa. Daquele momento em diante algo se modifica. Desperto, o sentimento instiga. Aliás, mesmo quando o assunto não causa interesse, manifesta-se, sem dúvida, uma reação. Nem que seja o desprezo. Janela que se fecha, no computador. Folha que se move em direção à próxima página, nos impressos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Letras não reclamam. Não choram. Quando reunidas por sentimentos, precisam se esforçar para atrair, prender a atenção e comunicar. Frases, mesmo ao expressarem dramas, não impactam como a imagem. Causar comoção ao escrever é uma arte para poucos. Por isso, em sua grande maioria, os jornalistas – artistas do efêmero – muitas vezes apelam para a escrita vulgar. Não são poetas. São, em sua essência, levados a serem prolixos. Embora também não sejam visionários têm a incumbência de prognosticar o futuro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, se as notícias fossem feito poesia, talvez houvesse mais verdades e menos eufemismos. Se escrever textos fosse como fazer sexo, a curiosidade seria atiçada desde cedo. Quem sabe falte aos jornalistas (e, nestes, me incluo) flertar com as pautas que realmente interessam; obviamente considerando os limites e complicações desta escolha. Quando as letras conseguem se insinuar certamente atingem a libido do leitor com mais força do que as imagens. Afinal, cada um pode imaginar – ou interpretar – ao seu modo. “No entanto”, todo manual de redação, que se preze, irá bradar: “mas, em meio a tudo isso, onde fica a objetividade?” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concordo. Não há como negar. Poesia e notícia são formas diferentes de transmitir informações, ou melhor, sentimentos. Agora, é indispensável deixar claro, desde o início, que, cada notícia, é apenas uma versão do fato tornada pública. Uma, das tantas que existem. O problema é que, geralmente, o jornalista deixa-se levar pela “posição” mais cômoda, pondo em risco o seu “casamento” com a escrita. Para ficar mais interessante, deveria variar, sabendo que esta decisão não pode ser tomada sozinha. Seguir a voz do leitor e deixar-se guiar pela verdade daquele momento, conjuga-se no respeito necessário à formulação da matéria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor precisa estar de acordo com a escolha do repórter. Não pode ser violentado pela informação. Algumas posições podem ser rechaçadas desde o começo. Isso é compreensível. O melhor é ser honesto. Deve-se dar o direito à escolha para os leitores. Hoje, infelizmente, esta decisão está restrita ao conservadorismo de poucas famílias (Marinho, Civita, Frias, Mesquita e Sirotsky – para citar as principais). É o famoso “papai e mamãe” da comunicação. Caso não haja cumplicidade entre todos os envolvidos com a escrita, a tendência é acabar tudo em uma frustrante brochada.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7870136435223650624?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7870136435223650624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7870136435223650624' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7870136435223650624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7870136435223650624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2012/01/arte-de-escrever-fazendo-amor.html' title='A arte de escrever fazendo amor'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Xs_aIZnAnQI/Twxg7PCBf0I/AAAAAAAAB3k/qBWpQ7xVR7M/s72-c/sp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8307338972360728378</id><published>2011-12-05T10:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-06T03:58:24.826-08:00</updated><title type='text'>Outra etapa que se encerra...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-jFD397kxbt0/Tt0Zt9CPBzI/AAAAAAAAB3Y/HwinQ1HvT4o/s1600/pe-na-estrada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jFD397kxbt0/Tt0Zt9CPBzI/AAAAAAAAB3Y/HwinQ1HvT4o/s320/pe-na-estrada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682726582080177970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inevitavelmente estou a escrever. Desta vez, no entanto, sem a obrigação de discorrer sobre algum tema da área de conhecimento científico que escolhi como profissão. Aliás, a ideia inicial deste blog era essa. Adesão, inicialmente interpretada como forçada e, paulatinamente, identificada como voluntária, ao exílio. Exilar-se foi a maneira encontrada para falar sobre o que me viesse à cabeça; sem regras, prazos e assuntos previamente estabelecidos. O objetivo, se é que precisaria haver algum, era, única e exclusivamente, acalentar a minha dupla compulsividade: pela escrita e pela crítica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliado a isso, é claro, estabelecer nexos entre o mundo material e o conhecimento teórico, originados pela militância política e pelos estudos de comunicação. Nunca tive a pretensão de fazer deste espaço um canal destinado à leituras massivas, por isso a escolha pelo nome "&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Exílio Midiático&lt;/a&gt;". No entanto, a falta de tempo para me dedicar a proposta inicial fez com que muitos dos textos, escritos no âmbito acadêmico, fossem reproduzidos neste blog. Deste modo, ao menos não o deixei atirado às moscas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, todavia, resolvi colocar um ponto final em mais esta etapa que se encerra. Cheguei a pensar em fazer alguns desabafos, mas, para isso, existem ambientes mais propícios (e, certamente, mais lúdicos). Desde criança sinto uma imensa vontade de devorar tudo o que se coloca como inevitável em minha trajetória de vida. Tal qual dizia Neruda, "&lt;i&gt;sou onívoro de sentimentos, de seres, de livros, de acontecimentos e de lutas"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, sempre que um ciclo é fechado - falo isso em referência ao término do curso de Mestrado em Ciências da Comunicação na Unisinos (em uma óbvia menção ao poema de Fernando Pessoa) - começam a surgir novas inquietações. É um desassossego que dificulta a sensação plena&lt;span class="Apple-style-span" style="text-align: left; "&gt; &lt;/span&gt;de dever cumprido e, por vezes, pode ser nocivo; fazendo-me pensar: quais seriam os motivos que me levam a ter essa dificuldade em relaxar mesmo após completar uma jornada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses momentos, uma fala muito particular, de um pensador que admiro muito, tem se interposto em meus pensamentos. Não costumava dar muita atenção a ela, mas, pouco a pouco, está conseguindo direcionar o caminho por onde começo a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Entregue-se, sem vergonha e sem sentimentos de culpa, às delícias do ócio. Aprenda a andar sem ter de chegar a lugar algum, simplesmente gozando o mundo que nos cerca! Faça o fantástico turismo gratuito dos livros. Você irá a tempos e lugares aonde avião algum pode chegar. Há também o mundo maravilhoso da música. Lembro-me do senhor Américo, que, nos seus 85 anos, descobriu a beleza da música clássica e a ela se entregou até a morte, como se ela fosse uma amante&lt;/i&gt;" (Rubem Alves).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8307338972360728378?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8307338972360728378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8307338972360728378' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8307338972360728378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8307338972360728378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/12/outra-etapa-que-se-encerra.html' title='Outra etapa que se encerra...'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jFD397kxbt0/Tt0Zt9CPBzI/AAAAAAAAB3Y/HwinQ1HvT4o/s72-c/pe-na-estrada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3691989064052534</id><published>2011-11-22T13:51:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T14:04:37.101-08:00</updated><title type='text'>Dois pesos e apenas uma medida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-XylGcTzckTI/TswZ416IxnI/AAAAAAAAB3M/-hJn323hY3w/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XylGcTzckTI/TswZ416IxnI/AAAAAAAAB3M/-hJn323hY3w/s320/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677941694541645426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de dezembro de 1948 pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, estabelece que “todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. Atualmente, este direito, reconhecido por meio do exercício à livre manifestação de pensamento, não pode ser exercido sem o acesso à mídia, já que as ideias, reivindicações, identidades e posicionamentos de qualquer grupamento social só podem efetivamente produzir efeito público sendo midiatizadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este direito, que é do cidadão e da sociedade, foi ressignificado pelos grandes grupos de comunicação – os mesmos que apoiaram abertamente a implantação do regime militar no Brasil e agora se revelam defensores da liberdade de expressão, logicamente desde que isso implique a proteção às suas próprias empresas. Tal posição fica explícita em toda manifestação das indústrias culturais, especialmente quando da elaboração da primeira versão do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) e da realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em 2009, boicotada por grande parte dos radiodifusores, defensores da ideia de que o livre mercado é a única forma de regulamentação possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio governo também tem procurado evocar o direito à liberdade de opinião e expressão. Infelizmente, este pseudo-reconhecimento não tem implicado a mudança da estrutura hierárquica e vertical que configura o cenário de oligopólio midiático nacional, em vigor desde a década de 1960. O que há é um temor do governo Dilma Rousseff em dar providências às propostas aprovadas na Confecom – tal qual encaminhadas ao então ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Franklin Martins –, materializadas em políticas de comunicação tímidas, em compasso com as alianças políticas realizadas pelo PT ainda durante o governo Luz Inácio Lula da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cinco motivos com nome e sobrenome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações – representando, finalmente, a ocupação desta importante pasta pelo próprio PT –, na prática, não significou uma postura mais incisiva em priorizar as demandas da pluralidade de segmentos sociais que compõem a sociedade civil. Basta analisar a forma como tem sido encaminhado o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), com a mudança do foco de universalização para massificação do serviço. Assim, está se beneficiando gigantes das telecomunicações e inviabilizando que novos atores sociais tornem-se mais do que eventuais consumidores, visto que a velocidade proposta, de 1 megabyte, muito prejudica a possibilidade de prover conteúdo à rede e, desta forma, diversificar a produção de conteúdos, em direção ao alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, Bernardo teve pelo menos cinco motivos para não levar adiante as mais de 600 propostas aprovadas pela Confecom. Tal ensejo tem nome e sobrenome: Rede Globo – família Marinho; Grupo Abril – família Civita; Grupo Folha – família Frias; Grupo Estado – família Mesquita; e Rede Brasil Sul (RBS) – família Sirotsky. Certamente a reação possível desses grupos, caso se sintam ameaçados por algum tipo de controle social de seus conteúdos, impactou decisivamente na forma como está sendo encaminhada a proposta para a criação de um novo marco regulatório da mídia eletrônica. Como resultado, o governo está focado precipuamente no desenvolvimento da iniciativa privada e no alargamento do mercado de consumo, como atestam a recente Lei Federal 12.485/2011 e o PNBL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Questão midiática desperta interesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incansáveis em sua peregrinação pela democratização da mídia, representantes de movimentos sociais estiveram reunidos com Bernardo no dia 18 de outubro. Na oportunidade, foram apresentados 20 pontos de reivindicação, não obstante a pauta levantada pela Confecom seja superior e deva ser a baliza maior. Entre eles constam a criação de um Conselho Nacional de Comunicação; a participação social na mídia, com direito a responsabilizar as empresas pela veiculação de conteúdos contrários aos direitos humanos; e, ainda, a regulamentação dos sistemas privado, estatal e público. No entanto, levando em consideração a forma como o governo tem encaminhado este processo, pode-se afirmar que a jornada árdua enfrentada pelos midialivristas ainda terá muitos embates pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será preciso muito mais do que promover consultas públicas via internet para modificar o cenário descrito. Diga-se de passagem, nem mesmo a metade da população prevista para ser contemplada pelo PNBL até o final deste ano poderá participar do debate, já que os 1.163 municípios previstos para receber o programa diminuíram para 800 ainda em maio de 2011. Como disse o sociólogo e ativista político Herbert de Souza, o Betinho, “o termômetro que mede a democracia numa sociedade é o mesmo que mede a participação dos cidadãos na comunicação”. Fenômeno que ainda não se concretizou. O dado positivo é que a questão midiática, hoje, começa a despertar o interesse dos mais distintos grupos sociais, tradicionalmente afastados desse debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente publicado em: &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_dois_pesos_e_apenas_uma_medida"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3691989064052534?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3691989064052534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3691989064052534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3691989064052534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3691989064052534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/11/dois-pesos-e-apenas-uma-medida.html' title='Dois pesos e apenas uma medida'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XylGcTzckTI/TswZ416IxnI/AAAAAAAAB3M/-hJn323hY3w/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-5118074921648984464</id><published>2011-11-15T16:15:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T16:26:34.490-08:00</updated><title type='text'>Aos que virão depois de nós (Bertolt Brecht)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j4VSnpB-d_A/TsL6lfurWRI/AAAAAAAAB3A/Hb452_rNPCA/s1600/retirantes_40pc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img style="width: 258px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-j4VSnpB-d_A/TsL6lfurWRI/AAAAAAAAB3A/Hb452_rNPCA/s320/retirantes_40pc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem tempo para postar, nesta reta final do mestrado, reproduzo&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt; aqui no &lt;/a&gt;&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;exílio&lt;/a&gt; um texto do grande pensador alemão Bertolt Brecht. Suas palavras possuem o dom de me provocar já faz algum tempo. Em 2008 escrevi um &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/2008/08/sua-obra-imortal.html"&gt;post em sua homenagem&lt;/a&gt;, época em que passei a ter contato com alguns de seus escritos. Abaixo um recado aos que não conseguem deixar de se indignar diante das injustiças sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aos que virão depois de nós &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por Bertolt Brecht&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Realmente, vivemos muito sombrios!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;denota insensibilidade. Aquele que ri&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ainda não recebeu a terrível notícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que está para chegar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que tempos são estes, em que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é quase um delito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;falar de coisas inocentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois implica silenciar tantos horrores!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse que cruza tranqüilamente a rua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não poderá jamais ser encontrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pelos amigos que precisam de ajuda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É certo: ganho o meu pão ainda,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas acreditai-me: é pura casualidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada do que faço justifica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que eu possa comer até fartar-me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por enquanto as coisas me correm bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(se a sorte me abandonar estou perdido).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas como posso comer e beber,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se ao faminto arrebato o que como,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se o copo de água falta ao sedento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E todavia continuo comendo e bebendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Também gostaria de ser um sábio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os livros antigos nos falam da sabedoria:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é quedar-se afastado das lutas do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e, sem temores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;deixar correr o breve tempo. Mas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;evitar a violência,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;retribuir o mal com o bem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não satisfazer os desejos, antes esquecê-los&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é o que chamam sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu não posso fazê-lo. Realmente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vivemos tempos sombrios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para as cidades vim em tempos de desordem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando reinava a fome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Misturei-me aos homens em tempos turbulentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e indignei-me com eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim passou o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que me foi concedido na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comi o meu pão em meio às batalhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deitei-me para dormir entre os assassinos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do amor me ocupei descuidadamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e não tive paciência com a Natureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim passou o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que me foi concedido na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A palavra traiu-me ante o verdugo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim passou o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que me foi concedido na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As forças eram escassas. E a meta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;achava-se muito distante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pude divisá-la claramente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ainda quando parecia, para mim, inatingível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim passou o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que me foi concedido na terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vós, que surgireis da maré&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em que perecemos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lembrai-vos também,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando falardes das nossas fraquezas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lembrai-vos dos tempos sombrios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de que pudestes escapar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Íamos, com efeito,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mudando mais freqüentemente de país&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do que de sapatos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;através das lutas de classes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desesperados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando havia só injustiça e nenhuma indignação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E, contudo, sabemos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que também o ódio contra a baixeza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;endurece a voz. Ah, os que quisemos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;preparar terreno para a bondade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não pudemos ser bons.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vós, porém, quando chegar o momento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em que o homem seja bom para o homem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lembrai-vos de nós&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com indulgência. &lt;/span&gt;(Tradução de Manuel Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustração: Os Retirantes - Cândido Portinari.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-5118074921648984464?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/5118074921648984464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=5118074921648984464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5118074921648984464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5118074921648984464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/11/aos-que-virao-depois-de-nos-bertolt.html' title='Aos que virão depois de nós (Bertolt Brecht)'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-j4VSnpB-d_A/TsL6lfurWRI/AAAAAAAAB3A/Hb452_rNPCA/s72-c/retirantes_40pc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8148575153453774834</id><published>2011-10-31T14:09:00.000-07:00</published><updated>2012-01-11T05:46:20.034-08:00</updated><title type='text'>Uma televisão de classe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_OqM7zDkZ0U/Tq8Jwu_U9tI/AAAAAAAAB24/FxxDgc91la8/s1600/TVT.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-_OqM7zDkZ0U/Tq8Jwu_U9tI/AAAAAAAAB24/FxxDgc91la8/s200/TVT.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda é muito recente, mas não deixa de representar um importante avanço no árduo caminho pela democratização da comunicação no Brasil. Há pouco mais de um ano, no dia 23 de agosto de 2010, entrou no ar a TV dos Trabalhadores (TVT), antiga produtora de vídeos do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Criada para registrar a trajetória de luta dos operários do ABC, sobretudo durante o período de redemocratização do país, a TVT precisou esperar mais de duas décadas para obter a autorização do governo e passar a operar um veículo de mídia. Situação bem diferente das milhares de concessões destinadas a políticos conservadores e igrejas neo-pentecostais, durante este mesmo período.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A luta é antiga&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1987, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - então deputado federal e principal liderança sindical do ABC - chefiou uma comitiva designada para dialogar com Antônio Carlos Magalhães (ACM), ministro das Comunicações do Governo Sarney. Este último, diga-se de passagem, um dos principais recordistas em distribuir outorgas para aliados políticos, talvez comparado apenas a Fernando Henrique Cardoso, que repetiu a dose anos mais tarde visando sua reeleição. Como se pode imaginar, os metalúrgicos tiveram seu pedido negado pela dupla ACM e Sarney. Mesmo assim, continuaram sonhando com a consolidação de um projeto robusto na área da comunicação, o qual, desde o início, incluía uma emissora de televisão voltada aos interesses da classe trabalhadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal projeto só tornou-se possível graças aos recursos oriundos do Fundo de Greve. A experiência de reorganização do movimento sindical - a partir das mobilizações ocorridas no triênio 78/79/80 - contribuiu não apenas para a sustentação da famosa greve dos 41 dias, como deu frutos na área da comunicação alternativa. Em 1991, criou-se a Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, que tem como órgão instituidor e mantenedor o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Esta entidade emplacou um aporte de R$ 15 milhões de reais como prova de que poderia manter o projeto e, ainda, capacitou a TVT aos critérios técnicos e jurídicos exigidos pelo Ministério das Comunicações, no sentido de legalizar a emissora. Hoje, a TVT está operando em sinal aberto apenas na frequência do canal 46 - UHF, em Mogi das Cruzes, mas a parceria estabelecida com a Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo (Acesp) e a compra de espaço para retransmissão de conteúdo na Nova Geradora de Televisão (Rede NGT) possibilitam que a programação chegue a onze estados brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Programação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A grade de programação da TVT conta com uma hora e meia de produção própria por dia, sendo o restante complementado pela TV Brasil. O carro-chefe é o &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/seu-jornal"&gt;Seu Jornal&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, programa que vai ao ar de segunda a sexta, das 19h às 19h30, e, no qual, entre os colaboradores, estão figuras como o ex-ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, atual comentarista político, e o correspondente internacional Flávio Aguiar, antigo editor-chefe da &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm"&gt;Agência Carta Maior&lt;/a&gt;. Outros cinco programas complementam a grade de programação dos metalúrgicos. São eles: &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/memoria-e-contexto"&gt;Memória e Contexto&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/melhor-e-mais-justo"&gt;Melhor e Mais Justo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/clique-e-ligue"&gt;Clique e Ligue&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/abcd"&gt;ABCD em Revista&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br/bom-para-todos"&gt;Bom para Todos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Cada um possui suas especificidades, mas, de forma geral, apresentam documentários, debates, reportagens, entrevistas e, recentemente, foi preparado, também, &lt;a href="http://nabatalha.com.br/"&gt;um programa de humor&lt;/a&gt;. Todos os programas são abertos à participação do público, por intermédio do &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.tvt.org.br./"&gt;www.tvt.org.br.&lt;/a&gt; No portal também é possível acompanhar a programação em tempo real, ou acessar vídeos específicos, já que os programas ficam disponíveis para futuras visualizações. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste mesmo espaço virtual, o internauta tem acesso às produções colaborativas. São audiovisuais enviados por operários de chão de fábrica, lideranças comunitárias e movimentos sociais, sendo veiculados durante o telejornal da emissora. Cabe destacar que, em 2010, foram distribuídas câmeras digitais e celulares com tecnologia de captação de imagens para a base da categoria e, também, para diversos segmentos sociais excluídos do foco seletivo da chamada "grande mídia". Esta medida incentiva os trabalhadores a produzirem conteúdo, resultando muitas vezes em produções contra-hegemônicas; com destaque para a visão diferenciada de quem, antes, estava acostumado a ver suas demandas criminalizadas pela mídia da classe patronal e, hoje, torna-se protagonista da sua própria história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8148575153453774834?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8148575153453774834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8148575153453774834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8148575153453774834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8148575153453774834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/10/uma-televisao-de-classe.html' title='Uma televisão de classe'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_OqM7zDkZ0U/Tq8Jwu_U9tI/AAAAAAAAB24/FxxDgc91la8/s72-c/TVT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-5561029301072511403</id><published>2011-10-11T11:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T15:53:33.247-07:00</updated><title type='text'>Estereótipo e debilidade do humor televisivo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6qr4UszgsbA/TpSF6jU-JqI/AAAAAAAAB2s/PYlAkxote4s/s1600/preconceito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" src="http://2.bp.blogspot.com/-6qr4UszgsbA/TpSF6jU-JqI/AAAAAAAAB2s/PYlAkxote4s/s320/preconceito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estereótipo permanece a matéria-prima do humor na televisão brasileira, mesmo que algumas experimentações tentem construir situações mais inteligentes e respeitosas à diversidade. Há mudanças de roupagem e reelaborações, mas o resultado final continua o mesmo: ofender para entreter. A abundância de humorísticos na TV de hoje não representa necessariamente variedade de formatos e conteúdo. Piadas homofóbicas e misóginas continuam prevalecendo e, ao serem requentadas na caçarola pós-moderna do jornalismo cômico, atingem níveis de crueldade infelizmente compatíveis com os de audiência, revelando a debilidade dos produtores da mídia privada em inovar correndo algum tipo de risco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso que mais tem chamado a atenção ultimamente é o do humorístico Custe O Que Custar (CQC), veiculado toda segunda-feira pela Band, a partir de formato original da produtora argentina Eyeworks – Cuatro Cabezas, realizado em diferentes países do mundo desde a década de 90. Um dos apresentadores do programa, Rafinha Bastos, já foi, inclusive, acionado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), onde está sendo investigado por incitação ao crime de estupro. A ação foi motivada por uma declaração do humorista em seu show de comédia stand-up, onde ele teria dito que “toda mulher que” reclama por ter sido “estuprada é feia”; merecendo “um abraço”, e não cadeia, o homem que cometeu tal ato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rafinha é formado em jornalismo no Rio Grande do Sul e, antes de ingressar na Band, como um dos integrantes do CQC, trabalhou em outras emissoras televisivas, inclusive com passagem pela TVE gaúcha. No entanto, sua formação acadêmica e profissional não foram suficientes para impedi-lo de utilizar a mesma postura dos shows de stand-up em um canal de televisão cuja concessão é pública. Em maio deste ano, após se envolver em uma polêmica com a blogueira Lola Aronovich, o líder do CQC Marcelo Tas o defendeu publicamente, ameaçando processá-la por dirigir críticas generalizadas em repúdio à bancada do programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Concessão pública não é palco de circo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste caso, as declarações de Rafinha ocorreram durante o CQC 3.0, uma espécie de extensão do programa televisivo, transmitido via internet após o término do humorístico da Band. O apresentador debochou da prática de aleitamento materno em locais públicos, direcionando este ato para o apelo sexual em torno da imagem feminina. Na última semana de setembro, ao comentar a gravidez da cantora Wanessa Camargo, Rafinha teria declarado que “comeria até o bebê”, gerando repúdio generalizado. Cabe lembrar que apologia à pedofilia, violência contra a mulher e tantas outras incitações criminosas são passíveis de punição penal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, a última “pérola” do jornalista metido a engraçadinho não passou impune pela cúpula da emissora da família Saad. A direção da Band decidiu tirá-lo do CQC, em meio ao debate de sempre, em que qualquer reação a iniciativas preconceituosas são tachadas de censura, como se a sociedade não tivesse o direito de reagir ao ultraje, intencionalmente confundindo ações com interesse público e outras com objetivos privados, contribuindo para a falta de esclarecimento da população. O episódio como um todo deve levar a pensar o uso que as emissoras de TV fazem da concessão pública que recebem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anteriormente, em agosto do mesmo ano, durante o quadro “Top Five”, que elege as cinco principais gafes da TV brasileira, Bastos havia chamado Daniele Albuquerque, esposa do dono da RedeTV!, Almicare Dallevo, de cadela, enquanto a achincalhava por não conseguir pronunciar corretamente a palavra “octógono”, durante entrevista realizada com o lutador Vitor Belfort. Rafinha chegou ao ponto de dizer que, se fosse ele, “teria dado uma cotovelada na apresentadora”. Na semana seguinte, desculpou-se em rede nacional, tendo suas escusas aceitas por Albuquerque, antes de reincidir no preconceito e no desrespeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alternativa e produção popular&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante, o sexismo e o preconceito são uma constante no humor da TV brasileira, como atestam Zorra Total, da Rede Globo, e A Praça é Nossa, do SBT. No caso do Zorra Total, também contribui fortemente para a naturalização de crimes como abuso sexual e homofobia. Têm destaque no programa quadros em que homossexuais são ridicularizados e mulheres sofrem abuso em vagões de um trem. A rotina do trabalhador brasileiro exige muito sacrifício e para as mulheres é ainda pior. Muitas vezes, além da dupla jornada de trabalho, elas são submetidas ao assédio sexual no caminho de ida e de volta do serviço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Essa realidade certamente poderia ser retratada por outro viés. Não apenas separando o que é cômico do que é matéria jornalística, mas, sobretudo, denunciando a violação dos direitos humanos e procurando salientar o verdadeiro humor proveniente do mundo do trabalho. Se toda piada inevitavelmente ofendesse alguém e qualquer medida visando ao seu controle fosse uma forma de censura, conforme argumentou Rafinha em defesa própria, seria interessante satirizar também os proprietários dos meios de produção; ou ainda os jornalistas soberbos, que acreditam ser independentes e não passam de marionetes do poder econômico, considerando a quantidade de merchandising presente em programas como o CQC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma luz no fim do túnel, opondo-se à lógica das “brincadeiras de mau gosto”, uma iniciativa criada através de parceria entre a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/Minc) e a TV dos Trabalhadores (TVT) apresenta-se como alternativa. O projeto &lt;a href="http://nabatalha.com.br/"&gt;Qual é a Graça?&lt;/a&gt;, em desenvolvimento desde agosto de 2011, para veiculação até o final do ano, objetiva criar uma atração com oito episódios focando o humor presente no dia-a-dia do povo brasileiro. Para chegar à formulação do programa, um conjunto de ações está sendo desenvolvida, chamado &lt;i&gt;Na batalha&lt;/i&gt;, reunindo diretores de teatro, cineastas, palhaços e atores independentes. São, em suma, seminários e oficinas de roteiro e atuação, os quais ocorrem também em ambiente online, através do site &lt;a href="http://www.nabatalha.com.br/"&gt;www.nabatalha.com.br&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma nova proposta de humor&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-adp596MsDwY/TpSBsnE_SiI/AAAAAAAAB2k/FDl2rCVJxZo/s1600/%257BB936E79F-60EA-42EE-8283-FCD6B5A72210%257D_h2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-adp596MsDwY/TpSBsnE_SiI/AAAAAAAAB2k/FDl2rCVJxZo/s1600/%257BB936E79F-60EA-42EE-8283-FCD6B5A72210%257D_h2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em agosto de 2010, a TVT, parceira na concepção desta experimentação audiovisual, passou a operar o canal educativo 46-UHF, na cidade paulista de Mogi das Cruzes. Atualmente, através de parcerias com canais comunitários e, sobretudo, por intermédio do endereço eletrônico &lt;a href="http://www.tvt.org.br/"&gt;www.tvt.org.br&lt;/a&gt;, é possível acompanhá-la em qualquer parte do país e do mundo. Das suas seis produções próprias (o restante do horário opera em rede com a TV Brasil), o noticiário Seu Jornal destaca-se pelo viés crítico e participativo. Por meio do jornalismo colaborativo, lideranças comunitárias, operários de chão de fábrica e militantes de movimentos sociais veiculam suas realizações, apresentando suas bandeiras de luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A emissora, intitulada “dos trabalhadores”, pertence ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. A trajetória dos operários do ABC e o protagonismo na apropriação das tecnologias de áudio e vídeo são emblemáticos na história do movimento social brasileiro e remontam aos anos 80, época em que a experiência de vídeo popular fez erigir o conceito de contra-informação. Se esta proposta for levada também ao campo do humor, poderá se inverter mais do que apenas o foco da piada, pois, ao denunciar a realidade do trabalhador brasileiro sem perder a graça, pode-se fazer erigir uma nova proposta cômica, onde o humor deixa de ser agressivo e torna-se construtivo, ou ainda, propositivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Originalmente publicado em:&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_estereotipo_e_debilidade_do_humor_televisivo"&gt; Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-5561029301072511403?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/5561029301072511403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=5561029301072511403' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5561029301072511403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5561029301072511403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/10/estereotipo-e-debilidade-do-humor.html' title='Estereótipo e debilidade do humor televisivo'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6qr4UszgsbA/TpSF6jU-JqI/AAAAAAAAB2s/PYlAkxote4s/s72-c/preconceito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3687189211025327682</id><published>2011-10-04T08:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T08:49:09.304-07:00</updated><title type='text'>Record abre mais um atrito no mercado oligopólico de comunicação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dQqYgwX3UV0/TosqIo0s8KI/AAAAAAAAB2g/g1WI7QoeQGo/s1600/midiaclipping.blogspot.com.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-dQqYgwX3UV0/TosqIo0s8KI/AAAAAAAAB2g/g1WI7QoeQGo/s320/midiaclipping.blogspot.com.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659663684606947490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Reproduzo texto do companheiro &lt;a href="http://terrainteressados.blogspot.com/"&gt;Anderson Santos&lt;/a&gt;, no qual dou uma pequena contribuição.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por Anderson Santos &amp;amp; Eduardo Menezes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos sabem que por conta da concorrência no mercado televisivo a Rede Record tem sérias e públicas desavenças com a Rede Globo de Televisão; que, por conta da parceria das Organizações Globo com o Grupo Folha da Manhã na gerência do Valor Econômico, a emissora também não deixa sem resposta críticas da Folha de S. Paulo. No último dia 11 foi a vez da Revista Veja entrar na lista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por duas semanas, a Coluna Radar.com trouxe informações sobre problemas internos na Rede Record, inclusive, com suposta ameaça de greve dos funcionários por falta de pagamento. Algo inimaginável por se tratar de um grupo de comunicação que, desde que foi resgatado de uma crise nos anos 90 ao ser adquirido pelo mesmo grupo da IURD, conta com recursos extra-midiáticos para se manter, pouco importando na prática que a Globo ainda continue com mais da metade do bolo publicitário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O proprietário da histórica emissora utilizou o “Domingo Espetacular” do dia 11 deste mês para responder às acusações da revista. Como já fizeram com outros desafetos – casos da própria Rede Globo e, de forma mais recente e mais frequente, com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira –, o tom foi pesado, com direito a denúncias jamais contadas em TV aberta. A matéria começou denunciando as relações do Grupo Abril com o grupo de mídia sul-africano Naspers, que teria apoiado o apartheid na África do Sul. Este tem 30% das ações da empresa brasileira, que teriam sido adquiridos num momento de crise do grupo brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após chamar cada empregado da equipe de reportagem e perguntar quando receberam o salário atrasado, repetindo uma fórmula parecida dos cultos televisivos, o bispo da IURD sugeriu que a revista poderia mentir mais vezes: “Eu fico pensando quantas outras mentiras eles devem veicular nessa revista”. Segundo Macedo, as denúncias, de uma revista que ele quase não lembrou o nome, viriam num momento “importante” para a TV brasileira, em que outra emissora transmitirá os Jogos Pan-Americanos. Além disso, a saída de alguns atores para a Globo seria algo “natural” num mercado em concorrência: “Se nós estivéssemos em crise, você acha que responderíamos desta forma [publicamente] a essa revista?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a disputa em si, lembramos que enquanto a Record se posiciona favorável aos governos petistas, seja do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou da atual presidenta Dilma Rousseff, a Revista Veja se coloca como o meio de comunicação mais crítico a ele. Uma clara divergência de posicionamento político, mesmo que provisório e não de classe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso da Record, a aproximação com o governo de turno não passa de estratégia comercial. A presença de repórteres ex-globais na emissora emergente contribui para travestir as disputas no mercado. O embate editorial não representa nenhuma ruptura com a essência conservadora e a adesão aos princípios liberais. Nesta empreitada em busca de atingir o topo, figuras conhecidas do “jornalismo global” como como Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna são fundamentais para marcar o contraponto – que é também virtual – aos articulistas da Rede Globo e da Revista Veja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O consenso ideológico da chamada “grande mídia brasileira”, muitas vezes recorrendo a mentiras para atacar adversários políticos, tem colocado em xeque a credibilidade do principal telejornal e da revista de maior tiragem no país. A Record sabe disso e, empenhada em credenciar-se perante a audiência, busca por parceiros que, na atual conjuntura política, possam ajudá-la a atingir seu objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a líder é anti-petista, mesmo incorrendo em um erro estratégico devido à enorme aceitabilidade do último governo, nada mais coerente do que explorar esta brecha. Diferente do que faz a Rede Globo, a emissora da IURD não impede seus jornalistas de manterem blogs próprios sem hospedarem-se sob o domínio da própria empresa. Assim, os ex-globais ficam livres para tecerem críticas aos ex-chefes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente as contestações à família Marinho são muito bem-vindas pelo atual empregador. A revista dos Civita entra na disputa Globo X Record por estar afinada com os interesses político-comerciais da líder, sendo os principais articulistas desta publicação muito próximos das forças políticas responsáveis pelo acordo com a Time-Life.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o pior é que a disputa em questão tende a ficar ainda mais acirrada após a aprovação da Lei Federal 12.485 – antigo PLC 116. A nova legislação do serviço de TV por assinatura abre o mercado para as empresas de telecomunicações e, segundo reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo, a Record supostamente pretenderia fechar um acordo com a Oi na busca por disputar mercado com o portal G1 através do IG, em que cederia vídeos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe lembrar também a proximidade do governo petista com a Portugal Telecom, que rendeu a aquisição de aproximadamente 25% de participação na antiga operadora brasileira, a qual deveria ser um “gigante nacional” após a fusão Brasil Telecom/Oi. Isso está se intensificando e atinge também o mercado editorial. Principalmente através das articulações do ex-ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, cuja esposa é Diretora de Marketing do jornal Brasil Econômico, periódico pertencente à Ejesa, na qual a portuguesa Ongoing – que tem 10% da Portugal Telecom – tem 30% de participação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é difícil definir quem fala mais a verdade, Record ou Veja – afinal, jornalismo-verdade, ilusoriamente objetivo, só ocorre em lema de emissora de TV –, o importante em mais um racha na classe dominante dos meios de comunicação do Brasil é que só nesses momentos algumas denúncias sobre os proprietários destes meios são difundidos de forma massiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensar as relações de negócios em âmbito político-econômico é uma premissa necessária para entender a falsa polarização encabeçada pelos principais grupos de comunicação brasileiros. Se, por um lado, os empresários se mexem, de outro, o governo procura aproveitar a nova configuração de disputa no mercado midiático para obter maior inserção discursiva junto à sociedade. Com isso, segue faltando o de sempre: espaços expressivos para o protagonismo dos movimentos sociais, com o investimento pesado em canais essencialmente públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Originalmente publicado em: &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.estrategiaeanalise.com.br/ler02.php?idsecao=e8f5052b88f4fae04d7907bf58ac7778&amp;amp;&amp;amp;idtitulo=2d5050a4055d2622b1b02658b3853d21"&gt;Estratégia &amp;amp; Análise&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3687189211025327682?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3687189211025327682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3687189211025327682' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3687189211025327682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3687189211025327682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/10/record-abre-mais-um-atrito-no-mercado.html' title='Record abre mais um atrito no mercado oligopólico de comunicação'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dQqYgwX3UV0/TosqIo0s8KI/AAAAAAAAB2g/g1WI7QoeQGo/s72-c/midiaclipping.blogspot.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1757380023674418075</id><published>2011-09-20T14:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T06:34:30.620-07:00</updated><title type='text'>Os interesses sociais continuam fora do ar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MLKfag2iPEk/TnkAhy8WEoI/AAAAAAAAB2Y/tVXxyj2X4tA/s1600/tvpeb.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MLKfag2iPEk/TnkAhy8WEoI/AAAAAAAAB2Y/tVXxyj2X4tA/s320/tvpeb.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654551387750929026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim foi instituída a &lt;a href="http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei-12485-2011.htm"&gt;Lei Federal 12.485&lt;/a&gt;. A antiga PL-29, que ao passar pelo Senado transformou-se em PLC-116, enfrentou um árduo caminho até ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Contudo, ao contrário do que pretende fazer crer a chamada “grande mídia”, esta legislação faz mais do que apenas determinar novas regras para o sistema de TV por assinatura. Na prática, amplia o mercado das comunicações ao capital internacional, promovendo a polarização da disputa política por espaços de atuação junto à sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem mais delongas, permita o leitor que se comece pelo que há de bom nessa história. Em sintonia com as reivindicações apresentadas durante a 1º Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a nova lei estipula cotas de três horas e meia para a produção de conteúdo nacional, inclusive em canais estrangeiros. Deste modo, ao mesmo tempo em que abre o mercado de TV paga às operadoras de telefonia fixa, impõe regras que visam fomentar o audiovisual independente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, foram asseguradas conquistas obtidas na década de 1990, durante a criação da Lei do Cabo. De acordo com o artigo 32 da referida Lei, as prestadoras de serviço devem disponibilizar, em todos os pacotes ofertados, canais de interesse público. Neste bojo, encontram-se as emissoras dos poderes legislativo, executivo e judiciário – que possuem programação de excelente qualidade – e, ainda, os canais comunitários e educativos. No caso destes últimos, embora nem sempre apresentem conteúdos coerentes com as suas atribuições específicas, continuam sendo locais de constante disputa na concretização da diversidade cultural e pluralidade informativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os grandes beneficiados pelas alterações legislativas são agentes econômicos com forte poder de lobby junto ao Congresso, Senado e Governo Federal. Em relação aos aspectos tributários, por exemplo, ao entrarem no mercado de TV por assinatura as teles passam a se beneficiar com a redução de pagamento ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), mas, em contrapartida, são oneradas com a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), como ocorre com toda distribuidora de conteúdo. É desta última, inclusive, que provém o fomento para a produção nacional.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe ressaltar que as adequações burocráticas não visam atender apenas aos interesses dos grupos de mídia estrangeiros. Não é de hoje que o governo de turno procura fazer oposição aos principais conglomerados de mídia que atuam no país. A entrada de parceiros estratégicos no mercado audiovisual pode ajudar nesse sentido e, de certa forma, tal processo é legítimo. Principalmente se considerarmos a existência de um monopólio discursivo, originado pelo formato oligopólico do setor, sem regulamentação adequada por parte do Estado. No entanto, a proximidade do governo com a Portugal Telecom, processo que teve início ainda no ano passado com a aquisição de aproximadamente 20% da Oi, começa a polarizar a disputa político-midiática sem promover o efetivo protagonismo de segmentos sociais excluídos pelos meios de comunicação dominantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa direção, atenta-se para a ligação do ex-ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, com grupos de mídia portugueses. A aprovação da Lei 12.485 incentiva a concorrência, bem ao gosto do neoliberalismo. Sendo assim, esta articulação não é apenas comercial, mas, sobretudo, política. A esposa de Dirceu, Evanise Santos, é Diretora do Departamento de Marketing do jornal &lt;i&gt;Brasil Econômico&lt;/i&gt;, publicação que pertence à Empresa Jornalística Econômico S.A (Ejesa), a qual, além do periódico em questão, mantém os jornais&lt;i&gt; O Dia&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Meia Hora&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Marca Campeão&lt;/i&gt;. A acionista majoritária da Ejesa, dona de 70% de participação, é a brasileira Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos. O restante das ações pertence à Ongoing, grupo português cujo presidente é o seu marido, Nuno Vasconcellos. Por incrível que pareça, a extensão do casamento para o campo dos negócios não ultrapassa os marcos legais. Em casos como esse a legislação brasileira permite 30% de participação estrangeira, mas nada fala sobre as brechas deixadas para tais “aquisições conjugais”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando o cenário atual, é estarrecedor perceber que, em última análise, o governo esta reduzindo a luta pela democratização da comunicação a um embate político-partidário. A disposição é, tão somente, obter maior influência nos grupos de mídia nacionais para combater as empresas de comunicação anti-petistas, sejam elas declaradas ou não. Os principais conglomerados brasileiros, muitos deles responsáveis por apoiar o golpe militar de 1964, seguem emplacando matérias anti-democráticas e torcendo o nariz para qualquer possibilidade de criação de um novo marco regulatório. Enquanto isso, equivocadamente, o governo tenta erigir um flanco de batalha que opera sob a lógica liberal, historicamente incorporada pelos meios de comunicação dominantes. Para que a regulamentação também não siga por este caminho - e, infelizmente, tudo indica que já caminha nessa direção - será preciso maior disposição em trazer para o debate setores da sociedade constantemente criminalizados pela “grande mídia”. Caso contrário, estará se condenando o cidadão a mero consumidor. Suas principais decisões ficarão restritas a escolha pela operadora que oferece a “convergência de serviços mais em conta”, ou ainda, como declarou a presidenta Dilma recentemente, a “seletividade de conteúdos permitida pelo uso do controle remoto”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Originalmente publicado em:&lt;/b&gt; &lt;a href="http://imapelotas.blogspot.com/2011/09/os-interesses-sociais-continuam-fora-do.html"&gt;IMA - Estudos Políticos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1757380023674418075?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1757380023674418075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1757380023674418075' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1757380023674418075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1757380023674418075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/09/os-interesses-sociais-continuam-fora-do.html' title='Os interesses sociais continuam fora do ar'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MLKfag2iPEk/TnkAhy8WEoI/AAAAAAAAB2Y/tVXxyj2X4tA/s72-c/tvpeb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-5435513358118314647</id><published>2011-09-10T08:57:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T09:07:07.340-07:00</updated><title type='text'>Periscópio da Mídia do dia 8 de setembro de 2011: mídia, futebol e política</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vQsL3Dh-uAc/TmuKP2w0OvI/AAAAAAAAB2Q/83VkwqDt5hc/s1600/Charge-Ricardo-Teixeira-Imagem-Alberto_LANIMA20101116_0093_31.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 208px; height: 157px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vQsL3Dh-uAc/TmuKP2w0OvI/AAAAAAAAB2Q/83VkwqDt5hc/s320/Charge-Ricardo-Teixeira-Imagem-Alberto_LANIMA20101116_0093_31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650762162469354226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cerco se fecha. Após conceder uma entrevista polêmica à jornalista Daniela Pinheiro da revista piauí, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi alvo de uma série de protestos na rodada de clássicos do Campeonato Brasileiro. Sua atual, e inegável, impopularidade acabou sendo ironizada pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, em recente matéria publicada no Estadão. A 17º edição do Grito dos excluídos, dentre outras coisas, marchou em defesa de comunidades carentes submetidas à política de “higienização” que está em curso no Brasil, visando “adequar” o país para receber o maior evento de futebol do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No programa Periscópio da Mídia, da última quinta-feira, dia 8 de setembro, o estudante de jornalismo Dijair Brilhantes e o jornalista Eduardo Menezes retomaram discussões que cercam os bastidores do futebol, alertando para a íntima relação entre eventos de grande apelo popular e o acobertamento das injustiças sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escândalos de corrupção, favorecimento na promoção do sorteio preliminar das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 à empresa de marketing ligada às Organizações Globo e a possibilidade de veto da meia-entrada para os jogos são apenas alguns dos pontos abordados. Na contramão desse processo, em Fortaleza, comunidades que estão sendo despejadas em função das obras da Copa participam de um projeto de produção audiovisual que visa denunciar tais abusos. Caso por caso os acontecimentos são discutidos durante a primeira parte do programa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último bloco do Periscópio, os componentes do Cepos destacaram pontos importantes do manifesto organizado pela Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico (SEPLA). Na carta publicada no site do Grito dos Excluídos denuncia-se a política hegemônica neodesenvolvimentista e suas conseqüências. Nessa direção os apresentadores procuraram retomar o pensamento crítico latino-americano, base epistemológica da Economia Política da Comunicação, para problematizar a realidade brasileira, sobretudo em se tratando da crise capitalista e seu reflexo, inclusive, no futebol. Ouça e divulgue o Periscópio da Mídia. Fica o convite, também, para que você ajude-nos a construir a pauta dos próximos programas. Basta enviar um e-mail para: periscopiodamidia@gmail.com ou entrar em contato pelo twitter: @periscopioradio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sobre o Programa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Periscópio da Mídia é produzido e apresentado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos), cujo coordenador é o professor Valério Cruz Brittos. O Grupo Cepos está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos-RS e conta com o apoio das seguintes entidades: Capes, CNPq, Fundação Ford e FAPERGS. Cabe ressaltar, ainda, que estes apoios são obtidos através de editais públicos e não há nenhuma interferência institucional ou do coordenador do grupo na linha adotada pelo programa. A transmissão é feita pela Rádio Unisinos 103.3 FM, todas as quintas-feiras, às 20h, com reprise aos domingos, às 21h. A rádio pode ser ouvida também via internet. O endereço eletrônico é &lt;a href="http://www.unisinos.br/urbanothiesen/"&gt;www.unisinos.br/radio&lt;/a&gt;. Este programa vai ao ar por rádios livres e comunitárias de todo o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Baixe, ouça e distribua livremente o Periscópio da Mídia acessando o link:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/audio/jx97E0k8/25_-_Periscpio_da_Mdia_0809201.html"&gt;http://www.4shared.com/audio/jx97E0k8/25_-_Periscpio_da_Mdia_0809201.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-5435513358118314647?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/5435513358118314647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=5435513358118314647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5435513358118314647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5435513358118314647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/09/periscopio-da-midia-do-dia-8-de.html' title='Periscópio da Mídia do dia 8 de setembro de 2011: mídia, futebol e política'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vQsL3Dh-uAc/TmuKP2w0OvI/AAAAAAAAB2Q/83VkwqDt5hc/s72-c/Charge-Ricardo-Teixeira-Imagem-Alberto_LANIMA20101116_0093_31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1252683713887228630</id><published>2011-09-03T07:50:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T14:55:47.137-07:00</updated><title type='text'>Periscópio da Mídia: a indústria da comunicação social de cabeça para baixo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZpO0cDuuYWA/TmJEuwfMtKI/AAAAAAAAB2I/YIkepnjaRv0/s1600/cartaz%2Bpronto%2Bperisc%25C3%25B3pio.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZpO0cDuuYWA/TmJEuwfMtKI/AAAAAAAAB2I/YIkepnjaRv0/s320/cartaz%2Bpronto%2Bperisc%25C3%25B3pio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648152452756452514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que ainda enfrento algumas dificuldades em utilizar certas ferramentas de compartilhamento de arquivos na internet. &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Este blog&lt;/a&gt;, por exemplo, já passou por algumas revisões de conteúdo, atingindo, creio eu, grau satisfatório nas correções propostas. No entanto, quando o assunto é reformular aspectos técnicos, mais especificamente o &lt;i&gt;layout &lt;/i&gt;da página, as dificuldades encontradas são tremendas e, por falta de tempo, acabo por deixar como está. Desde o ano passado, quando ingressei no mestrado em Ciências da Comunicação na Unisinos-RS, aceitei o convite de ajudar na condução de um programa radiofônico, cujo principal objetivo é desvendar a caixa preta da indústria da comunicação social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;Periscópio da Mídia&lt;/i&gt; vai ao ar todas quintas-feiras, às 20h, pela &lt;a href="http://www.unisinos.br/urbanothiesen/"&gt;Rádio Unisinos 103.3 FM&lt;/a&gt;. Além de ser veiculado pela emissora da universidade, o programa circula por rádios livres e comunitárias de todo o Brasil. Até a semana passada eu vinha distribuindo o áudio do programa pela &lt;a href="http://pt-br.facebook.com/people/Eduardo-Silveira-de-Menezes/1678809925"&gt;minha conta pessoal no &lt;i&gt;facebook&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, mas o &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;de compartilhamento de arquivos &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/"&gt;4shared.com&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; não está mais conectado a essa rede social. Vou procurar, na medida do possível, disponibilizar o &lt;a href="http://www.4shared.com/audio/iBpbXOhb/24_-_Periscpio_da_Mdia_0109201.html"&gt;&lt;i&gt;link &lt;/i&gt;para escutar o programa&lt;/a&gt; aqui no &lt;i&gt;&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Exílio Midiático&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Lembro, ainda, que o portal &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.estrategiaeanalise.com.br/"&gt;Estratégia e Análise&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, do companheiro Bruno Lima Rocha, também responsável pela produção e apresentação do programa, já faz isso toda semana. Anderson Santos, outro companheiro de estúdio, também costuma fazer a divulgação dos assuntos tratados em cada nova edição enviando, através de listas de e-mail, o resumo com o link do programa à entidades e militantes que lutam pela democratização da comunicação no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Abaixo apresento uma síntese que fiz sobre o conteúdo da última edição&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Periscópio da Mídia do dia 1º de setembro de 2011: da PLC 116 ao autoritarismo das forças repressoras em defesa de interesses pessoais e de mercado&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Pode até mudar de nome, se arrastar na Câmara dos Deputados até chegar ao Senado e, sobretudo, manter os interesses do capital privado inabalados durante todo esse percurso, deixando apenas migalhas de conteúdo nacional como contrapartida às entidades que lutam contra a desnacionalização do setor brasileiro de comunicações, o fato é que, o PLC 116, antigo PL 29, está sendo acompanhado de perto pelo Periscópio da Mídia. Cada novo passo deste projeto de lei é discutido sob o viés crítico da Economia Política da Comunicação, procurando alertar os ouvintes sobre os possíveis desdobramentos da sanção presidencial, que está por vir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;No programa &lt;i&gt;"Periscópio da Mídia - a indústria da comunicação social de cabeça para baixo"&lt;/i&gt; desta quinta-feira, dia 1º de setembro, esteve em discussão, mais uma vez, os pontos polêmicos que cercam a sanção do PL 116. A aprovação do projeto está por vias de se concretizar, no entanto, alguns pontos são tidos como inconstitucionais pela oposição e cabe a presidenta Dilma Roussef vetá-los ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Além de dar atenção especial às atribuições do Poder executivo, no que tange a aprovação da PL 116, os jornalistas Bruno Lima Rocha e Eduardo Menezes, acompanhados do estudante de jornalismo Dijair Brilhantes, trataram de abordar outro tema recorrente nos debates promovidos pelos militantes da comunicação alternativa. Trata-se da liberdade de expressão, enfatizando suas novas tonificações a partir dos protestos massivos que irrompem o pacato ciclo de relacionamentos das redes sociais para denunciar abusos de poder e promover levantes populares, a exemplo do que aconteceu durante a Primavera Árabe e, também, em parte da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Como de costume, a segunda pauta do programa se estendeu para o bloco final. Assim, foi colocado em debate o assassinato de um sem-teto em São Francisco, Estados Unidos, que levou as autoridades locais a inabilitarem o serviço de telefonia celular dentro da estação Centro Cívico, espaço onde ocorreu o incidente e, dias depois, aconteceram protestos massivos. Os apresentadores do Periscópio deixaram a discussão correr livremente, sem prender-se ao roteiro, e acabaram fazendo relações que perpassam tanto o mundo digital, quanto a vida real. No caso específico do sem-teto de São Francisco, o abuso de autoridade mereceu um hashtag no Twitter, em alusão a uma atitude semelhante adotada pelo ex-ditador egípcio, Hosni Mubarak. Mas como fica o direito à livre manifestação quando os fantoches do braço armado de todo poder político enfrentam uma grave crise de bipolaridade? Precisam se posicionar enquanto classe trabalhadora, mas possuem, no âmago de sua atividade profissional, a intransigência, a falta de diálogo e subserviência ao governo de turno, seja ele qual for. Ouça a última edição do Periscópio da Mídia e reflita sobre isso. Fica o convite, também, para que ajude-nos a construir a pauta dos próximos programas enviando um e-mail para periscopiodamidia@gmail.com, ou entrando em contato pelo twitter: @periscopioradio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Institucional&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;O Periscópio da Mídia é produzido e apresentado pelo &lt;a href="http://www.grupocepos.net/"&gt;Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos)&lt;/a&gt;, cujo coordenador é o professor Valério Cruz Brittos. O Grupo Cepos está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos-RS e conta com o apoio das seguintes entidades, mediante a aprovação de editais públicos: Capes, CNPq, Fundação Ford e FAPERGS. Cabe ressaltar, ainda, que não há nenhuma interferência da instituição ou do coordenador do grupo na linha editorial do programa, sendo este de inteira responsabilidade dos seus idealizadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Baixe, ouça e distribua livremente o Periscópio da Mídia acessando o link: &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/audio/iBpbXOhb/24_-_Periscpio_da_Mdia_0109201.html"&gt;http://www.4shared.com/audio/iBpbXOhb/24_-_Periscpio_da_Mdia_0109201.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1252683713887228630?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1252683713887228630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1252683713887228630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1252683713887228630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1252683713887228630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/09/periscopio-da-midia-industria-da.html' title='Periscópio da Mídia: a indústria da comunicação social de cabeça para baixo'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZpO0cDuuYWA/TmJEuwfMtKI/AAAAAAAAB2I/YIkepnjaRv0/s72-c/cartaz%2Bpronto%2Bperisc%25C3%25B3pio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1329214348826248698</id><published>2011-08-30T12:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T11:13:05.778-07:00</updated><title type='text'>Anistia para os comunicadores populares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CPYBZe-MwXY/Tl1E7xlbZTI/AAAAAAAAB1o/EOtCpaMH7BQ/s1600/mostraimagem.asp.jpeg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646745301505762610" src="http://2.bp.blogspot.com/-CPYBZe-MwXY/Tl1E7xlbZTI/AAAAAAAAB1o/EOtCpaMH7BQ/s320/mostraimagem.asp.jpeg" style="cursor: pointer; float: left; height: 211px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 280px;" /&gt;&lt;/a&gt;Na última quarta-feira, 24 de agosto, a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Rio Grande do Sul (Abraço-RS) realizou um protesto em frente à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objetivo da manifestação foi marcar os 15 anos de luta do movimento de rádio comunitária e pedir o fim da perseguição aos comunicadores populares de todo o estado. Na parte da tarde, o Plenarinho da Assembléia Legislativa do RS recebeu a presença de parlamentares e lideranças da Abraço para discutir, junto aos comunicadores, a pauta de reivindicações que foi encaminhada, horas mais tarde, ao governador Tarso Genro e à secretária de Comunicação e Inclusão Digital, Vera Spolidoro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A resolução das questões apresentadas é de ordem prática. Os discursos entusiasmados, proferidos por políticos da base governista, ratificando o óbvio, não são mais suficientemente capazes de acalentar os anseios da militância. Entre as reivindicações, ressalta-se a necessidade de financiamento público, sem considerar os 20% de repasse das publicidades do governo, que também deveriam ser direcionados às emissoras comunitárias. Além disso, é preciso rever a potência dos transmissores, hoje muito baixa. Apenas 25 watts, com alcance de 1 km. Outro ponto a ser destacado é a liberdade de escolha da frequência em que as rádios operam ou devem operar. A Lei 9.612/98, sancionada durante o famigerado governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), estabelece apenas um canal de transmissão para todas as rádios comunitárias do Brasil. Essa medida tem contribuído para gerar o caos entre os comunicadores, distribuindo multas a torto e a direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são apenas alguns dos pontos a serem resolvidos e já dão uma ideia do atoleiro político-burocrático em que a comunicação comunitária está metida. No semin&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v_NdqmdbEQA/Tl1FdhHWBtI/AAAAAAAAB1w/1YuErtOjmXw/s1600/DSC01598.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646745881200166610" src="http://4.bp.blogspot.com/-v_NdqmdbEQA/Tl1FdhHWBtI/AAAAAAAAB1w/1YuErtOjmXw/s320/DSC01598.JPG" style="cursor: pointer; float: right; height: 203px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 271px;" /&gt;&lt;/a&gt;ário realizado na tarde da última quarta-feira, o deputado federal Dionilso Marcon (PT), acompanhado dos deputados estaduais Jefferson Fernandes (PT) e Edegar Pretto (PT), enfatizou a importância do fortalecimento da mídia alternativa. Ao citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marcon reconheceu que, “se os comunicadores não ficarem no pé dos parlamentares, estes correm o risco de achar que está tudo numa boa”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a dificuldade em viabilizar recursos às rádios comunitárias, no formato de apoio cultural, se estabeleceu a partir da negociação entre a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) e o Ministério das Comunicações. Para Marcon, cabe ao movimento de radiodifusão comunitária aumentar a pressão junto aos políticos que são partidários de suas bandeiras de luta, evitando, assim, essa tomada de decisão por parte do governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, se for feito um balanço do governo Lula será um tanto quanto desalentador para o movimento de radiodifusão comunitária. Entre 1995 e 2007 mais de três mil emissoras de rádio e canais de televisão comerciais tiveram suas multas perdoadas. Por outro lado, cerca de R$ 100 milhões de reais em equipamentos utilizados por rádios comunitárias, de todo o país, foram confiscados. Hoje, em torno de 20 mil comunicadores populares estão respondendo a inquéritos ou processos na Justiça Federal. Entre eles está o coordenador executivo da Abraço-RS, Clementino Lopes, condenado a dois anos e seis meses de prisão. Neste momento, aguardando recurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Lopes, "se faz necessário não apenas anistiar os comunicadores que estão sendo criminalizados, como, também, deve ocorrer o mesmo em relação às multas aplicadas pela fiscalização da Anatel e pelo Min&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GLQMZycNHXg/Tl1GMxuSFxI/AAAAAAAAB2A/Y0JnFU90_2Y/s1600/DSC01608.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646746693112305426" src="http://1.bp.blogspot.com/-GLQMZycNHXg/Tl1GMxuSFxI/AAAAAAAAB2A/Y0JnFU90_2Y/s320/DSC01608.JPG" style="cursor: pointer; float: left; height: 184px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 244px;" /&gt;&lt;/a&gt;istério das Comunicações, em função do uso de apoios culturais". Durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom ), ocorrida em dezembro de 2009, foi aprovada uma resolução anistiando os radiodifusores, porém, até agora, nenhuma lei foi sancionada pelo governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros que precisam ser corrigidos, pois, em busca da liberdade de expressão, muitas emissoras populares ficam reféns dos governos de turno, ou, ainda, de párias da oposição. Com isso, as emissoras acabam servindo de curral eleitoral, quando, na verdade, deveriam prestar serviços à comunidade, sem adotar conotação político-partidária em suas transmissões. É fundamental que a comunicação alternativa reafirme sua posição ideológica, historicamente em defesa daqueles que não têm vez, nem voz, nos canais de comunicação da grande mídia. Para isso, é preciso ter autonomia tanto na gestão, quanto na produção de conteúdos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Originalmente publicado em: &lt;a href="http://radio-com.blogspot.com/2011/08/anistia-para-os-comunicadores-populares.html"&gt;Blog da RádioCom&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1329214348826248698?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1329214348826248698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1329214348826248698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1329214348826248698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1329214348826248698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/anistia.html' title='Anistia para os comunicadores populares'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CPYBZe-MwXY/Tl1E7xlbZTI/AAAAAAAAB1o/EOtCpaMH7BQ/s72-c/mostraimagem.asp.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7628822854424178842</id><published>2011-08-22T12:16:00.000-07:00</published><updated>2011-08-22T13:56:08.179-07:00</updated><title type='text'>Pedro e os Lobos - divulgação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TqOBin5fHu4/TlKwdA3GZrI/AAAAAAAAB1Y/r93i1Akhago/s1600/image005.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 108px; height: 165px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TqOBin5fHu4/TlKwdA3GZrI/AAAAAAAAB1Y/r93i1Akhago/s320/image005.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643767295542453938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com muito prazer que divulgo, aqui no &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Exílio Midiático&lt;/a&gt;, a obra &lt;a style="font-style: italic;" href="http://books.google.com.br/books?id=GubaaaQVtCoC&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;amp;cad=0#v=onepage&amp;amp;q&amp;amp;f=false"&gt;"Pedro e os Lobos: os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano"&lt;/a&gt;, de autoria do jornalista &lt;a href="http://pt-br.facebook.com/people/Jo%C3%A3o-Roberto-Laque/1289797305"&gt;João Roberto Laque&lt;/a&gt;. Recebi um e-mail do autor falando sobre a dificuldade na divulgação de materiais como esse. Confesso que ainda não realizei a leitura, mas já está feita a encomenda. Inclusive, para adquirir este verdadeiro documento histórico é muito simples: basta acessar o o blog &lt;a href="http://www.pedroeoslobos.blogspot.com/"&gt;http://www.pedroeoslobos.blogspot.com/&lt;/a&gt;. Também é possível efetivar a compra via &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;Estante Virt&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;ual&lt;/a&gt;. Clicando &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/q/pedro-e-os-lobos"&gt;aqui &lt;/a&gt;você será redirecionado para a página onde consta a lista dos sebos com estoque do livro.  Em breve postarei minhas impressões sobre o conteúdo.  Logo abaixo, reproduzo material  onde é feita a apresentação da obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;OS 80 ANOS DUM HERÓI DE CARNE E OSSO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por João Roberto Laque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Lobo de Oliveira acaba de fazer 80 anos e ainda permanece ignorado pela historiografia oficial. Diferente de muitos dos nossos heróis de feriado ou estátuas esquecidas em praças públicas, Pedro tem um histórico de luta pela causa do povo onde não faltam coragem, abnegação e cheiro de pólvora.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odiado pelos milicos por sua bravura e obstinação, Pedro foi um dos mais aguerridos combatentes na luta contra os militares que se aboletaram no poder no último dia de março de 1964. Entre suas ações estão expropriações de bancos, ataque a quartéis e a execução, a tiros, do capitão norte-americano Charles Rodney Chandler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preso no início de 1969 quando camuflava um caminhão com as cores do Exérci&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P3dnWUWtnO8/TlKyLAl6gTI/AAAAAAAAB1g/N-YBeS_RHkU/s1600/image004.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 189px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-P3dnWUWtnO8/TlKyLAl6gTI/AAAAAAAAB1g/N-YBeS_RHkU/s320/image004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643769185255981362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;to para um ousado plano de ataque ao 4º Regimento de Infantaria, na cidade paulista de Osasco, o companheiro de Carlos Lamarca na Vanguarda Popular Revolucionária, e de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Dilma Rousseff na VAR-P, será barbaramente torturado até ser banido do país na troca por um embaixador alemão.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de passar pela Argélia, fazer treinamento militar em Cuba e escapar da morte no golpe que derrubou Salvador Allende do governo chileno, Pedro acabará se fixando na antiga Alemanha Oriental, atrás do que o Ocidente costumava chamar de Cortina de Ferro. Com a anistia, o ex-sargento volta ao Brasil e é reintegrado a Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobrevivente duma guerra sem regras, esse herói de carne e osso acaba de ganhar uma biografia – o livro Pedro e os Lobos – Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano e começa a ter sua vida retratada em filme.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Legenda foto 1: &lt;/b&gt;Capa do livro&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Legenda foto 2: &lt;/b&gt;Pedro Lobo autografa sua biografia no antigo prédio do DOPS paulista onde hoje funciona o Memorial da Resistência&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Conheça um pouco mais da fascinante história dum brasileiro de vida ímpar:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Acesse &lt;a href="http://www.pedroeoslobos.blogspot.com/"&gt;www.pedroeoslobos.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Clique&lt;a href="http://blogdolaque.blogspot.com/"&gt; www.laque.blospot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fale com o autor: joao@pedroeoslobos.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7628822854424178842?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7628822854424178842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7628822854424178842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7628822854424178842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7628822854424178842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/pedro-e-os-lobos-divulgacao.html' title='Pedro e os Lobos - divulgação'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TqOBin5fHu4/TlKwdA3GZrI/AAAAAAAAB1Y/r93i1Akhago/s72-c/image005.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6495971877903786073</id><published>2011-08-20T14:54:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T15:04:42.456-07:00</updated><title type='text'>Perder para se achar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ljBGXh7jVhk/TlAtm01hW8I/AAAAAAAAB1Q/8zRe8Z1SQPA/s1600/loucura.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 253px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ljBGXh7jVhk/TlAtm01hW8I/AAAAAAAAB1Q/8zRe8Z1SQPA/s320/loucura.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643060478136638402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantou um pouco mais tarde do que de costume. Acordou com a sensação de que havia perdido alguma coisa. Na noite anterior, mesmo sem lembrar detalhes, foi acometido por algo muito grave. Mas já estava atrasado e não havia tempo para procurar pelo objeto de sua aflição. Na certa, ao fazer o caminho de sempre rumo ao trabalho, lembraria o que estava procurando. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dirigindo-se até o carro sentiu uma vontade súbita de ir para o serviço utilizando outra condução. Não chegaria mais no horário mesmo e, aquela altura, o trânsito já deveria estar um caos. Fazia sempre o mesmo trajeto. Quando saltou do ônibus, se encontrava próximo à estação de trem. De repente, avistou um grupo de índios sentados na calçada. Eles estavam do outro lado da rua. Tocavam flautas e vendiam artesanato. Sentiu uma imensa vontade de aproximar-se. Foi o que fez. Caminhou até lá e, ao dar as costas à estação, ouviu o barulho dos vagões passando sobre os trilhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava realmente encrencado. Já passavam duas horas do horário previsto para chegar ao trabalho. Mesmo assim só conseguia pensar na beleza do som que lhe invadia o ser. Chegou perto de um dos nativos e perguntou há quanto tempo estavam ali. A resposta lhe surpreendeu: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estivemos sempre aqui. Mesmo antes desta selva de pedras se erguer ao nosso redor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achou tudo muito estranho. Nunca havia reparado no ambiente que o cercava ao passar por aquele local. Menos ainda na música, nos sorrisos e nos olhares solidários perdidos em meio à correria do dia a dia. Percebeu que se aproximava da meia hora da tarde e resolveu seguir viagem. Prometeu aos índios voltar para ouvi-los novamente. Entrou no túnel rumo à estação de trem e se deparou com um velho senhor sentado próximo as escadas. O pedinte esticava o braço em busca de esmolas, mas as pessoas pareciam não vê-lo. Sentiu-se indignado ao deduzir que elas estariam acostumadas com a presença do pobre ancião e, portanto, não se sentiam instigadas a prestar solidariedade. Sentou-se ao lado daquele homem castigado pelo tempo e ouviu a frase dita exaustivamente: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O senhor pode me ajudar? Qualquer coisa serve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfiou as mãos no bolso e percebeu que estava com pouco dinheiro. Na verdade, tinha apenas R$ 3,00 reais, sendo R$ 1,00 real em moedas. Entregou a cédula de R$ 2,00 reais ao velho pedinte, recebendo como retribuição um sorriso sincero. Ficaram conversando por um bom tempo. Descobriu que aquele homem nem sempre esteve em condição tão ingrata. Havia constituido família, trabalhado e chegou a ser dono de um pequeno estabelecimento comercial no centro da cidade. A morte das filhas e da esposa, em um acidente de trânsito, acabou o empurrando ladeira abaixo. Vieram as bebedeiras e, quando menos esperava, já havia perdido tudo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava envolvido na conversa quando ouviu alguém dizer que já passava da uma hora da tarde. Apalpou os bolsos da calça e percebeu ter esquecido o celular. Ficou inquieto. Sabia que, desde ontem à noite, havia perdido alguma coisa, mas não conseguia lembrar o que era. Agradeceu ao novo amigo pela conversa e seguiu em direção ao trabalho. Estranhou sua própria tranqüilidade, pois, ao contrário das outras vezes - quando se atrasava menos de quinze minutos - não se sentia desconfortável. Ao embarcar no trem recostou-se ao assento e observou à sua volta. Nunca havia feito isso. Viu pessoas como ele. Elas, ao contrário, pareciam ver nele uma pessoa diferente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, apenas sorriu e acenou com a cabeça, de forma cordial. Alguns riram, outros não ousaram encará-lo, muitos dormiam e nem perceberam sua presença, e, a maioria, parecia acostumada com pessoas de todo tipo. Ao parar na segunda estação, um menino, de no máximo 12 anos, entrou no trem e começou a discursar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - Olá senhoras e senhores, me chamo Júlio, estou aqui pedindo a colaboração de vocês porque estou desempregado e minha família está passando fome. Qualquer ajuda é bem-vinda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria nem percebeu a presença do garoto. Muitos pareciam acostumados com este tipo de situação e deram de ombros. Vasculhou nos bolsos. Ainda tinha R$ 1,00 (em moedas). Resolveu entregar ao menino. Não ficou refletindo sobre o uso do dinheiro. Apenas reconheceu que, em sua posse, tampouco seria mais útil. Novamente a retribuição foi um sorriso, dessa vez, no entanto, acompanhado de um “muito obrigado”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desceu na estação mais próxima ao serviço, já passava das duas da tarde. Lembrou que seus colegas de trabalho deveriam estar voltando do almoço. Não sentiu fome. Percebeu a presença de uma moça na estação onde descera. Ela usava roupas curtas e insinuava-se para todos os homens que passavam. Quando cruzou com ela, apenas sorriu. Foi convidado para ir até a praça do outro lado da rua e dar uma “rapidinha”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuou sorrindo, mas, em uma fração de segundos, passou a encará-la com olhar fraternal. Recebeu uma cara de espanto como resposta. Ela virou-lhe as costas, mas ele insistiu que gostaria de conversar. A moça cedeu aos seus apelos. Durante o bate papo descobriu que ela tinha dois filhos e morava embaixo da marquise de um prédio não muito longe. A prostituição, para ela, ao contrário de muitas de suas amigas, não era bem uma opção. Sentiu-se constrangido por estar em uma situação muito mais confortável. Tinha casa, saúde, emprego, enquanto sua interlocutora, de no máximo 15 anos, já era mãe de dois filhos e esperava um terceiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou sabendo que ela não tinha o que comer desde ontem à noite. Nesse momento, recordou, “havia perdido algo” no dia anterior. Num lapso de instante a menina levantou-se e disse que precisava ir andando. Ela chorou bastante enquanto conversavam, mas já se aproximava das cinco horas da tarde e precisava dar de mamar ao filho menor. Só então ele recordou que estava indo em direção ao trabalho. O local onde desempenhava sua rotina laboral era próximo da estação. Rumou até lá e, no caminho, viu crianças brincando, acariciou um cachorro que passava, parou por uns instantes na frente de uma bela estátua, não sabia bem qual era o nome do santo, mas, pouco importava, admirou a beleza da encantadora escultura. Dizem que chegou até a falar com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegou ao prédio da empresa cumprimentou o porteiro. Este último correu em sua direção. Meio sem fôlego e com um aspecto sério lhe disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; - O que aconteceu? Desde ontem ninguém consegue falar com você. Seu chefe está uma fera. Por que não voltas para casa? Amanhã diga que estava doente e apresente um atestado. Caso contrário, na certa, serás demitido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeceu, é claro, a preocupação do amigo, mas resolveu subir até a sala apertada que dividia com mais três colegas. Enquanto subia a escada passou por cada um deles e todos tentaram impedir o encontro com o chefe. Agradeceu, novamente, mas seguiu seu rumo. Quando ficou frente a frente com o homem furioso que estava a sua espera, percebeu semelhanças entre os dois. O homem esbravejando em seus ouvidos era igual a ele, igual a todos os outros encontrados pelo caminho, embora, no serviço, fosse reconhecido como uma entidade “superior”. Não ouviu uma só palavra das ofensas proferidas em tom de indignação, apenas sorriu e disse: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lembrei! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lembrou? Como assim? Lembrou o quê? Você está demitido – retrucou o chefe zangado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tentei ligar para você o dia todo. Não deu justificativa nenhuma de sua ausência e não atendeu as chamadas no celular – continuou a esbravejar o patrão em sua cólera diante do funcionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não tem problema. Eu lembrei - disse ele ao abraçar seu carrasco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Me solte e saia já daqui! Você está demitido! Entendeu? Demitido! Parece ter perdido a sanidade. Que horror – vociferou novamente o seu “superior”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim. Foi isso mesmo. Ontem à noite eu perdi a sanidade e hoje a única coisa que ainda me atormentava era não saber o que tinha perdido. Agora já sei e posso seguir meu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É. Siga sim. O seu caminho é o caminho da rua - retrucou o outro cheio de ódio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Claro, por isso estou tão feliz. Eu já não suportava mais ficar aqui dentro. Nem lembrava como é a vida fora desta sala. Precisava sair. Vou embora com a consciência tranqüila, pois estava prestes a enlouquecer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Alguns dos poemas, contos e crônicas que escrevi no passado e outros mais recentes, como este, podem ser encontrados no &lt;i&gt;site &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.recantodasletras.com.br/"&gt;Recanto das Letras&lt;/a&gt;. Caso tenha interesse em continuar a leitura, clique neste &lt;a href="http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=97516"&gt;link&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6495971877903786073?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6495971877903786073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6495971877903786073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6495971877903786073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6495971877903786073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/perder-para-se-achar.html' title='Perder para se achar'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ljBGXh7jVhk/TlAtm01hW8I/AAAAAAAAB1Q/8zRe8Z1SQPA/s72-c/loucura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8913895647689907695</id><published>2011-08-16T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T09:25:59.503-07:00</updated><title type='text'>Dia do$ Pai$</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AP66gKPqivg/TksOx3jtT7I/AAAAAAAAB1I/TM2vihHc59g/s1600/amor-dinheiro.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 204px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AP66gKPqivg/TksOx3jtT7I/AAAAAAAAB1I/TM2vihHc59g/s320/amor-dinheiro.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641619208101777330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O último domingo marcou mais uma data vergonhosa, imposta aos trabalhadores brasileiros pelo calendário consumista da ideologia norte-americana. Segundo a Serasa Experian, houve um acréscimo de 8,8% nas vendas - em relação ao mesmo período do ano passado - durante a semana que antecedeu o dia 14 de agosto, data correspondente à comemoração do Dia do$ Pai$, agendada anualmente para o segundo domingo deste mês. Mas o que mais impressiona é a falta de bom senso da maior parte das pessoas, já em idade adulta, quando se aproximam tais “datas comemorativas”. Infelizmente, mercantilizar o amor, o afeto e o carinho já são práticas naturalizadas, seja em relação a pais, mães, filhos ou cônjuges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde quando é possível valorar sentimentos por meio da troca simbólica de produtos, na maioria dos casos, dispensáveis? A questão é pertinente e precisa ser discutida. Não raras às vezes, famílias com renda insuficiente para suprir necessidades básicas de subsistência se veem submersas na lógica consumista que baliza as relações afetivas. O convencimento se dá de várias maneiras, mas, sem sombra de dúvidas, o jogo sujo das campanhas publicitárias aliado às “reportagens festivas” das megacorporações midiáticas, contribui significativamente para fortalecer as regras nefastas do sistema capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser infame. Você ama? Dê um presente. Não tem dinheiro? Dá um jeito. Faz um empréstimo. Compra nem que seja uma “lembrancinha”, mas não deixa de gastar “algum”. O importante é consumir. Não dá para comprar “aquele presente”? Então, que seja uma meia, uma gravata, um lenço, uma carteira. Qualquer coisa. O mercado precisa lucrar. Empresários, dos mais variados ramos, estão afoitos para faturar e, ao trabalhador, cabe o papel de protagonista deste processo degradante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Origem ideológica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em conta a suposta “origem” do chamado Dia do$ Pai$ é claramente perceptível o tamanho da babaquice. No âmbito escolar chega a ser traumatizante. Quem nunca foi obrigado a participar de uma homenagem do Dia do$ Pai$ quando era criança? Lembro de colegas que não conheciam seus genitores, muitos nunca haviam sequer trocado uma só palavra com eles. Outros mal sabiam se estavam vivos, mas, mesmo assim, eram constrangidos pelos professores sendo obrigados a participar das “comemorações”. A solução encontrada para suprir essa ausência era fazer uma “dedicatória” ao padastro, avô, tio ou outro parente próximo qualquer. A lenga lenga contada nas salas de aula é referendada em portais da internet dedicados ao fornecimento de cartões virtuais. É só procurar. Não faltam explicações sobre o porquê de se induzir as pessoas a gastarem dinheiro em datas como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso dominante, reproduzido em escolas e meios de comunicação, vai contar a história de um tal de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elmesu&lt;/span&gt;, que viveu há mais de 4 mil anos na Babilônia e esculpiu uma estátua dedicada ao seu progenitor. Recordo-me dessa história sendo exaustivamente narrada nos tempos de colégio. A maior parte dos estudantes ficava pensando o que isso tinha a ver com a sua realidade. Diga-se de passagem, eram crianças afoitas em agradar seus pais. Queriam fazê-los orgulhosos. Contudo, como já disse, além dessas, havia as que não os conheciam ou, simplesmente, os odiavam. Não cabe aqui destacar o porquê da repulsa de cada um dos meninos e meninas. Os motivos eram muitos e, garanto, justificáveis. Ficavam se perguntando por que deveriam “esculpir” um desenho em homenagem a um ser que consideravam desprezível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imposição cultural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tolice que representa a comemoração do Dia do$ Pai$, e qualquer outra similar, só toma ares de seriedade quando se explicita a imposição dos valores dominantes através da expropriação do dinheiro suado da classe trabalhadora. Motivo pelo qual esta “data festiva” foi sumariamente importada dos Estados Unidos para ser incorporada ao calendário tupiniquim. Reza a lenda que, no início do século XX, a filha de um ex-soldado norte-americano, que lutou na Guerra da Secessão - conhecida também por Guerra Civil (entre 1861 e 1865), quis homenageá-lo, pois teria, este homem, criado a ela e seus cinco irmãos sozinho, após ficar viúvo. Façanha realizada por milhares de pais, mães, irmãos e tantos outros que nem laços familiares possuem para com crianças de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o “homenageado” não era apenas "um bom pai". Era um veterano de guerra. William Jackson Smart, pai de Sonora Smart Dodd e outras cinco crianças, lutou ao lado das forças do Norte durante a Guerra Civil.  Após o combate, alistou-se ao Grande Exército da República, organização destinada a acolher soldados dispensados da chamada União. As tropas deste grupo, formadas por 23 estados, eram defensoras do rápido desenvolvimento industrial, cuja mão de obra e as condições para o crescimento econômico, alicerçadas no mercado, dependiam exclusivamente do trabalho assalariado. Rechaçavam, portanto, os, não menos oportunistas, latifundiários do Sul, raivosos defensores do escravagismo. Ao contrapor a aristocracia agrária evidenciavam a necessidade do estabelecimento de barreiras protecionistas e incentivos fiscais, visando impulsionar o mercado interno. Em síntese, queriam acabar com a escravidão direta e, indiretamente, começavam a “esculpir” outro tipo de escravidão não muito longe dali, a simbólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1950, como bons servos da cultura ianque, o publicitário Sylvio Bhering e o empresário Roberto Marinho, então presidente das Organizações Globo, resolveram aquecer as vendas do comércio incentivando a incorporação do Dia do$ Pai$ ao calendário de “festividades nacionais”. Na época, o jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Globo&lt;/span&gt; propunha que a adoção desta data permitiria reunir a família em torno do “chefe da casa”, ou ainda, do "líder da prole". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, enquanto muitos se acotovelam nas lojas, esbarram uns nos outros pelas ruas e trocam olhares inverossímeis ao “presentearem” seus pais, recordo-me com saudades e muito carinho do meu velho. Das muitas coisas que aprendi com ele, uma é de conhecimento de todos, mas nem sempre costuma ser lembrada. Por mais que se tente, jamais será possível mensurar ou valorar o amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8913895647689907695?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8913895647689907695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8913895647689907695' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8913895647689907695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8913895647689907695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/dia-do-pai.html' title='Dia do$ Pai$'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AP66gKPqivg/TksOx3jtT7I/AAAAAAAAB1I/TM2vihHc59g/s72-c/amor-dinheiro.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1902580623545269638</id><published>2011-08-09T11:27:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T11:38:31.621-07:00</updated><title type='text'>Quem decide as políticas de comunicação no Brasil?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-qx7QNERDFsY/TkF-Ga2e7yI/AAAAAAAAB0o/trR-eZvtbM8/s1600/concentra%25C3%25A7%25C3%25A3omidi%25C3%25A1ticapeb.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qx7QNERDFsY/TkF-Ga2e7yI/AAAAAAAAB0o/trR-eZvtbM8/s320/concentra%25C3%25A7%25C3%25A3omidi%25C3%25A1ticapeb.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638926857196728098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Durante os oito anos do governo Lula as políticas de comunicação foram, em grande parte, negligenciadas. Seja pela falta de coragem política - ao entregar a pasta das Comunicações para aliados do maior conglomerado de mídia do país, a Rede Globo - ou, ainda, por deixar para depois a discussão sobre o marco regulatório, sabendo que a lei em vigor tem origem no período prévio à instauração da ditadura militar. O fato é que, desde o princípio, o governo selou um pacto nefasto para não se interpor no caminho da iniciativa privada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Miro Teixeira (PDT), Eunício Oliveira (PMDB), Hélio Costa (PMDB) e Arthur Filardi Leite estão, todos, de uma forma ou de outra, vinculados à emissora da família Marinho e às forças políticas responsáveis pelo golpe de 1964. São agentes que atuam nos âmbitos político e econômico, promovendo, de um lado, a marketização de projetos pessoais, e, de outro, a manutenção do status quo. Nos anos 60, Teixeira trabalhou como repórter do jornal O Dia, cujo proprietário, o udenista Chagas Freitas, era muito próximo de Roberto Marinho. Já Oliveira é um dos “notáveis” membros da bancada ruralista e, curiosamente, a política de comercialização da Rede Globo destina uma considerável parcela do seu bolo publicitário ao agronegócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, os dois últimos ministros de Lula sentiam-se acima da lei. Ambos se revezaram na direção da rádio Sucesso FM, em Barbacena, Minas Gerais, prática proibida pela legislação em vigor. É bom lembrar, também, que Costa foi correspondente do Voice of America, em 1968, período de forte censura e repressão no Brasil. Além disso, o ex-ministro atuou como repórter da Globo, sendo, inclusive, chefe de reportagem em Nova York e correspondente em Washington, Londres e Paris. A chegada de Paulo Bernardo ao Ministério das Comunicações parecia sugerir mudanças significativas nesse cenário. Na prática, infelizmente, isso não ocorreu. Hoje, a principal discussão sobre as políticas de comunicação está focada no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Com o programa completamente desconfigurado de sua versão original, percebe-se, novamente, o incentivo do governo à iniciativa privada, desta vez representada na figura das empresas de telecomunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adesão ao PNBL por parte das operadoras Oi - na qual a Portugal Telecom possui 22,4% de participação - e Telefônica, que lidera o ranking de reclamações do Procon, sobretudo em relação à banda larga, evidencia o modus operandi do governo de turno. Procura-se beneficiar os agentes financeiros mesmo em detrimento da qualidade do serviço prestado. Para se ter uma idéia, em 2009, o chamado “speedy” sofreu tantos protestos que, a empresa espanhola, foi obrigada a deixar de prover o acesso à internet, após advertência da Anatel. O valor estipulado para a mensalidade do PNBL, fixado em R$ 35,00 por uma velocidade de 1 Mbps, faz do “cidadão” mero consumidor. Nesse sentido, a “inclusão” - tão propalada pelo governo - até pode entrar em curso, mas, a emancipação digital, está cada vez mais longe de se concretizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Originalmente publicado no jornal&lt;/span&gt; &lt;a href="http://cooperativarede.blogspot.com/2011/08/atento-ago-2011.html"&gt;ATENTO (agosto de 2011) &lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.radiocom.org.br/"&gt;RádioCom 104.5 FM de Pelotas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1902580623545269638?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1902580623545269638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1902580623545269638' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1902580623545269638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1902580623545269638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/quem-decide-as-politicas-de-comunicacao.html' title='Quem decide as políticas de comunicação no Brasil?'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qx7QNERDFsY/TkF-Ga2e7yI/AAAAAAAAB0o/trR-eZvtbM8/s72-c/concentra%25C3%25A7%25C3%25A3omidi%25C3%25A1ticapeb.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7725341819673379170</id><published>2011-08-09T11:16:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T11:15:24.935-07:00</updated><title type='text'>Sobre revoluções e democracias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gyNr94ZagWI/TkF7HC0xGbI/AAAAAAAAB0g/ZsxrZouDnsw/s1600/20110616_grecia.folga-xeral_0_0.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638923569392064946" src="http://1.bp.blogspot.com/-gyNr94ZagWI/TkF7HC0xGbI/AAAAAAAAB0g/ZsxrZouDnsw/s320/20110616_grecia.folga-xeral_0_0.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 186px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 279px;" /&gt;&lt;/a&gt;Não faz tanto tempo assim. Certamente o leitor lembrará que, em 1968, milhares de estudantes e trabalhadores tomaram as ruas da França protagonizando um dos movimentos políticos de maior repercussão na história recente. Estava em evidência a luta pelos direitos civis. A famosa greve geral, do dia 13 de maio daquele ano, levou mais de um milhão de pessoas a organizarem-se, na base dos sindicatos e nos centros acadêmicos das universidades, para exigir mudanças radicais nas políticas conservadoras adotadas, à época, pelo general Charles de Gaulle. Hoje, as revoltas no mundo árabe e a crise econômica na Europa apontam na direção de uma mudança significativa, pelo menos a nível operacional, na forma de organizar a luta política. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esse processo é acompanhado de perto pelos meios de comunicação, que têm papel fundamental na formatação da imagem dos personagens envolvidos no conflito e no próprio entendimento destes acontecimentos históricos por parte do público. A cobertura da chamada “grande mídia” não apenas molda o caráter das agitações populares (proliferando os chamados “eventos midiáticos”), como, também, dá-lhes novo relevo. Na década de 1960, a contracultura, representada no âmbito midiático pelo lema “sexo, drogas e rock’n roll”, repercutiu fortemente no Brasil e inspirou, por exemplo, a chamada Tropicália. O grupo de artistas que compunha esse movimento rapidamente foi absorvido pela indústria cultural e suas reivindicações – sintetizadas no princípio da igualdade entre os sexos – ficaram restritas à confrontação artístico-cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Relativização do acontecimento&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a origem das exigências populares, na França, tenha sido determinada por questões de interesse coletivo – inclusive, motivando discussões sobre discriminação racial nos Estados Unidos e, paralelo a isso, o surgimento do movimento hippie – é importante destacar que os meios de comunicação, naquele dado momento, procuraram evidenciar certos aspectos em detrimento de outros, seguindo sua regra de ocultação e acentuação. É evidente a relevância das manifestações artísticas e a reflexão que, por vezes, permitem evocar. São experiências fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. No entanto, a ação política não pode ser suplantada e, tal feito ocorre, repetidamente, na história da publicização dos fatos. Com a atual cobertura dos conflitos internacionais é possível evidenciar, mais uma vez, esse processo. Desloca-se o núcleo de interesse das matérias para o âmbito tecnológico, deixando em segundo plano a importância da ação direta, ou seja, o embate político. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os neo-revolucionários, formatados pela mídia hegemônica, são descritos como jovens de classe média, bem-educados e com amplo domínio de sites de relacionamento e disseminação de conteúdos, como Twitter e Facebook. Aliás, foi através destes mecanismos que, recentemente, púberes espanhóis, organizados por meio do movimento “Democracia Real Já”, conclamaram seus pares a amplificarem a luta contra as medidas tomadas pelo governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero. Embora, na Espanha (para não dizer globalmente), o neoliberalismo dê mostras de sua falência, com os cortes realizados na área social atingindo desde os trabalhadores mais jovens até os aposentados, os meios de comunicação preferem relativizar o acontecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Defesa do livre mercado&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantemente, os principais noticiários da mídia eletrônica – também brasileira – destacam o papel quase imprescindível desempenhado pelas redes sociais na organização da luta promovida pelos insurretos. Nada se fala da efetiva motivação de tais movimentos, o progressivo abandono da política do welfare State e a consequente adesão catastrófica ao modelo do Estado mínimo, própria do neoliberalismo. Para tentar contornar o déficit orçamentário, privilegiam-se banqueiros e cortam-se os benefícios da maior parte da população, mas o foco central da midiatização dos fatos recai sobre o perfil dos ativistas cibernéticos e suas ferramentas de luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Egito, por ocasião dos protestos contra o governo de Muhammad Hosni Said Mubarak, o acesso móvel ao Twitter foi bloqueado. A medida foi adotada logo após o governo tomar conhecimento de que os protestos estavam sendo transmitidos para todo o mundo via internet. Essa ação serve como um bom álibi para se defender a liberdade do uso tecnológico e, progressivamente, chegar à defesa do livre mercado, pois, para a mídia dominante, quem quiser se sublevar, no atual contexto das mídias digitais, precisa fazer uso de tais instrumentos. Contudo, a legítima condenação da censura não pode ser confundida com defesa de mercado desregulamentado, sem proteção social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Barricadas virtuais&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de desconsiderar as potencialidades da internet, especialmente porque se reconhece sua importância, com destaque para quando o uso das redes é direcionado para contribuir na organização dos movimentos sociais. Acontece que este determinismo tecnológico, resultante do fetichismo digital contemporâneo, acaba colaborando para minar antigas formas de organização popular, responsáveis por importantes mudanças no comportamento da sociedade mundial, a exemplo do que ocorreu em 1968. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A glorificação do uso das redes corrobora para a construção de um novo perfil revolucionário, o qual, antes de tudo, precisa estar apto a consumir tecnologia. É como se não fosse mais possível conformar a luta política pelos meios convencionais. Assembleias, atividades de formação, panfletagens, colagens e seus congêneres são, pouco a pouco, convertidos em práticas antiquadas. Com isso, promove-se o enfraquecimento do esforço da militância, amputa-se o verdadeiro sentido das manifestações populares e incentiva-se a construção de meras barricadas virtuais. Para a identificação do que está por trás disso tudo, basta considerar-se a eficácia deste modelo para o custeio da democracia liberal e o apoio do governo norte-americano para a sua devida concretização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Originalmente publicado em:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/sobre-revolucoes-e-democracias"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7725341819673379170?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7725341819673379170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7725341819673379170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7725341819673379170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7725341819673379170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/08/sobre-revolucoes-e-democracias.html' title='Sobre revoluções e democracias'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gyNr94ZagWI/TkF7HC0xGbI/AAAAAAAAB0g/ZsxrZouDnsw/s72-c/20110616_grecia.folga-xeral_0_0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3511754302710915059</id><published>2011-07-28T19:46:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T06:01:01.884-07:00</updated><title type='text'>Série Pesadelo na Saúde: assustadoramente em defesa da privatização</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x-mUjfc0Mwg/TjIfikmmuAI/AAAAAAAAB0A/_EkOHkHc0B8/s1600/SAUDE.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 88px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x-mUjfc0Mwg/TjIfikmmuAI/AAAAAAAAB0A/_EkOHkHc0B8/s320/SAUDE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634600762595522562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi lançado mais um produto midiático da RBS. Trata-se da Série, sensacionalista, “Pesadelo na saúde”. A família Sirotsky não costuma dar ponto sem nó, ainda mais quando o assunto é faturar. Parecem preocupados com o bem estar da família gaúcha, mas, no fundo, o principal objetivo desta “nobre” afiliada da Rede Globo é atrair o investimento dos famigerados planos de saúde para o seu bolo publicitário. Assim, contribui, também, para aumentar a rejeição ao SUS (Sistema Único de Saúde). Falam como se todo o serviço estivesse comprometido e, nessa direção, a única saída para acordar do letargo seria a privatização do setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sistema privado: serviço pago é serviço feito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para ilustrar esta falácia, gostaria de expor uma experiência não muito distante. Há alguns anos, quando era dependente do titular de um plano de saúde em minha cidade, Pelotas, quase fui operado uma segunda vez para tratar de um suposto quadro de apendicite. De acordo com o médico a inflamação intestinal já estaria em grau avançado. Não se prestaram nem para olhar a cicatriz da antiga cirurgia. Com dez anos de idade ganhei sete pontos na parte inferior do abdômen. A marca está bem evidente, basta mirar no local onde deve ser feita incisão cirúrgica. De pronto pedi que parassem com o procedimento. Não, calma aí! Já retirei o apêndice – falei ao médico, abortando a operação. O episódio ocorreu sob a égide do sistema privado de saúde e não em um pronto-atendimento do SUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Precisamos acordar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, retornando ao “pesadelo” da RBS, nota-se uma preocupação em agradar antigos parceiros comerciais. Entre os anos de 2008 e 2009, para citar um exemplo, o Grupo de comunicação da família &lt;a href="http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=49146&amp;amp;cd_secao=-1&amp;amp;cd_materia=66509"&gt;Sirotsky fechou parceria com a Unimed&lt;/a&gt;, cujo contrato estipulava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“participação ativa de todo o Sistema Unimed-RS nos veículos da RBS (Rádio, TV, Jornal e Internet)”&lt;/span&gt;. Isso incluiu, é claro, a produção de cadernos encartados no jornal Zero Hora. Ao todo foram publicadas oito edições de o “Espaço Vida” junto ao periódico de maior circulação no estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última segunda-feira, dia 25 de julho, a chamada para a matéria principal do programa RBS Notícias - diga-se de passagem, muito bem lida pela apresentadora Daniela Ungaretti – causa repulsa em quem ainda não se rendeu à propaganda enfadonha de que, para se ter saúde, é preciso pagar, e caro. O discurso da emissora é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Quando se fala em saúde pública, é comum pensar em emergências abarrotadas, doentes enfrentando uma maratona desumana atrás de tratamento. Outros morrem sem conseguir. Nossa equipe encontrou pais que perderam filhos, acompanhou a viagem de pacientes durante horas em vans e ainda situações chocantes”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Série, que está sendo apresentada ao longo de toda esta semana, não passa de uma convincente peça publicitária. Os possíveis anunciantes e antigos parceiros podem ficar tranquilos, se depender da política de comunicação da emissora o discurso será intimista e causará, além da comoção, muita revolta com o serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão do maior grupo de comunicação do estado, saúde pública é sinônimo de ineficiência, profissionais mal preparados e falta de atendimento adequado aos usuários. No entanto, quem conhece o trabalho árduo realizado tanto na atenção primária, quanto hospitalar, sabe que, embora existam dificuldades, sobretudo pela falta de financiamento adequado e má vontade política, estes serviços são fundamentais para a promoção da saúde coletiva e prevenção de doenças. Superando o modelo de atenção médico centrado, o qual mantém seu foco apenas na enfermidade, sem considerar as especificidades de cada região e a diversidade dos indivíduos atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enfrentamentos necessários: regulamentar a mídia e investir em saúde pública&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não houver participação da sociedade civil no controle dos conteúdos veiculados pelas empresas de comunicação, as quais, por sinal, operam por meio de concessões públicas, as matérias veiculadas continuarão sendo arquitetadas sob a ótica publicitária. Mas o buraco é mais em baixo e, nem sempre, tem como tapar os furos da real situação. Conforme aponta uma &lt;a href="http://www.dgabc.com.br/News/5880849/saude-privada-deixa-68-mil-sem-convenio.aspx"&gt;reportagem publicada dia 27 de julho, no Diário do Grande ABC&lt;/a&gt;, a saúde privada está deixando mais de 68 mil pessoas sem convênio na região. A matéria, assinada pela jornalista, Paula Cabrera, ressalta: &lt;i&gt;“em menos de um ano três hospitais fecharam as portas e 68,8 mil pessoas ficaram sem atendimento, mesmo pagando o convênio médico em dia”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia da encrenca, recentemente a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou em seu relatório anual, cujos dados são de 2008, que o governo brasileiro é um dos que menos investe no setor, apenas cerca de 6% do orçamento nacional. Consta, ainda, neste balanço, o fenômeno da explosão de planos de saúde, evidenciado no país principalmente durante a última década. No entanto, há mais de dez anos, com a criação da Emenda Constitucional 29, foram estipulados patamares mínimos de aplicação dos recursos por parte dos três níveis da federação. Municípios deveriam aplicar 15%, estados 12% e a União precisaria sustentar o gasto do ano anterior, devendo corrigi-lo pela variação nominal do PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião da professora Élida Graziane Pinto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“passados dez anos da sua edição, podemos sinceramente avaliar como não cumprida a promessa da Emenda 29 de conferir estabilidade e suporte mínimo de recursos para o SUS”&lt;/span&gt;. Conforme destaca, não é a falta da CPMF o fator gerador do problema de financiamento do SUS e sim a ineficiência da correção sobre o gasto mínimo federal. Este, atualmente, é aplicado apenas pela variação do PIB, ocasionando a regressividade do gasto federal em saúde. (Ver artigo na íntegra clicando &lt;a href="http://www.saudecomdilma.com.br/index.php/2011/05/07/volta-da-cpmf-nao-corrigira-subfinanciamento-no-sus/"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momento algum a Série “aterrorizante” da RBS coloca em questão o porquê da falta de recursos do SUS, responsável por produzir os problemas artisticamente midiatizados. Para abordar a questão da saúde pública no Brasil é preciso considerar, necessariamente, os projetos de Lei 01/2003 e 121/2007, os quais tramitam, respectivamente, na Câmara dos Deputados e no Senado. Ambos têm o intuito de regulamentar a Emenda 29 e, com isso, estipular um dever de gasto público mais adequado as reais necessidades dos usuários. O Governo Federal tem a obrigação de aplicar, nesta área, um gasto mínimo compatível à sua receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2007, com o fim da contribuição destinada ao custeio da saúde pública trava-se um embate político sobre a necessidade de se restabelecer a cobrança deste imposto e a verdadeira eficácia de sua aplicabilidade. Mas, a afiliada gaúcha da família Marinho, nem ao menos cogita trazer à baila estas questões. Prefere utilizar-se da habitual apologia à providência divina da iniciativa privada. Como se todos pudessem acessar os planos de saúde e, estes, representassem uma melhora considerável no atendimento da população.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3511754302710915059?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3511754302710915059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3511754302710915059' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3511754302710915059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3511754302710915059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/07/serie-pesadelo-na-saude_28.html' title='Série Pesadelo na Saúde: assustadoramente em defesa da privatização'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x-mUjfc0Mwg/TjIfikmmuAI/AAAAAAAAB0A/_EkOHkHc0B8/s72-c/SAUDE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4963281658992723972</id><published>2011-07-27T12:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T06:17:37.820-07:00</updated><title type='text'>Diário de Expediente: um manifesto contra a resignação e a subserviência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S1xgSE4f75g/TjIeEBOA6yI/AAAAAAAABz4/1biVrp6Oq-I/s1600/Di%25C3%25A1rioBruno.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 232px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-S1xgSE4f75g/TjIeEBOA6yI/AAAAAAAABz4/1biVrp6Oq-I/s320/Di%25C3%25A1rioBruno.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634599138189437730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É impossível não dedicar algumas linhas no &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Exílio Midiático&lt;/a&gt; para recomendar a leitura do livro “Diário de Expediente”. Antônio Ferreira, protagonista da história, pode ser qualquer um de nós. O caderno de anotações, onde descreve sua experiência degradante no departamento comercial de uma empresa de segurança privada do Rio de Janeiro, coloca a todos em contato com sentimentos indesejáveis aos proprietários da força de trabalho. Não me refiro apenas ao ódio de classe, fundamental para não aviltar-se, mas, acima de tudo, à solidariedade, tão necessária para a construção de uma sociedade mais justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escrever esse diário o autor revela o potencial da ironia, por vezes, destrutivo. Trata-se de um método a ser empregado apenas contra os inimigos de classe. Jamais com amigos e companheiros de luta. O objetivo de melindrar, constranger e, até mesmo, ferir outra pessoa, precisa ser direcionado a quem pretendemos eliminar. Da mesma forma, é fundamental saber achar graça das coisas. Valendo-me de um recurso muito utilizado pelo autor, o qual, em algumas passagens, se ampara em letras de músicas para exemplificar seu pensamento, considero que “rir de tudo é desespero” - frase utilizada por Frejat em “Amor para recomeçar”. Ao longo de seu relato Ferreira mostra a medida certa do escárnio. Conspira contra a lógica escravagista da atividade profissional sem perder o humor. Deixando que nos roubem essa habilidade, é meio caminho andado para a total dominação dos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esse processo é mais denso. Não se resume apenas a fazer piada com a cara de quem nos explora. Consiste em transformar o ódio, emergente da rotina laboral, em ação direta para a transformação das condições impostas pela divisão do trabalho. Pois bem, lendo o livro “Diário de Expediente”, além de dar boas risadas, é improvável não indignar-se. Só a verdadeira militância sabe o quanto esse sentimento está, pouco a pouco, se perdendo. Até mesmo em ambientes, antes, considerados fontes desta fúria de classe percebe-se a burocratização das práticas de disputa política e social. Argumentos para justificar tal inoperância existem aos montes, mas ficar só se queixando não é bem o que o autor nos instiga a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada experiência narrada no livro certamente remete a situações experimentadas no cotidiano de milhares de trabalhadores brasileiros. Chefes fanfarrões, colegas submissos, rotina de trabalho improdutiva, prestação de serviços e favores não compatíveis à função exercida - ainda mais durante o horário do serviço - e por aí vai. A forma com a qual Ferreira assumiu o cargo administrativo dentro da empresa também não se distancia do que ocorre com muitos funcionários de escritório brasileiros, na maioria dos casos indicados por um parente para ocupar a vaga no serviço. O auto-intitulado aspone (Assessor de Porra Nenhuma) realiza várias atividades ao mesmo tempo e, por vezes, não faz nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo resolve registrar sua rotina de trabalho em um caderno, onde constam, ainda, os cartões de contato da empresa. Melhor dizendo, lá estão todos os segredos e as maracutaias de seus superiores, como o dinheiro dado ilegalmente para agilizar serviços ou favorecer as decisões nos negócios, prática conhecida como &lt;i&gt;caixinha&lt;/i&gt;. No entanto, de nada valeriam as anotações se aí não residisse uma contradição fundamental na vida do aspone, metido a autor de romance de não ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarado militante anarquista, Antônio Ferreira, codinome do verdadeiro autor da obra, procurou sobreviver, neste espúrio ambiente de trabalho, confabulando, e muito. Por vezes delirando, ao imaginar como seria agradável quebrar a cara de seus superiores. Por pouco não o fez. Tanto a aceitação pelo cargo, quanto a postura adotada na empresa são frutos da opção de classe e do esforço militante. Não esteve lá, “na morada do capeta”, por necessidade financeira, como se pode pressupor. Tinha outras opções, diferente da maioria dos colegas de trabalho, dos quais muitas vezes se solidarizou durante a execução das tarefas. O objetivo de encarar essa labuta, declarado logo no primeiro contato com os leitores, é bem claro: conhecer como opera o inimigo adentrando sua estrutura. Com isso, assegurou uma remuneração muito baixa, a qual, no entanto, serviu de combustível para muitas reflexões explosivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Informações que constam no livro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sobre o autor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O nome de batismo do autor deste livro é Bruno Lima Rocha. A escolha pelo pseudônimo de Antônio Ferreira, é uma mescla de modéstia, identidade coletiva e originalmente, medida de segurança. Quem escreveu estas linhas é jornalista, politólogo e docente universitário. Seu trabalho carro-chefe é como editor-autor do portal &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Estratégia &amp;amp; Anális&lt;/b&gt;e (&lt;a href="http://www.estrategiaeanalise.com.br/index.php"&gt;www.estrategiaeanalise.com.br&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serviço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro: Diário de Expediente (160 p.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Antônio Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora: &lt;a href="http://deriva.com.br/"&gt;Deriva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Para adquirir uma cópia desta publicação basta acessar o site da Estante Virtual. Clicando&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/daisonpaz/Antonio-Ferreira-Diario-de-Expediente-49798912"&gt; neste link&lt;/a&gt; você será redirecionado para a página onde constam as informações necessárias. Caso opte por entrar na página inicial do &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt;site&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, será preciso fazer a procura pelo nome do livro “Diário de Expediente” ou pelo pseudônimo do autor, "Antônio Ferreira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4963281658992723972?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4963281658992723972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4963281658992723972' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4963281658992723972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4963281658992723972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/07/diario-de-expediente-um-manifesto.html' title='Diário de Expediente: um manifesto contra a resignação e a subserviência'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S1xgSE4f75g/TjIeEBOA6yI/AAAAAAAABz4/1biVrp6Oq-I/s72-c/Di%25C3%25A1rioBruno.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7726285369962388535</id><published>2011-07-20T07:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T15:19:40.764-07:00</updated><title type='text'>O que Murdoch, Teixeira e a Seleção Brasileira de Futebol têm em comum?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-cgfwlaxnNm4/Tibti-8Cs5I/AAAAAAAAByY/K6mycNyOd_Y/s1600/8.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 183px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cgfwlaxnNm4/Tibti-8Cs5I/AAAAAAAAByY/K6mycNyOd_Y/s320/8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631449569339552658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escândalo das escutas ilegais, na Inglaterra, acabou freando as negociações da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;News Corporation&lt;/span&gt; com a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;British Sky Broadcasting&lt;/span&gt; (BSkyB). A meu ver, trata-se de um fato impensável há poucos meses atrás. Para queimar a minha língua - e como é bom que isso tenha acontecido - essa transação não se concretizou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em maio deste ano escrevi um artigo para a edição 360 da Revista do Instituto Humanitas Unisinos (IHU On-Line), onde, entre outras coisas, afirmava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“a News Corporation obteve o sinal verde para evitar uma análise da operação e começar a negociar os termos do acordo do contrato, efetuando a compra total das ações da transmissora de TV por satélite BSkyB, algo em torno de 14 bilhões de dólares”&lt;/span&gt; (Ver &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/05/os-donos-da-midia-e-resistencia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Sim, eu dava como certa a compra do restante das ações da rede de TV britânica pelo magnata das comunicações Rupert Murdoch, atualmente proprietário de 39% dos títulos. Parecia algo tão claro como a impossibilidade da seleção brasileira errar quatro cobranças de pênalti, em sequência, nas quartas de final da Copa América.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Murdoch escuta demais e enxerga de menos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transação estaria efetivada, não fosse a prepotência de Murdoch. Justificada apenas pelo seu desatino megalónomo de onipresença. Pois é, quem diria? Na semana passada, os parlamentares ingleses já estavam com uma moção prontinha para minar com as pretensões de um dos mais temíveis velhacos das indústrias da comunicação mundial. Assim, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;News Corp.&lt;/span&gt; se viu obrigada a recuar, principalmente após o fechamento do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;News of the World&lt;/span&gt;, publicação inglesa que chegou a liderar o ranking dos tablóides mais vendidos no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo dos grampos ilegais criou um cenário digno de filme de espionagem. No qual centenas de pessoas públicas têm suas intimidades controladas por uma espécie de “cafetão” da chamada “imprensa &lt;i&gt;people&lt;/i&gt;”. A postura do parlamento britânico - que poderia ter sido adotada antes, caso houvesse vontade política para isso - só se justifica pelo receio dos congressistas em entrar na mira do orelhudo internacional. Por outro lado, o fim do tabloide e a impossibilidade em concretizar a compra do restante das ações referentes à BSkyB não acabam com o poder de Murdoch. Através da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;News International&lt;/span&gt;, sobretudo com a penetração de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sun&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Times&lt;/span&gt;, o magnata continua exercendo forte influência nas decisões políticas do país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No Brasil: Teixeira fala demais e escuta muito pouco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria engraçado, não fosse revoltante, a forma como os donos do poder se portam perante a opinião pública. Enquanto Murdoch se acha no direito de usar de qualquer subterfúgio possível para ter acesso à vida privada de políticos, celebridades e nobres britânicos, o “rei do futebol brasileiro”, - não estou me referindo a Pelé, este pode ser conside&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lMy93DGGgH0/TibvQ3xotGI/AAAAAAAAByg/1gaO3tsuxaA/s1600/ricardo-teixeira-e-pele.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 260px; height: 173px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lMy93DGGgH0/TibvQ3xotGI/AAAAAAAAByg/1gaO3tsuxaA/s320/ricardo-teixeira-e-pele.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631451457202467938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rado, no máximo, príncipe, se comparado ao verdadeiro dono da bola no Brasil – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mister &lt;/span&gt;Ricardo Teixeira, sente-se no direito de falar o que bem entender. Afinal de contas já foi cotado até para suceder Joseph Blatter no comando da FIFA e, na época, o “príncipe Pelé” fez questão de manifestar apoio inequívoco ao "rei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente &lt;a href="http://campeonatobrasileiro.org/leia-na-integra-a-entrevista-polemica-de-ricardo-teixeira-a-revista-piaui/"&gt;entrevista &lt;/a&gt;concedida à revista &lt;i&gt;&lt;a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-58"&gt;piauí&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, Teixeira fez pouco caso das investigações judiciais que o acusam de estar envolvido em crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal. O processo esteve em evidência há mais de dez anos, época em que a CPI da CBF/&lt;i&gt;Nike &lt;/i&gt;foi arquivada pelo Ministério Público. Isso só fez aumentar a sensação de poder absoluto do genro de João Havelange, ex-presidente da extinta Confederação Brasileira de Desportos (CBD), de 1956 a 1974, hoje Confederação Brasileira de Futebol (CBF).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hc_Y4jgPHLo/TibzNjcR1uI/AAAAAAAAByo/kn5Y_90aL-U/s1600/Ricardo_Teixeira03.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 162px; height: 176px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hc_Y4jgPHLo/TibzNjcR1uI/AAAAAAAAByo/kn5Y_90aL-U/s320/Ricardo_Teixeira03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631455798251083490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em sua declaração pública, o verdadeiro “rei do futebol brasileiro”, disse estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“cagando”&lt;/span&gt; para as denúncias que circulam na mídia, pois, segundo relata, só ficará preocupado “quando as acusações saírem no &lt;i&gt;Jornal Nacional&lt;/i&gt;”. A fala arrogante e o perfil autoritário são marcas do desvario magalómano que, além de Murdoch, também o atinge. Mania de grandeza assegurada pela atuação em conluio com o maior conglomerado de mídia da América Latina. Rede Globo e Ricardo Teixeira têm uma relação antiga, onde o silêncio da família Marinho sobre os processos e negociações do presidente da CBF assegura a hegemonia dos direitos de transmissão dos jogos das "celebridades futebolísticas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Astros" &lt;/span&gt;da Seleção falam e escutam pouco, mas enxergam menos ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mexer com as paixões do brasileiro. Não sou louco nem nada. Mas é preciso cavoucar um pouco mais o buraco no qual a Seleção Brasileira de Futebol caiu. Não é nada disso. Não estou me referindo àquele pequeno desnível na marca do pênalti, o &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-72Fvs5N_3Zk/Tibzeo_9TWI/AAAAAAAAByw/8LEvhUDZQnI/s1600/mano.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 129px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-72Fvs5N_3Zk/Tibzeo_9TWI/AAAAAAAAByw/8LEvhUDZQnI/s320/mano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631456091800685922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;qual, segundo os jogadores, prejudicou os arremates finais na partida contra o Paraguai, válida pelas quartas de final da Copa América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buraco que me refiro é mais em baixo. Eu sei, está cada vez mais difícil de vestir com orgulho a camisa da Seleção e isso nada tem a ver com resultados. O problema é a identificação com o simbólico. Essa aproximação é fruto de uma mistura pretensiosa, capaz de, pouco a pouco, alienar o mais fiel torcedor e levá-lo a descrença total no futebol. Basta somar a influência de Teixeira nos bastidores da cobertura futebolística com a hiper-valorização da publicidade em torno dos "notáveis boleiros" e, para finalizar, ter de assistir aos jogos por intermédio da linguagem pedante da Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BszTZ91LdWA/Tibzu_M7frI/AAAAAAAABy4/9Vdk7cmkoc4/s1600/MANO-KAISER-001.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 178px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BszTZ91LdWA/Tibzu_M7frI/AAAAAAAABy4/9Vdk7cmkoc4/s320/MANO-KAISER-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631456372638580402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Só podia dá “m....”. Opa! Desculpa. Prefiro não utilizar palavras de baixo calão neste &lt;i&gt;&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/07/o-que-murdoch-teixeira-e-selecao.html"&gt;post&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Não quero correr o risco de ser mal interpretado. Voltando ao que interessa, preciso ser franco, é “f...” ver Mano Menezes de garoto-propaganda da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;AmBev;&lt;/span&gt; Ganso, Neymar e Robinho dançando com a camisa canarinho na propaganda da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seara&lt;/span&gt;, ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Single Ladies”&lt;/span&gt;, e por aí vai. Neymar é o artilheiro e protagonista da maioria dos comerciais. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nike&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nextel&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guaraná Antártica&lt;/span&gt; e até talco desodorante para os pés fazem parte da promissora carreira do garoto de 19 anos, símbolo do "futebol-arte". Qual o resultado de toda essa exposição midiática? Sair em destaque na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt;, com o título “Reymar” estampado bem na capa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DBiN86hij_c/TicHbmaJQAI/AAAAAAAABzQ/51A_JyQzJkU/s1600/Reymar%2B-%2BBeto%2BPiccolo.png"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 136px; height: 175px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DBiN86hij_c/TicHbmaJQAI/AAAAAAAABzQ/51A_JyQzJkU/s320/Reymar%2B-%2BBeto%2BPiccolo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631478029798162434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A midiatização do menino da Vila é boa para o chefão do futebol nacional. O tal “Reixeira” dificilmente tem seu império contestado nos meios de comunicação tradicionais. Claro, alguém dirá: - e a Record? Sim, esta emissora entrou em pé de guerra com a Globo. Mas, infelizmente, não passa de mera disputa por audiência. Nada mais do que isso. Edir Macedo ficou mordido com a perda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo e, recentemente, do Campeonato Brasileiro. Por essas e por outras permite que os ex-globais Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Luiz Carlos Azenha desçam o pau em Teixeira e sua fiel escudeira. Olha, em briga de Bispo e família capacho do Regime Militar é melhor não tomar partido, pois, se mexer nessa cumbuca, vai feder para os dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Podres poderes: é hora da mobilização popular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão acabando com a alegria do povo. Como já disse aqui, em outro &lt;i&gt;&lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/06/mercantilizacao-das-paixoes-nacionais.html"&gt;post&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, hoje tem dia e hora para assistir futebol. Acontece que o acordo em relação a datas e horários ocorre longe da opinião dos torcedores. Atende única e exclusivamente aos interesses dos canais privados. Fora isso, nos noticiários, informações verdadeiramente importantes, como o caso dos grampos na&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FhtFhjRN8X4/Tib0JEU_KaI/AAAAAAAABzI/U9CEQu4QhVI/s1600/GALVAO.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 274px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FhtFhjRN8X4/Tib0JEU_KaI/AAAAAAAABzI/U9CEQu4QhVI/s320/GALVAO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631456820691151266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Inglaterra, são veiculadas sem a devida contextualização dos fatos e, propositadamente, não se debate a regulamentação da mídia, assunto de extrema relevância para se concretizar a democratização da comunicação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resultado: &lt;/span&gt;Teixeira dá um "bago" na democracia, mandando-a às favas; Murdoch escuta a caixa registradora tilintar, lucrando em ritmo de goleada, e os jogadores da Seleção reclamam do gramado, chutando a bola nas arquibancadas. Deve ter sido em sinal de protesto. Só pode. Aonde já se viu “jogatores” (jogadores + atores) terem de se apresentar em palco tão inapropriado? Resta, a nós, os “torcepectadores” (torcedores + espectadores) ressuscitarmos o espírito aguerrido das expressões populares, constantemente presente nas atividades esportivas. Quiçá possamos reclamar deste verdadeiro circo, ao qual somos submetidos diariamente, e, nesse sentido, tenhamos força suficiente para promover a subversão do quadro atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando nos dermos conta do quanto as coisas estão intimamente conectadas, entenderemos melhor o novo bordão da família Marinho: &lt;i&gt;"Globo - A gente se liga em você"&lt;/i&gt;. Ao invés de bola, talvez “cabeças comecem a rolar”, no bom sentido é claro, falo em destronar alguns reis da mídia. Para isso, contudo, é necessário resgatar a indignação. Estamos acostumados a driblar adversidades, mas precisamos de entrosamento. Temos que realizar mais coletivos. Partindo para o ataque, sem descuidar da defesa e armando boas jogadas no "meio", certamente chegaremos ao gol. Essa vitória o Galvão Bueno não vai querer narrar, ou ainda, "essa conquista não será televisionada".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7726285369962388535?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7726285369962388535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7726285369962388535' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7726285369962388535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7726285369962388535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/07/o-que-murdoch-teixeira-e-selecao.html' title='O que Murdoch, Teixeira e a Seleção Brasileira de Futebol têm em comum?'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cgfwlaxnNm4/Tibti-8Cs5I/AAAAAAAAByY/K6mycNyOd_Y/s72-c/8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7733153376875235032</id><published>2011-07-13T06:15:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T14:14:08.108-07:00</updated><title type='text'>Democratizar a comunicação no Brasil: um exercício de independência, autonomia e protagonismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-D11wdBCLx14/Th3Pc1ZaCcI/AAAAAAAAByA/6EsG_RSPIVM/s1600/1310340197.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 280px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-D11wdBCLx14/Th3Pc1ZaCcI/AAAAAAAAByA/6EsG_RSPIVM/s320/1310340197.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628883203559918018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último sábado, 9 de julho, por ocasião de mais uma edição do &lt;a href="http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=64378"&gt;Cepos Debates&lt;/a&gt;, eu e o amigo Anderson Santos estivemos presentes em Bagé. Enquanto componentes do Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos), fomos conversar com estudantes da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), representantes do governo local (PT) e lideranças do movimento sindical da cidade, sobre a urgência de se trabalhar no sentido de democratizar a comunicação no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com um quórum pequeno, mas muito interessado e, portanto, responsável por qualificar o debate, acabamos por ser indagados sobre uma série de questões expostas previamente. A principal intenção do Cepos, quando promove atividades como esta, é incentivar o diálogo sobre as políticas de comunicação e as mais variadas questões relacionadas ao estudo do audiovisual, foco principal das pesquisas realizadas pelo grupo, o qual é vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nem todos ficam até o final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uvnKJudcdzY/Th3QLppHFRI/AAAAAAAAByI/Aq3lQbLfqxk/s1600/DSC00794.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 312px; height: 234px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-uvnKJudcdzY/Th3QLppHFRI/AAAAAAAAByI/Aq3lQbLfqxk/s320/DSC00794.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628884007858410770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De início, procuramos contextualizar o cenário onde se insere o debate em questão. Com um marco regulatório defasado e incapaz de dar conta do atual momento das comunicações no país, fica difícil pensar em democratizar a mídia. O Código Brasileiro de Telecomunicações, vigente ainda hoje, é de 1962. Ele sofreu algumas mudanças durante o regime militar, em 1967, e, posteriormente, teve o incremento de legislações específicas, mas, como era de se esperar, nenhuma delas foi capaz de modificar o cenário de concentração da mídia brasileira. Durante a realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro de 2009, foram aprovadas várias proposições sugerindo, inclusive, a revisão do marco regulatório e apontando para a importância de, ao menos, serem respeitadas algumas das regras já em vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;De mãos dadas com a Globo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1AN70HnezHc/Th3OSpaihgI/AAAAAAAABxo/3zr6z2cFPLY/s1600/helio.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 356px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1AN70HnezHc/Th3OSpaihgI/AAAAAAAABxo/3zr6z2cFPLY/s320/helio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628881929033123330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dentre elas, encontra-se a proibição de que parlamentares sejam donos ou sócios de veículos de comunicação, pois, teoricamente, eles não deveriam legislar em causa própria. Prerrogativa essa, que, além de não ter sido cumprida até mesmo durante o Governo Lula, torna-se ainda mais preocupante se for levado em conta a perseguição do Ministério das Comunicações ao movimento de radiodifusão comunitária, sobretudo durante o mandato do ex-repórter da Rede Globo, Hélio Costa. Ao assumir a pasta das Comunicações, em 2005, o então senador do PMDB era proprietário da rádio Sucesso FM, em Barbacena, Minas Gerais. Devido as pressões sofridas pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Costa repassou o controle da emissora ao seu Chefe de Gabinete, José Artur Filardi Leite, e, posteriormente, também lhe endereçou o cargo de ministro das Comunicações para, assim, poder concorrer ao governo de Minas, na última eleição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente nem todos estão a fim de refletir sobre essas relações inescrupulosas. Preferem continuar acreditando na ausência de contradição, como se ainda fosse possível acessar o  discurso utilizado por Lula na década de 1980, retratado em um documentário produzido pela BBC, que ficou conhecido no Brasil como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ" style="font-style: italic; "&gt;Muito Além do Cidadão Kane&lt;/a&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;No entanto, é impossível negar que o resultado das alianças políticas do PT acabou por suplantar a retórica do ex-presidente. Dados da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) revelam: de 1995 (início do Governo FHC) até 2007 (durante o Governo Lula), três mil rádios e TVs comerciais tiveram suas multas perdoadas, ocasionando um custo de mais de oito milhões aos cofres públicos. Esta mesma benevolência não se aplicou às rádios comunitárias e seus comunicadores. Cerca de 30 mil trabalhadores da comunicação popular estão sendo processados no país, mesmo após ser aprovada uma resolução para anistiá-los durante a realização da Confecom. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Descentralizar o debate para incentivar o exercício do direito à comunicação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início de junho estive acompanhando outro companheiro do Grupo Cepos, Bruno Lima Rocha, em uma conversa realizada na cidade de São Leopoldo junto ao Sindicato dos Metalúrgicos da região. A exemplo do que se pôde perceber em Bagé, o público presente mostrou-se interessado em operar suas próprias ferramentas de mídia. Para além da inserção de campanhas salariais nos grupos de comunicação privados e da publicação de jornais do sindicato, os quais possuem uma linguagem difícil e, muitas vezes, não atingem nem mesmo a base da categoria, o rádio foi o instrumento de comunicação mais lembrado. Seja pela viabilidade do projeto, em função do baixo custo, ainda mais se comparado a uma emissora de TV, ou, até mesmo, pelas novas possibilidades de utilização desses veículos. Com a convergência digital é possível investir na criação da rádio web, que, posteriormente, pode se transformar em um canal comunitário ou educativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Comunicação alternativa: da contra-informação à contra-hegemonia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em agosto de 2010, entrou no ar, na cidade de Mogi das Cruzes - SP, a TV dos Trabalhadores (TVT). Esta emissora, que recebeu concessão para operar um canal educativo, é ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Os metalúrgicos do ABC estavam há mais de duas décadas na luta pela obtenção da outorga. Durante o Governo Sarney - recordista em distribuir concessões de rádio e TV para apadrinhados políticos - o então deputado federal e co-fundador da TVT, Luiz Inácio Lula da Silva, liderou uma comitiva que foi até o Ministério das Comunicações, chefiado a época por Antônio Carlos Magalhães, para tentar negociar a aquisição da licença. Da forma como se estrutura esse processo, obviamente o Sindicato não conseguiu receber a autorização. O que só ocorreu recentemente, quando, de certa forma, se inverteu a hegemonia política na composição do governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa vitória da TVT, possível somente diante do atual cenário político, não deixa de configurar uma importante conquista dos movimentos sociais e da classe trabalhadora, muito embora a efetivação desse processo tenha se dado nos mesmos moldes do que sempre aconteceu no país. Na verdade, são duas discussões diferentes. De um lado, como já disse, a importância de rever a forma como se viabiliza a obtenção e renovação de outorgas, seja para os canais educativos e comunitários, seja para os comerciais. De outro, a evidente ruptura com o atual perfil dos beneficiários, em sua maioria ligados a igrejas pentecostais ou congressistas conservadores. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZgW4GzQGQjU/Th3O4C0daCI/AAAAAAAABx4/y21MhezmmZA/s1600/362659.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 199px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZgW4GzQGQjU/Th3O4C0daCI/AAAAAAAABx4/y21MhezmmZA/s320/362659.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628882571507886114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na década de 1980, período de redemocratização do Brasil e momento no qual surgem experiências como a TVT, o conceito empregado para se pensar a comunicação alternativa era o de contra-informação. O alvo estava claro. Havia uma informação circulante na mídia &lt;i&gt;privada &lt;/i&gt;- entenda-se &lt;i&gt;privada &lt;/i&gt;em seus dois sentidos: concessão pública destinada a um grupo de mídia privado para operar o serviço de radiodifusão, ou, ainda, como &lt;i&gt;privada &lt;/i&gt;mesmo, local onde se depositam excrementos, como é, em sua maioria, a programação destes canais - que era, evidentemente, contrária aos interesses da classe trabalhadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a chegada do PT ao Governo essa necessidade de promover a contra-informação se complexifica. Por isso, é importante renovar o conceito na mesma medida que é preciso renovar, também, a prática dos movimentos sociais dedicados à democratização da comunicação. Dependendo da aplicabilidade desta contra-informação pode estar se utilizando, apenas, do discurso não-hegemônico. Embora a comunicação público/estatal deva, em certa medida, se opor a lógica da comunicação comercial - hoje dominante no Brasil - não representa uma ruptura com o poder político-econômico vigente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa medida, atenta-se para a urgência da promoção de espaços midiáticos destinados à contra-hegemonia. Entendida, aqui, como as manifestações sociais, em âmbito comunicacional, constantemente preocupadas em disputar poder com as forças dominantes, estejam elas estabelecidas no Estado ou no Mercado. Só uma comunicação essencialmente pública, tanto na gestão, quanto no modelo de propaganda, pode tencionar essa estrutura de comunicação oligopolizada, que perpassa todo um arcabouço ideológico-cultural e redunda na insuficiência das políticas de comunicação em curso no Brasil.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7733153376875235032?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7733153376875235032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7733153376875235032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7733153376875235032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7733153376875235032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/07/democratizar-comunicacao-no-brasil-um.html' title='Democratizar a comunicação no Brasil: um exercício de independência, autonomia e protagonismo'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-D11wdBCLx14/Th3Pc1ZaCcI/AAAAAAAAByA/6EsG_RSPIVM/s72-c/1310340197.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6360105769960414824</id><published>2011-06-26T14:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T08:29:49.521-07:00</updated><title type='text'>Educando para o consenso de classes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-bFr0WQJy6mM/TgewgdINQYI/AAAAAAAABxI/kUwCd6v0vcU/s320/28374.jpg" style="text-align: right; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; cursor: pointer; width: 255px; height: 229px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622656731416707458" border="0" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;Com esta postagem, o blog &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;Exílio Midiático &lt;/a&gt;completa um número, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;ainda pequeno, de 100 publicações. Desde o início, procura-se tratar de assuntos relacionados ao modo de operar dos grandes meios de comunicação e seus reflexos para o conjunto da sociedade. Tal prerrogativa não impede imersões no mundo literário e seus correlatos, pelo contrário, permite uma aproximação entre o trabalho material e reflexivo, buscando superar as distinções relativas à atividade social.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;A característica principal deste veículo é a busca pelo contraditório; a excelência da crítica, livre de pressões políticas e econômicas. Seja de patrocinadores, patrões, linhas editoriais ou direcionamentos partidários. A reflexão é construída por meio de princípios éticos e, por conseg&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;uinte, ideológicos. Utilizam-se como únicos pressupostos o compromisso social e &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;o entendimento de que a problematização dos fatos deve ser exposta da forma mais clara possível. Mesmo considerando a real abundância de espaços similares a este na internet, procura-se, de alguma forma, contribuir para o processo que visa à democratização da comunicação, amparando-se no protagonismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;Historicamente as práticas sociais se estabelecem imersas na divisão do trabalho. Ao longo dos anos, nobres e plebeus, capitalistas e proletários, intelectuais e trabalhadores encontram-se em constante contradição e distanciamento. Não apenas sob o ponto de vista econômico, mas, também, quanto ao direcionamento das atividades que, supostamente, competem a cada um realizar. É a escravidão do livre pensamento; o enclausuramento de sonhos e potencialidades; a mordaça invisível, das forças dominantes, para calar a voz dos oprimidos. Ditam-se regras e estipulam-se locais de fala. Determina-se, por exemplo, "quem manda" e "quem deve obedecer". São estabelecidas normas de conduta, as quais produzem o convencimento para impossibilitar a ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;Em meio a essa conjuntura surge, ainda, a diferenciação entre trab&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;alho “intelectual” e “material”. Como se o trabalhador não pudesse, a exemplo do que se procura fazer aqui, desempenhar mais de uma atividade concomitantemente. Prática exercida para além da exigência profissional e da garantia de subsistência. Influenciada tão s&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;omente pela ânsia de saciar a vontade de escrever sobre as inquietações do momento e contribuir à reflexão-ação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;O atual receituário da sociedade capitalista refunda preceitos antigos. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;Não se pode ser músico, escritor, jogador de futebol e trabalhar na indústria. O exercício de muitas ativid&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-VVMOFM8_Fk0/Tgew6cFGIAI/AAAAAAAABxQ/9t949de6Av0/s320/funcdomes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622657177811820546" style="float: right; margin: 0px 0px 10px 10px; cursor: pointer; width: 252px; height: 201px;" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;ades, inevitavelmente, prejudica a produção material e, nesse sentido, se opõe à fragmentação e &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;à&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt; especialização da mão de obra, próprias desse sistema. Em caráter subliminar, despreza&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;-se o ócio para recompensar a subordinação passiva às tarefas estipuladas. É o princípio da meritocracia, hoje, presente, até mesmo, nos espaços onde deveria ser motivo de repulsa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt;"O funcionário do mês", “o professor do ano”, “o primeiro &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;aluno &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:100%;"&gt;da classe”. Essas representações sociais, seletivas e excludentes, reforçam&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:100%;"&gt; o individualismo e, subjetivamente, formalizam contratos nefastos, muitas vezes involuntários. São acordos estabelecidos entre exploradores e explorados, governantes e professores, estes últimos e seus alunos. Pela lógica da produção em série, nem mesmo o trabalho intelectual foge à regra, sendo de grande valia para os proprietários privados da escrita acadêmica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6360105769960414824?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6360105769960414824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6360105769960414824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6360105769960414824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6360105769960414824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/06/educando-para-o-consenso-de-classes.html' title='Educando para o consenso de classes'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bFr0WQJy6mM/TgewgdINQYI/AAAAAAAABxI/kUwCd6v0vcU/s72-c/28374.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7522196748067209632</id><published>2011-06-23T11:46:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T18:22:46.882-07:00</updated><title type='text'>Revoltas, revoltosos e atitudes revoltantes...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xokuDpSi2wY/TgPWs58yIhI/AAAAAAAABwo/hMrvLi7zS4M/s1600/Revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bna%2BEspanha.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 177px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xokuDpSi2wY/TgPWs58yIhI/AAAAAAAABwo/hMrvLi7zS4M/s320/Revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bna%2BEspanha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621572826846863890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A recente midiatização das revoltas árabes e das manifestações européias, por parte da mídia comercial brasileira, evidencia o jogo sujo da manipulação midiática. Na busca aviltante pela defesa dos interesses do capital financeiro descarta-se o caráter político das práticas sociais, rebaixando-as ao campo tecnológico e, nesse sentido, descaracterizando as reais potencialidades dos movimentos organizados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Redes sociais, como o Facebook, estariam contribuindo decisivamente para concretizar avanços democratizantes em cada região sublevada. Criam-se neo-revolucionários, os quais são descritos como “bem educados e insatisfeitos com as restrições à liberdade”. Aparentemente não assustam os donos do poder, sobretudo os Estados Unidos, pois estariam operando no limite da confrontação política, em caráter local. Na prática, evidencia-se o contrário; um movimento autoproclamado altermundista, no qual a internet tem caráter meramente instrumental e sua força de atuação manifesta-se na coletividade resultante da ação direta. &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O que está sendo publicizado pela mídia convencional não contribui, por exemplo, para desmoralizar a ordem política e econômica responsável por sentenciar o fim do Estado do Bem-Estar Social - &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Welfare State &lt;/i&gt;-&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; &lt;/i&gt;na Espanha, bem ao gosto da Comissão Européia e do FMI. No mesmo sentido, essas construções midiáticas em nada têm ajudado a explicar o desprezo da população grega para com os principais partidos políticos do país, tanto o Conservador, quanto o Socialista. Há décadas ambos se revezam no poder sem, no entanto, modificarem as relações de exploração e as injustiças sociais. Redução de salários, aumento real do desemprego, carência na prestação de serviços públicos e piora da condição material de vida da população contribuem para o crescimento das pressões por parte dos movimentos sindical e estudantil.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por seu turno, a suposta democratização dos países árabes conta com a fiscalização intransigente do Departamento de Estado norte-americano. Em outros tempos, Estados Unidos e Inglaterra já foram aliados do ditador líbio, Muammar Kadafi, mas a lógica estaduni&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EXtkJcX1yNs/TgPe1Ih4QJI/AAAAAAAABw4/cLuB3LexZMM/s1600/Scan0001macacoPSimiuscorruptus5.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 224px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EXtkJcX1yNs/TgPe1Ih4QJI/AAAAAAAABw4/cLuB3LexZMM/s320/Scan0001macacoPSimiuscorruptus5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621581764292526226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dense, do complexo industrial-militar, opera sob a égide da corrida armamentista e, nessa direção, tomam-se atitudes capazes de assegurar o controle do Império, ou ainda, que não deixem a economia arrefecer. Nos anos 80, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, investiu no aumento do arsenal militar e, mesmo após o trauma da derrota na Guerra do Vietnã, contou com o apoio massivo da população para sua investida contra os países árabes. Reagan soube utilizar muito bem a imagem do tirano Kadafi e, conseqüentemente, sua representatividade enquanto potencial ameaça terrorista, como hoje o faz Barack Obama. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Embora pouco se discuta, as sublevações árabes e européias apresentam aspectos de confrontação histórica que ultrapassam o campo de domínio da democracia liberal e seu fetichismo tecnológico. Para além das reformas democráticas deve-se evidenciar a crítica ao autoritarismo, a busca pela efetiva distribuição de poder  e a rejeição ao modelo neoliberal. Na Espanha, os manifestantes têm tomado as ruas para expressar um fervoroso descontentamento com as reformas postas em curso pelo governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero. A motivação do movimento, conhecido por &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;indignados,&lt;/i&gt; até pode ser encarada sob o ponto de vista do interesse particular, mas só costuma atingir proporções de real pressão ao poder institucionalizado quando manifesta-se em caráter coletivo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A luta contra a redução das proteções sociais e flexibilização das relações trabalhistas, atualmente em curso, confronta-se diretamente com a lógica neoliberal, mas, propositadamente, seu processo histórico deixa de ser problematizado pela mídia. Desse modo, ignora-se a disputa de classes e não se reivindica a necessidade de superação do modelo econômico vigente. A ênfase clássica recai sobre falsas democracias, falsos insurretos e falsas noções de liberdade, inculcadas no conjunto da população por meio de acepções liberais, sem a devida contextualização dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7522196748067209632?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7522196748067209632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7522196748067209632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7522196748067209632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7522196748067209632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/06/revoltas-revoltosos-e-atitudes.html' title='Revoltas, revoltosos e atitudes revoltantes...'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xokuDpSi2wY/TgPWs58yIhI/AAAAAAAABwo/hMrvLi7zS4M/s72-c/Revolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bna%2BEspanha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6079212594427808224</id><published>2011-06-19T07:15:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T15:38:46.775-07:00</updated><title type='text'>A mercantilização das paixões nacionais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1-5RECWqga0/Tf4IiQu7N4I/AAAAAAAABwg/v-Dntb6Y1T4/s1600/futebol_paixao_nacional_torcida.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1-5RECWqga0/Tf4IiQu7N4I/AAAAAAAABwg/v-Dntb6Y1T4/s320/futebol_paixao_nacional_torcida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619938769705318274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já dizia o poeta, “para falar em amor, é preciso estar sofrendo”. Veja bem, não me refiro apenas àquele amor não correspondido pelo ser amado, pois, hoje em dia, este sentimento parece capaz de se manifestar nas mais variadas expressões da vida material. O que é uma lástima. É o amor ao supérfluo. Não é paixão verdadeira. Esta última, aliás, tem, como principal característica, elevar os sentidos ao grau sublime do desatino e, por outro lado, extinguir sonhos com a celeridade impertinente da temida realidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não dá para negar, no Brasil, futebol, mulher e samba são paixões nacionais. Contudo, os objetos responsáveis por configurar as relações constitutivas destas paixões, não são, por si só, elementos capazes de provocar tais delírios. Constituem-se em meras alegorias. Ninguém ama a bola. Quando está ali, parada, no meio do campo, a bola é só um corpo esférico de borracha. Não tem a mínima graça. Ganha vida com o toque humano. É neste momento que se criam as expectativas quanto ao seu percurso, o qual, vencendo a linha demarcatória do gramado, pode, ou não, ocasionar a alegria do torcedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a mulher é bela e irresistível por natureza. Quanto menos ornamentos forem utilizados, mais visível ficam seus encantos, menos espaços existem para controlar a razão e, tanto mais, se deixa de lado o supérfluo para valorizar a agradável revelação de sua essência. Roupas, brincos e sapatos não chamam a atenção quando ficam expostos em lojas. Tornam-se apenas acessórios. Estão lá, imóveis, incapazes de provocar qualquer tipo de atração. Para despertar interesse precisam estar inseridos no contexto do corpo feminino. Fora isso, não passam de mercadorias sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o samba ocorre algo semelhante. É a manifestação encantadora, pura e autêntica das nossas raízes. É o consolo do que sofre e o estopim para incendiar, de uma vez por todas, a vida do contente. Violão, cavaquinho, surdo, repique, tantã, pandeiro, nada disso faz sentido sem o toque especial de quem entende do assunto. Ele expressa todo o seu sentimento na execução conjunta da harmonia musical. É a arte da batucada, sem  apego ao requinte e sofisticação. O improviso, movido a paixão, transforma mesas em tambores e qualquer lugar serve de passarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, é constrangedor verificar a mercantilização das verdadeiras paixões humanas. A imposição econômica seqüestra os sentimentos, sobretudo pelo valor de custo a eles agregado. A bola, improvisada nas zonas de várzea, custa caro nos campos de futebol. O estádio, sede do evento futebolístico, estipula o seu valor de mercado selecionando a entrada dos torcedores. Dirigentes, comissão técnica e jogadores faturam milhões nos times considerados "grandes". Valor este mensurado pelas conquistas dentro e fora de campo, graças aos recursos advindos de patrocinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres procuram, cada vez mais, espaços de atuação e protagonismo social, político e econômico. Não estão focadas apenas no mercado de trabalho, mas passam a atuar, também, nas instâncias de poder. Hoje, a presidente da República é mulher. Das dez ministras do seu governo, o dobro do que existia na gestão de Lula, pelo menos duas ocupam cargos de destaque. Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti estão, respectivamente, na Casa Civil e no Ministério das Relações Institucionais. Neste caso, beleza e charme tornam-se alegorias. A paixão manifesta-se para além da imposição cultural. Enfim a sociedade parece estar vencendo estigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nem tudo são flores. A reconfiguração da sociedade capitalista, em sua versão pós-moderna, possibilita que o samba de raiz perca espaço para as mais variadas versões do rentável pagode. Na maioria das rádios comerciais é a venda fácil das melodias massificadas que preenche as "paradas de sucesso". Os canais de televisão utilizam esta "nova" melodia como instrumento de mercantilização do corpo feminino. O sambista, que faz do prato e da panela instrumento, perde espaço para os adestrados "dubladores de auditório". É o jabaculê criando e recriando sucessos, com o caixa jorrando dinheiro para empresários de ocasião. Enquanto isso, a paixão deixa de ser a expressão dessa arte para virar tema de canções industrializadas. Sua substância se perde nos holofotes da encenação. Assim, embora se modifiquem os atores sociais, continua-se escanteando a diversidade. Os novos governantes parecem pouco preocupados em distribuir poder. Operam, aparentemente, na contramão da sociedade machista, sem eliminar o seu aspecto autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que as desigualdades diminuiram substancialmente no Brasil. Agora, a população estaria mais consciente e o voto seria reflexo deste processo. Afinal de contas, o futebol "profissionalizou-se", a mulher está ocupando "postos-chave" no governo e o carnaval atrai turistas de todo o mundo para o “país do crescimento econômico”. Infelizmente, quem sai  às ruas para trabalhar, todo dia, vê pouca diferença. A mulher precisa sapatear, e muito, para continuar dando conta da dupla jornada de trabalho. O futebol já tem dia e hora, estipulados pela televisão, para entrar na vida e na casa dos brasileiros. E, para completar, está determinado: é nos domingos que todo mundo samba, "dança com famosos", ou algo parecido. Tanto o trabalho, quanto o “lazer”, passam a reprimir o verdadeiro descanso. Homens e mulheres seguem apáticos em frente ao televisor. Estão ávidos por amar, no entanto, parecem, não mais, saber como fazê-lo. Querem sair para curtir um partido alto, jogar aquela pelada com os amigos, mas não podem. Está quase na hora de começar tudo outra vez. O domingo já se foi e, amanhã, é segunda-feira!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6079212594427808224?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6079212594427808224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6079212594427808224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6079212594427808224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6079212594427808224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/06/mercantilizacao-das-paixoes-nacionais.html' title='A mercantilização das paixões nacionais'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1-5RECWqga0/Tf4IiQu7N4I/AAAAAAAABwg/v-Dntb6Y1T4/s72-c/futebol_paixao_nacional_torcida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-238121171687624670</id><published>2011-05-29T06:24:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T16:49:17.027-07:00</updated><title type='text'>Os donos da mídia e a resistência necessária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-gK6aiWuVg1U/TeJLuCX58-I/AAAAAAAABvk/IBoNDtumdMM/s1600/democratiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2Bcomunca%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 170px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-gK6aiWuVg1U/TeJLuCX58-I/AAAAAAAABvk/IBoNDtumdMM/s320/democratiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2Bcomunca%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612131339940262882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não é nenhuma novidade. O abuso de poder imposto pela propriedade privada dos meios de comunicação públicos é, sem sombra de dúvidas, um atentado à democracia e precisa ser enfrentado. No entanto, a forma com que os agentes políticos e econômicos operam no setor das comunicações, seja no Brasil, seja na Europa, demonstra que o embate a ser feito necessita de uma base social sólida; autônoma das decisões do Estado e do mercado e, sobretudo, consciente do seu papel decisivo para a transformação social. Neste sentido, é preciso apontar na direção de outras esferas de extensão da vida em sociedade, as quais ultrapassam o domínio político para se legitimarem em ações de cunho coletivo, mesmo as de pouca visibilidade.    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Confere-se, assim, papel de destaque às iniciativas midiáticas essencialmente independentes. Em âmbito acadêmico, comunitário ou sindical, não são poucas as experiências de caráter não hegemônico o que, por si só, não representa uma ameaça ao modelo comercial, mas indica o avanço da comunicação que se reivindica alternativa. Por falta de incentivo do governo e considerando as amarras da legislação brasileira,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;que não permite o apoio comercial e ameaça a sustentabilidade destes veículos, provoca-se um anonimato estratégico, colaborando para a manutenção da ordem conservadora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Europa, os exemplos de Rupert Murdoch e Silvio Berlusconi atestam para os riscos da &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lpcIh5tP3kQ/TeJMzDSweeI/AAAAAAAABwE/Ret419bWnZE/s1600/berlusconi.thumbnail.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 232px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lpcIh5tP3kQ/TeJMzDSweeI/AAAAAAAABwE/Ret419bWnZE/s320/berlusconi.thumbnail.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612132525598079458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;liberalização do capital, principalmente quando está direcionada ao uso do poder exercido através dos meios de comunicação. A legislação italiana também se mostra falha, pois permite que o atual primeiro-ministro, no cargo há mais de 16 anos, mantenha o controle dos principais meios de comunicação do país. Através do grupo audiovisual de maior expressão na Itália, o Mediaset, Berlusconi promove a marketização de projetos pessoais, tanto a nível institucional, quanto ideológico. Na mesma linha atua Murdoch, dono da News Corporation, hoje disputando espaço com os principais conglomerados de mídia do mundo como o The Walt Disney Company e a Time Warner.  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Murdoch não enfrentou problemas em concretizar a aquisição do principal concorre&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uYJq7hjEjaY/TeJNET8d7OI/AAAAAAAABwM/DbRp4BFQ8rQ/s1600/murdoch.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 232px; height: 163px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uYJq7hjEjaY/TeJNET8d7OI/AAAAAAAABwM/DbRp4BFQ8rQ/s320/murdoch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612132822125767906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nte no mercado de serviço de televisão por satélite, tendo, inclusive, o aval do governo Thatcher. A News Corporation obteve o sinal verde para evitar uma análise da operação e começar a negociar os termos do acordo do contrato, efetuando a compra total das ações da transmissora de TV por satélite BSkyB, algo em torno de 14 bilhões de dólares. Os casos europeus comprovam o poder exercido pelos donos das megacorporações midiáticas sobre os governos de turno.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Diferente do que ocorre na Europa, onde existe o predomínio do sistema público, no Brasil, evidencia-se a atuação da propriedade privada dos meios de comunicação. Contudo, esta mudança de paradigma não diminui as ingerências dos empresários de mídia sobre os órgãos deliberativos do Estado, espaço propício para a utilização do serviço de concessões como moeda de troca, sempre que convém ao governo. Fator que acaba sendo reforçado pelo controle exercido sobre alguns veículos ditos comunitários, prática comum entre políticos da base e da oposição.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Diante disso, é preciso reforçar o caráter independente das produções midiáticas, as quais estão contidas no domínio daquilo que se convencionou chamar de comunicação alternativa. A viabilidade de novos agentes no mercado, premissa forte da liberalização, pode ser utilizada como estratégia democratizante quando aplicada tanto ao modelo público, monopolista, quanto ao privado, oligopolista. Empregado para fins particulares, o mercado, mesmo quando regulado, não costuma responder aos interesses públicos mais básicos. Como é o caso da participação social no processo produtivo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A descentralização na produção de conteúdos e na gestão das emissoras de caráter alternativo permite a autonomia dos sujeitos sociais envolvidos no processo de construção das novas experiências comunicacionais. Tais medidas permitem, ainda, a experimentação, geralmente descartada pelos administradores do modelo público e do privado, já que estão em jogo as regras de sobrevivência e aceitação de cada sistema. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Isto implica a necessidade de opor-se a qualquer medida que procure assegurar o domínio de uma classe sobre a outra. É comum, por meio de pressões políticas ou psicológicas, que um grupo dirigente tente coibir a atividade crítica e a resistência às suas tomadas de decisão. Portanto, infere-se que todo consenso formado em torno destes aparelhos prejudica a livre atividade de expressão e de manifestação dos atores sociais não hegemônicos.&lt;a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=360"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 202px; height: 259px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ONb-3a03Kbs/TeJMDeGhVOI/AAAAAAAABv8/mAhwGXYBgoc/s320/capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612131708160791778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando se coloca frente a frente os dois modelos, sem discutir a distribuição de poder, não se estão evidenciando os riscos de fracasso aos quais estão submetidas as experiências alternativas. O simples afastamento da estrutura de mercado não é suficiente para evitar os abusos de poder, que podem assumir uma postura autoritária sob o véu da regulação pública. Esta tomada de posição, sem as devidas ressalvas, poderia equivaler a submeter-se em operar enquanto aparelho privado do Estado, não aderindo às regras de jogo do mercado, mas, também, não exercendo livremente o direito à comunicação. Na verdade, a mídia independente precisa achar as brechas para operar em qualquer um dos casos, pois, no atual contexto, ambos reproduzem uma ideologia particular e estão a serviço das forças dominantes.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Originalmente publicado em: &lt;a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3836&amp;amp;secao=360"&gt;Revista do Instituto Humanitas Unisinos. 360 - Ano XI 09.05.2011 (IHU ON-Line)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-238121171687624670?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/238121171687624670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=238121171687624670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/238121171687624670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/238121171687624670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/05/os-donos-da-midia-e-resistencia.html' title='Os donos da mídia e a resistência necessária'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gK6aiWuVg1U/TeJLuCX58-I/AAAAAAAABvk/IBoNDtumdMM/s72-c/democratiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2Bcomunca%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2626191710025849413</id><published>2011-05-28T13:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T09:38:54.772-07:00</updated><title type='text'>Confusão ideológica e interesses obscuros na sociedade da informação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-SlSk13ZvOwY/TeFiZRdk2eI/AAAAAAAABvc/F0SkhBHAOmM/s1600/pnbl.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-SlSk13ZvOwY/TeFiZRdk2eI/AAAAAAAABvc/F0SkhBHAOmM/s320/pnbl.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611874797004052962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;Seria o “politicamente correto” uma boa orientação pelos tortuosos caminhos do ciberespaço? Discorre-se, essencialmente, sobre a possibilidade de deixar-se conduzir pelos &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;hiperlinks&lt;/i&gt;. Cliques sucessivos, direcionados por aquilo que atrai o navegante sem ligação objetivamente lógica. Permitir que “novas páginas” se abram aos olhos curiosos, antes extenuados devido à obrigatoriedade de ações predeterminadas. Experiência íntima, subjetiva, sem, no entanto, ser menos política ou ideológica.  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não vejo capacidade revolucionária na simples instrumentalização das tecnologias digitais. Por isso, não sou partidário da ideologia do progresso. Muito antes o contrário. Não acredito nas potencialidades tecnológicas encurtando diferenças sociais na mesma proporção em que diminuem distâncias geográficas. Em sentido oposto, percebo que a digitalização das atividades culturais, ou seja, o avanço dos recursos de captação, produção e distribuição dos constructos midiáticos advindos do cotidiano, sobretudo em se tratando de audiovisuais, são meras representações das práticas sociais, agora virtualizadas. Atividades disponibilizadas em variadas plataformas, sem, contudo, se constituírem numa espécie de ato subversivo político-tecnológico. Como apregoam os entusiastas do pensamento pós-modernista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na verdade o que existe são outras possibilidades de consumo, abertura de mercado para a experimentação controlada e inclusão de novos atores no processo criativo, o qual também é predeterminado pelas indústrias de comunicação. Assim, cabe questionar: quais medidas estão sendo tomadas pelo governo de turno no sentido de ultrapassar o ideário positivista? Ou seja, as políticas adotadas no campo da comunicação visam ir além da mera inclusão sócio-digital? Tal questionamento se abre em função da propalada iniciativa sócio-inclusiva do Ministério das Comunicações, por intermédio do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Embora o acesso integral à internet precise ser levado em conta, este fator, por si só, não resolve o problema da democratização. É preciso diagnosticar a autonomia dos internautas em suas investidas pela web. De nada resolve acessar aos mesmos materiais circulantes na mídia impressa, televisiva ou radiofônica, sem protagonizar a inserção de conteúdos próprios na rede. Acesso e interatividade, sem protagonismo, enquadram-se perfeitamente na proposta liberal de inclusão e cidadania.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Objetivo político&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A meta do governo é massificar a oferta de acesso à Banda Larga. Conectar à web 50% dos domicílios brasileiros até 2014, permitindo, assim, que mais de 90 milhões de pessoas tenham internet em casa. No entanto, este ímpeto não resolve o problema da imposição cultural e ideológica promovida pelas instituições políticas e econômicas que estão no poder. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o Ibobe, em 2009, 94% dos domicílios brasileiros possuíam pelo menos um aparelho de TV, tendo acesso, no mínimo, à programação veiculada pelos canais abertos. Desde o surgimento do primeiro televisor no Brasil, em 1950, até os dias de hoje, pouco se avançou na diversidade de conteúdos veiculados por estes canais. Tampouco abriram-se espaços para novos atores sociais participarem do processo de produção de conteúdo, com capacidade para ameaçar as empresas de comunicação dominantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ora, se não é permitido ultrapassar os limites normativos impostos pela tecnologia da  informação e comunicação, seja nos espaços midiáticos ditos mais à direita ou à esquerda do processo decisório, o ambiente político-virtual precisa ser constantemente renovado, sob o risco do acesso à web não representar o avanço necessário nas políticas de comunicação do governo. A mensalidade do PNBL, que pode atingir a cifra de R$ 35,00, terá uma velocidade de conexão entre 512 Kbps e 1Mbps, o que é muito pouco na perspectiva de subir conteúdo para rede (fazer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;upload&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O governo dá mostras que está fundamentando sua postura amparado no ideário liberal, apregoado pela sociedade da informação. Cabe aos que não concordam com esta medida ultrapassar o limite institucional da contestação política, retomando este debate com os movimentos sociais que participaram da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Caso contrário, caminha-se, novamente, para que as decisões de interesse público sejam tomadas em caráter privado, discutindo-se apenas com qual agente econômico internacional o governo irá se aliar para promover o fornecimento do serviço.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Recentemente o presidente da Telecom Itália, Franco Bernabè, manifestou muita vontade em expandir negócios no Brasil, o que ressalta a disputa com a Potugal Telecom no âmbito do PNBL. Esta última se coloca como gestora e gostaria de exclusividade na operação por intermédio da Oi. Já a TIM/Telecom Itália estaria negociando uma parceria com a Telebrás para avançar na proposta de operação desse serviço. O preço da Banda Larga, segundo os gestores da companhia italiana, poderia cair pela metade. Enquanto privilegia-se o consumo do cidadão neoclássico, inserido no mundo digital, o debate sobre o potencial protagonismo político das redes fica esquecido; como, infelizmente, tem acontecido com a maioria das proposições aprovadas na Confecom.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2626191710025849413?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2626191710025849413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2626191710025849413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2626191710025849413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2626191710025849413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/05/confusao-ideologica-e-interesses.html' title='Confusão ideológica e interesses obscuros na sociedade da informação'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SlSk13ZvOwY/TeFiZRdk2eI/AAAAAAAABvc/F0SkhBHAOmM/s72-c/pnbl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4428601713267681731</id><published>2011-05-18T11:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T07:23:38.379-07:00</updated><title type='text'>Relembrando a leitura de Ernesto Sabato</title><content type='html'>Para minha surpresa recebi um e-mail hoje, dia 18/5, dando conta da publicação de uma resenha que fiz, em 2009, sobre o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Túnel&lt;/span&gt;, de Ernesto Sabato.  A mensagem foi encaminhada por &lt;a href="http://twitter.com/#%21/picinez"&gt;João de Deus Neto&lt;/a&gt;, que é Designer gráfico, caricaturista e blogueiro. Ele mantém o &lt;a href="http://picinezblog.blogspot.com/"&gt;PicinezBlog&lt;/a&gt; (agora adicionado à minha lista de blogs, na coluna da direita). Ótimo espaço de crítica literária onde, inclusive, é possível ter acesso à leitura de algumas obras completas, como o livro &lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/7269402/Jack-Kerouac-Pe-Na-Estrada"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pé na Estrada&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Jack Kerouac. Forte exemplo de democratização da cultura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivado por esta boa lembrança estou postando novamente a resenha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Túnel&lt;/span&gt; aqui no &lt;a href="http://exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exílio Midiático&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, pois, infelizmente, sigo sem muito tempo para novas postagens. De qualquer forma, este foi mais um estímulo para retornar à ficção. Sinto falta dos momentos em que era possível estar mais próximo de contos, crônicas e romances e, por outro lado, não tão focado em livros técnicos e científicos, pouco ou nada convenientes a releitura de si mesmo. Quanto mais passam os anos mais me convenço que a vida é uma grande ficção, sendo, cada um de nós, responsáveis por escrevê-la e narrá-la da forma como nos for mais proveitoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo a resenha em questão. A quem interessar possa, fica a dica deste belíssimo livro. Uma boa porta de entrada para a obra deste grande autor argentino. Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Hun2dxTDR4Q/TdQYdGrwlYI/AAAAAAAABvU/zhWZg4dZJqo/s1600/S%25C3%2581BATO%2B-%2B%2BNO%2BPICINEZ.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Hun2dxTDR4Q/TdQYdGrwlYI/AAAAAAAABvU/zhWZg4dZJqo/s320/S%25C3%2581BATO%2B-%2B%2BNO%2BPICINEZ.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608134324272534914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não havia lido nada escrito por Ernesto Sabato, doutor em física, que deixou a carreira científica para enveredar pela arte. No livro “O Túnel”, impressiona a forma simples com que o autor trabalha sentimentos comuns a todos os seres humanos, tais como o ciúme e a possessividade, os quais tomam ares de seriedade e conduzem o personagem à loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é intenso. Não permite ao leitor pausas para respirar. A cada página a interação entre leitor e personagem torna-se profunda. A história do assassinato de Maria Iribarne, contada pelo próprio criminoso, Juan Pablo Castel, é uma estratégia utilizada pelo autor para conversar diretamente com os leitores, enquanto expõe as angústias e o sofrimento da personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há suspense e romance melhor do que aquele que, embora seja previsível, ainda surpreenda. É isso que ocorre neste livro. Nas primeiras linhas o criminoso já assume: “bastará dizer que sou Juan Pablo Castel, o pintor que matou Maria Iribarne...”. Porém, é no encadeamento, nada lógico, e no conflito constante de idéias, que iremos nos deparar com as formas mais complexas que a vida amorosa pode assumir e, ainda, com as experiências mais sinceras que a solidão pode proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso protagonista, no entanto, não se envergonha ou lastima por ser assim – um ser afastado de todos e de tudo - muito pelo contrário, ele sente orgulho de sua característica. Sente, na verdade, verdadeira repulsa à sociedade e às relações humanas, as quais julga ser, ao mesmo tempo, sujas e opulentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castel impressiona em todos os sentidos. Faz com que o leitor releia a própria condição humana através da experiência contida em uma perspectiva de sociedade, sendo esta traçada pela visão de um solitário e idealista do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada escapa as conjeturas deste incrível personagem. Capaz de refletir várias vezes antes de tomar uma atitude e, mesmo assim, incapaz de pensar quando está cego de amor e de raiva, proferindo sentenças das quais se arrependerá amargamente. Processo realizado antes mesmo de tê-las dito, mas sem conseguir conter tais afirmações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ler esta breve história de confissão de um criminoso, nada comum, sem dar muito espaço à razão; o momento é dado à insensatez. O pintor, que segue sua jornada de incompreensão mesmo dentro de uma cela, entende que foi possuído de ódio, desprezo e compaixão; sofre de um amor próprio doentio, mas não entende o que levou o marido traído de Maria Iribarne, após saber de tudo, cometer suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um perspicaz investigador de si mesmo, porém, não consegue compreender os sentimentos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Escrito em meados de junho do ano de 2009&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4428601713267681731?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4428601713267681731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4428601713267681731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4428601713267681731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4428601713267681731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/05/relembrando-leitura-de-ernesto-sabato.html' title='Relembrando a leitura de Ernesto Sabato'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Hun2dxTDR4Q/TdQYdGrwlYI/AAAAAAAABvU/zhWZg4dZJqo/s72-c/S%25C3%2581BATO%2B-%2B%2BNO%2BPICINEZ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7610432549480869006</id><published>2011-04-10T13:14:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T12:08:36.887-07:00</updated><title type='text'>Repressão Selvagem</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/pc4Y0SmHWnk?fs=1" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a realização da Feira do Livro de Porto Alegre, em novembro de 2010,  artistas de rua  foram alvo de repressão por parte da Brigada Militar. No entanto, é assegurado por lei, através do artigo 5º da Constituição Federal, ser "livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação independentemente de censura ou licença". Acompanhe uma síntese desse processo autoritáio, ao qual foram submetidos os artistas de rua, a partir do audiovisual disponível acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7610432549480869006?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7610432549480869006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7610432549480869006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7610432549480869006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7610432549480869006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/04/repressao-selvagemwmv.html' title='Repressão Selvagem'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pc4Y0SmHWnk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1245619208917397469</id><published>2011-04-05T15:36:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T08:07:28.278-07:00</updated><title type='text'>A ordem do dia é escrever...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-1YsY7TBa_Ak/TZuujUZBdxI/AAAAAAAABu4/nyzjKAddRQQ/s1600/escrever.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-1YsY7TBa_Ak/TZuujUZBdxI/AAAAAAAABu4/nyzjKAddRQQ/s320/escrever.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592255284102919954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há um mês não consigo postar sequer uma linha neste espaço que chamo de exílio; local onde, não raras vezes, permito-me escapar do habitual para dedicar alguns minutos de reflexão sobre o que está me inquietando em dado momento. A nova dinâmica das mídias digitais nos permite isso. Constantemente somos incitados a exercitar a tentadora "arte da escrita", mesmo quando não se trata de uma demanda específica, ou de um texto acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser por meio de e-mails, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posts &lt;/span&gt;em blogs ou redes sociais, comentários em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sites &lt;/span&gt;e, até mesmo, "tuitadas". É impossível passar um dia sem digitar nada diante de tamanha oferta e necessidade do uso de plataformas textuais. O fato é que, evidentemente, existe uma abundância de escritos na internet. Mas isso não significa que tal fenômeno esteja gerando algo positivo, ou ainda, excencialmente democratizante, como alguns costumam dizer. Na verdade, acredito que ocorre justamente o contrário. Na maioria das vezes todo material escrito e publicado na rede não passa da cópia da cópia (isso mesmo, não é um erro de digitação) da citação de alguém, que atingiu um status mais importante dentro do grupo em que o citante se julga incapaz de dizer por si próprio aquilo que está sendo dito e, por conseqüência e comodidade, prefere apenas fazer referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for considerada a dinâmica da maioria das pessoas em idade adulta, com necessidades óbvias de produção material (seja ela intelectual ou manual) para garantir a sua subsistência, o tempo parece ter sido organizado, categoricamente, em contrariedade as nossas necessidades e satisfações pessoais. Nelas pode-se incluir, sem sombra de dúvidas, a escrita, pois todos querem ser protagonistas. Haja visto o que ocorre nas redes sociais. Até aí nada de novo, afinal todos chegam ao findar do dia pensando que poderiam ter "rendido mais", ou então o contrário, "conscientes do porquê de não terem ido além do que estavam motivados a fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, o que me fez dedicar algumas linhas a esse assunto foi justamente a inversão da lógica pela qual constantemente nos deparamos quando o assunto é ler e escrever. Fundamentalmente quem trabalha com a leitura e a escrita sabe que, chega um dado momento, no qual o texto é redigido quase automaticamente. Isso é claramente evidenciado nos textos jornalísticos e na completa falta de imaginação dos impressos brasileiros. O modelo da pirâmide invertida e do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lead, &lt;/span&gt;importado dos Estados Unidos e amplamente difundido nas escolas de comunicação brasileiras, incentiva a falta de criatividade e originalidade por parte da maioria dos jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas algumas poucas revistas ainda dão sobrevida ao jornalismo investigativo e literário, servindo de alento ao futuro da profissão, hoje claramente ofuscada pela quase total falta de argumentos em se defender o diploma, pois, na verdade, o que está em jogo não é a defesa do modelo de formação acadêmica para os profissionais da área e sim uma ruptura com a lógica do mercado, o qual vê com bons olhos a precarização desta atividade profissional e o aumento da possibilidade de empregar mão de obra "treinada" pela própria empresa e seus famigerados manuais de redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso refletir antes, durante e depois do ato de redigir textos. Não basta reproduzir informações, sejam elas oriundas da grande mídia, ou de críticos ao atual sistema de comunicação brasileiro. Ler é indispensável, mas o clichê mais do que batido "desligue a televisão e vá ler um livro", ou o uso de seus similares, na verdade escondem a raiz do problema. O importante não é ler mais do que se vê ou escuta, não é isso que gera o conhecimento e nem é por ler mais ou menos que alguém se torna melhor seja lá no que for. Muito mais do que dedicar um dia inteiro à leitura, para depois reproduzir o que os outros pensaram e disseram, é preciso pensar e dizer por si próprio, e isso só se faz quando se proura questionar os fatos não apenas a partir de uma leitura crítica da televisão, rádio ou internet, mas sobretudo pela auto-crítica das nossas práticas cotidianas em relação à leitura e à escrita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1245619208917397469?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1245619208917397469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1245619208917397469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1245619208917397469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1245619208917397469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/04/ordem-do-dia-e-escrever.html' title='A ordem do dia é escrever...'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1YsY7TBa_Ak/TZuujUZBdxI/AAAAAAAABu4/nyzjKAddRQQ/s72-c/escrever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8480961420409046526</id><published>2011-02-06T06:19:00.000-08:00</published><updated>2011-06-04T16:48:32.899-07:00</updated><title type='text'>À procura da verdadeira face da transformação social</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TU686AVrtwI/AAAAAAAABug/7I4h0llT-gM/s1600/poeta-militante.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 186px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TU686AVrtwI/AAAAAAAABug/7I4h0llT-gM/s320/poeta-militante.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570597493813262082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A poesia-militante, transcrita logo abaixo, faz parte de uma série de escritos publicados no livro "Condições ideais para o amor", organizado pelo professor Antonio Hohlfeldt. O autor dos textos é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luiz Eurico Tejera Lisbôa&lt;/span&gt;, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), preso em São Paulo, aos 24 anos, e, desde então, desaparecido nos porões da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Procuro o Homem do Povo &lt;/span&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Por Luiz Eurico Tejera Lisbôa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procuro o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o proletário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o camponês&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o assalariado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procuro o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;explorado &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;famélico &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desabrigado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o que dorme na mansidão do saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procuro o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;para ultrapassar a frieza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do vocabulário político,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e ver na "massa oprimida"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;nas "contradições sociais"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;na "luta de classes"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;nas "análises da realidade"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renuncio à Revolução calculada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;milimétrica e friamente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;no racionalismo tecnicista &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dos "cientistas"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;da transformação social.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;procuro o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quero além da ignorância&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;além da fome&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;além do frio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o homem que se consome nessa dor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quero as mesmas contorções&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;de suas entranh&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem alimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;as mesmas cha&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;gas &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de seu corpo maltratado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;as mesmas lágrimas &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o mesmo sofrimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;a mesma angústia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do não compreender&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;br /&gt;quero ser um homem do povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver por um dia as estatísticas &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;dos levantamentos do Partido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugir por um momento &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao jargão&lt;br /&gt;ao palavreado &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e chegar ao real.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quero uma mente rústica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que até mesmo creia em Deus &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;e outras divindades. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero um corpo dolorido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;e um olhar sem  luz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;perdido languidamente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no imcompreensível.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero vender meus braços &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;sufocar minha voz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;amordarçar-me &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;crucificar-me todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;serei um homem do povo &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;porque necessito&lt;br /&gt;mais do que os dados minuciosos &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;mais do que a ciência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Busco o sofrimento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;naquele que sofre&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;para amá-lo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;acima dos pronunciamentos políticos &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;para que nasça em meu peito&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;o ódio incontrolável&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que dê força às minhas mãos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e torne certeiro os meus golpes!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-style: italic;" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TU69KNf-G_I/AAAAAAAABuo/AhgGxGef3So/s1600/MD_292.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 189px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TU69KNf-G_I/AAAAAAAABuo/AhgGxGef3So/s320/MD_292.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570597772223978482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procuro o homem do povo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;porque recuso &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;a mistificação revolucionária&lt;br /&gt;dos gabinetes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque necessito &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;paixão em minha luta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;entusiasmo em minha voz &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;firmeza em meus passos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;amor ao meu povo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e fé na sua história.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8480961420409046526?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8480961420409046526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8480961420409046526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8480961420409046526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8480961420409046526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/02/procura-da-verdadeira-face-da.html' title='À procura da verdadeira face da transformação social'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TU686AVrtwI/AAAAAAAABug/7I4h0llT-gM/s72-c/poeta-militante.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-775199430652553778</id><published>2011-01-25T09:32:00.001-08:00</published><updated>2011-05-23T08:07:36.579-07:00</updated><title type='text'>Por que os supostos críticos não vão às vias de fato?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TT9I9ZbXr2I/AAAAAAAABt0/mBidrBo2gJQ/s1600/bialdeolho.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TT9I9ZbXr2I/AAAAAAAABt0/mBidrBo2gJQ/s320/bialdeolho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566247884088127330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entra ano, sai ano, mas a sensação é de que pouca coisa muda; sobretudo, em se tratando das tímidas críticas endereçadas aos principais  grupos de  comunicação brasileiros. Para piorar, em geral, os discursos contrários à chamada "grande mídia", tornam-se ainda mais perigosos que a manipulação comercial, tamanha a indignação elitista  e preconceituosa que, por vezes, costumam evocar. Em 2011 não tem sido diferente. Todos os brasileiros conhecem a "novidade" pré-fabricada anualmente pela indústria cultural através da Rede Globo: em janeiro, o tal &lt;i&gt;Big Brother Brasil &lt;/i&gt;(BBB), entra no ar, mais uma vez, em busca da audiência. Trata-se da principal mercadoria simbólica produzida nesse início de temporada pelo maior conglomerado de comunicação da América Latina, a Rede Globo. No entanto, para não correr o risco de perder a atenção do público, quando a emissora da família Marinho não está transmitindo o &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt;, trata de encharcar os noticiários com atualizações frenéticas sobre a contabilidade das mortes ocasionadas "pelas chuvas" em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Para os déspotas da comunicação dominante, trata-se de uma ótima estratégia visando a manutenção de um público cativo, ou melhor, do lucro, pois está se combinando futilidade, preconceito, sofrimento e oposição ao governo de turno, tudo em uma só receita. Não que o governo não mereça críticas e deva ser isento da sua responsabilidade administrativa, muito pelo contrário. Contudo, a forma como as análises estão sendo feitas beira a falta de imaginação. Em contrapartida, recentemente o blogueiro Luis Nassif publicou uma matéria no seu &lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dinheiro-das-enchentes-foi-para-fundacao-roberto-marinho"&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;portal &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;denunciando que a verba destinada à prevenção das tragédias no Rio de Janeiro teria sido negociada entre o governador do estado, Sérgio Cabral, e as Organizações Globo, a qual  teria recebido &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;R$ 24 milhões&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; através da Fundação Roberto Marinho, supostamente desviados do Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente (FECAM), em outubro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o conceito de "indústria criativa", arduamente defendido pelo governo britânico, no final da década de 1990, como forma de superar a crítica dos teóricos de Frankfurt, mostra-se falho justamente quando entra em jogo a materialidade das produções simbólicas em países como o Brasil. Como era de se esperar, a cara de pau pode ter reinado na indignação de âncoras, repórteres e comentaristas da emissora global ao tratar do tema das enchentes. Sabe-se que estas mortes estão atreladas muito mais à falta de planejamento e políticas públicas, visando o remanejo das famílias residentes em locais de risco, do que, propriamente, aos índices pluviométricos, no entanto, não bastasse a má qualidade da informação transmitida, claramente ideologizada em favor dos pressupostos político-militares que alavancaram as Organizações Globo à liderança no mercado televisivo nacional, aparecem, todos os dias, outras análises, as quais advém de um suposto pensamento de esquerda, que, na prática, se revela defensor da "alta cultura", "da moral" e "dos bons costumes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A baixa qualidade da produção televisiva nos canais brasileiros não é bem uma novidade. Portanto, chega a ser irritante a quantidade de e-mails falando sobre o assunto e pedindo para que todos exaltem &lt;i style="font-style: italic;"&gt;"os verdadeiros heróis da nação em detrimento de personagens criados pela mídia hegemônica através dos reality shows&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, os quais são idolatrados&lt;/span&gt;&lt;i&gt; nas lentes do televisor". &lt;/i&gt;Tais críticos, vão ainda mais longe, pedem para que os telespectadores, ou seja, os trabalhadores, chamados indistintamente de alienados quando os convêm, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"libertem-se deste mal e desliguem a televisão"! &lt;/span&gt;Esse discurso maniqueísta e demasiadamente pedante não contribuí em nada para o verdadeiro debate a ser feito. As produções simbólicas da mídia comercial são elaboradas para vender e, se for realizado um juízo de valor, pode-se dizer realmente que programas como esses são desprezíveis, mas e daí? Será que alguém acredita ser possível boicotar a Rede Globo promovendo a queda de sua audiência via proliferação de e-mails ou através de campanhas pseudo-politizadas em redes sociais? Além de soar como um culto pós-moderno ao hipotético potencial revolucionário da internet, diga-se de passagem altamente questionável, tal medida parece desviar o verdadeiro foco da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, por que o Governo Lula não quis entrar, de fato, no debate do controle social da mídia e desafiar a Rede Globo durante os últimos oito anos? Por que não investiu na comunicação pública e, pior do que isso, colocou nos cargos diretivos da EBC ex-funcionários da Rede Globo como Tereza Cruvinel e Helena Chagas, sem nenhum passado na radiodifusão pública ou comunitária? Por que nomeou apadrinhados políticos da emissora para o Ministério das Comunicações, entregando a pasta para o PDT e o PMDB, entre eles o ex-repórter da Globo e ex-correspondente do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voice of América&lt;/span&gt;, Hélio Costa? Por que a Conferência Nacional de Comunicação levou sete anos para ser convocada?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Por fim, por que o atual governo vem dando ares de que a discussão sobre a regulamentação das comunicações no país passa, primeiramente, pelas novas mídias digitais e a internet, quando se sabe que a tecnologia apenas aprofunda o cenário de concentração dos meios de comunicação - existente hoje, em grande escala, na radiodifusão - para um ambiente virtual, onde, mais uma vez, o que está em jogo não é a emancipação digital, mas, tão somente, a inclusão?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Enquanto a lógica liberal reinar nos espaços de gestão da mídia brasileira muito pouco se poderá avançar para a verdadeira democratização da comunicação no Brasil. Promover o acesso à informação, vide o plano de banda larga do governo federal, não rompe com a dependência tecnológica e, muito menos, prepara as populações em vulnerabilidade social para enfrentar a manipulação dos grandes conglomerados de mídia. Em outras palavras, o que pressupõe mudanças significativas na relação da audiência com os novos instrumentos de comunicação é a escolha entre fazer&lt;i&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;download &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;(baixar arquivos)&lt;i&gt; &lt;/i&gt;ou &lt;i style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;upload&lt;/i&gt; (subir arquivos) e não apenas a possibilidade de acessar as informações sobre a previsão do tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-775199430652553778?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/775199430652553778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=775199430652553778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/775199430652553778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/775199430652553778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/01/por-que-os-supostos-criticos-nao-vao-as.html' title='Por que os supostos críticos não vão às vias de fato?'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TT9I9ZbXr2I/AAAAAAAABt0/mBidrBo2gJQ/s72-c/bialdeolho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2448517009758288193</id><published>2011-01-09T06:27:00.000-08:00</published><updated>2011-06-05T07:36:34.733-07:00</updated><title type='text'>Fabricando heróis e bandidos na sociedade da informação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnHk56FZPI/AAAAAAAABtM/X0u8abh9Z1E/s1600/TIME.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnHk56FZPI/AAAAAAAABtM/X0u8abh9Z1E/s320/TIME.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560194651799250162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Passado o réveillon, ou, como diriam os franceses, réveiller – termo utilizado para avisar a chegada de um novo ano, deixando para trás as intempéries do anterior –, ficam os famosos "balanços". Para não fugir à regra, no mesmo período as revistas de circulação mundial, como a norte-americana Time, elegem as chamadas "personalidades do ano". Na carona desta avaliação "inequívoca", grupos de comunicação de todo o mundo, afinados com a linha editorial de uma das principais publicações estadunidenses, reproduzem a novidade e contribuem para fazer emergir um discurso único sobre quem são as mais destacadas celebridades do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova disso é a postura adotada pelas grandes redes de televisão do Brasil, cujas ligações, em termos de compromissos, responsabilidades e interesses, são bem conhecidas, como atestam a história e, no cotidiano, os televisores espalhados por todo o país. Tão logo a Time divulgou a escolha de Mark Zuckerberg, percursor do rentável Facebook, como "personalidade do ano", os noticiários das emissoras brasileiras já trataram de multiplicar a informação. Assim, um aspecto importante do fato não foi evidenciado, já que o voto dos internautas teve outro veredicto, consagrando o criador do site WikiLeaks, Julian Assange, como o grande nome de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha por Zuckerberg é fruto de um posicionamento mercadológico, condizente com a dialética da sociedade da informação. Amparados nas premissas da burguesia liberal francesa de 1789, que exaltava os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, os apologistas tecnológicos da grande mídia de hoje enxergam nas redes sociais espaços de materialidade do progresso tecnológico, esquecendo-se de citar os conflitos inerentes a esse processo. Demonstrando a incoerência da sua linha editorial, supostamente baseada em um jornalismo "democrático e interativo", a Time concedeu a Assange o título de "pessoa (não grata) do ano". Na web, em sentido contrário, os leitores do semanário depositaram mais de 380 mil votos para o fundador do site de denúncias WikiLeaks, elegendo-o como o nome de maior destaque neste primeiro decênio do século 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio lucrativo das mídias digitais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mark Zuckerberg é norte-americano, tem 26 anos, graduou-se em programação de computadores em Harvard e tem uma carreira promissora pela frente. Ficou conhecido por fundar a maior rede social do mundo, com 500 milhões de usuários. No entanto, carrega nas costas o peso de pelo menos duas ações judiciais que colocam em xeque todo o brilhantismo a ele concedido nestes seis anos de existência do Facebook. O australiano Julian Assange tem 39 anos e é um aficionado por programação de computadores desde criança. Estudou matemática e física, passando por diversas escolas e universidades do seu país de origem, mas em sua formação prevalece uma cultura autodidata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assange atende pela alcunha de hacker, termo ainda pouco esclarecido no Brasil, usado para designar ativistas da internet com capacitação técnica em burlar códigos criptografados de sistemas de informação computadorizada. No entanto, esta atividade é realizada sem danificar máquinas ou alterar dados contidos nos computadores – conduzida assim, no mais das vezes, para confrontar invasores maldosos. Trata-se, portanto, de uma ação preventiva, comumente confundida com a obra dos chamados crackers, os quais quebram sistemas de segurança com o objetivo oposto, ou seja, cometer atos delituosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme os noticiários de todo o mundo têm publicado, o criador do WikiLeaks fez muitos inimigos ao longo de sua trajetória. No entanto, manteve-se firme no ideal de utilizar a internet como espaço de denúncia dos crimes cometidos pelos governos de turno. Abriu espaço para que pessoas comuns pudessem divulgar vídeos, imagens e textos na web, atestando contra os mais variados casos de abuso do poder. Em função disso, Assange sofre uma campanha de difamação, promovida sobretudo pelo governo norte-americano, delatado em cerca de 250 mil documentos diplomáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contramão desta guerrilha cibernética, estão as redes sociais, ambientes destinados na maior parte das vezes à simples troca de conteúdos e ampliação de circuitos para contatos e negócios. Diante disso, Zuckerberg aparece como a versão idealizada do empreendedor bem-sucedido da sociedade da informação. É reverenciado por desenvolver um sistema capaz de aproximar pessoas de todo o mundo, diminuindo não só as distâncias geográficas, mas abrindo as brechas necessárias para colocar em prática novos instrumentos e recursos tecnológicos, fomentando o lucrativo comércio das mídias digitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Protagonismo dos visionários&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário de absoluto desprezo pela ação militante da cibercultura, Assange é visto como excêntrico e inimigo da democracia burguesa. Descrito como altamente perigoso, o hacker coloca em prática os preceitos básicos do verdadeiro jornalismo. Nesse ínterim, acaba sendo acusado de "crimes sexuais" para ser desmoralizado e, após pagar a fiança, é libertado de seu cativeiro político proclamando que irá acelerar a divulgação de documentos secretos, os quais não deixaram de ser publicados em função de sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora esteja respondendo judicialmente a uma série de acusações, Zuckerberg em momento algum é colocado no banco dos réus pela mídia capitalista, como feito com Assange. Mas deveria, pois os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss acusam-no de roubar a ideia de criação do Facebook, colocando em discussão a problemática dos direitos autorais. Em um primeiro processo, movido em 2008, a dupla, que se diz injustiçada por Zuckerberg, recebeu US$ 65 milhões de indenização. Com a primeira vitória, os advogados alegam que a quantia não é suficiente e ingressaram outra vez na Justiça no início de dezembro passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os problemas do garoto-prodígio de Harvard não param por aí. Ele mantém ainda como desafeto o brasileiro Eduardo Saverin, que participou da criação do site de relacionamentos como diretor financeiro e acabou processado por cobrar sua fatia do bolo, sob a alegação de "estar interferindo nos negócios da empresa". Saverin foi o responsável pelo investimento inicial de US$ 1 mil, dando o pontapé inicial na operacionalização do Facebook. Ele era amigo íntimo de Zuckerberg, mas quando o interesse econômico se sobrepôs, o afeto acabou sendo posto de lado, restando também ao brasileiro processar seu antigo sócio, o que lhe rendeu 5% de ganhos na empresa e uma quantia suficiente para viver como milionário. Tudo isso é retratado no filme A Rede Social, dirigido por David Fincher, que conta a história de criação do site de relacionamentos mais popular do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta ao público e ao júri popular que nomeou Assange, e não Zuckerberg, como personalidade do ano, questionar a técnica nociva com que a informação é transmitida pelo país de origem e reproduzida pelos demais grupos de mídia de plantão, a contragosto da opinião reinante na internet. Não há mais espaço para a falta de posicionamento crítico sobre as novas práticas de militância e ativismo político, que abundam hoje em dia nos meios virtuais. Contrapor-se à lógica valorativa da sociedade da informação, a qual premia as redes sociais e condena os movimentos de denúncia em ambiente colaborativo, é atualizar as táticas de ciberguerrilha e promover a defesa do interesse público em detrimento do nefasto consenso do silêncio proposto pelo mercado. O discurso retórico do potencial revolucionário da internet resume-se à propalada liberdade, a qual, na prática, evoca a mera participação, ou ainda, o consumo, afastando cada vez mais o protagonismo dos verdadeiros visionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Originalmente publicado em: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=623JDB005"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2448517009758288193?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2448517009758288193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2448517009758288193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2448517009758288193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2448517009758288193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2011/01/fabricando-herois-e-bandidos-na.html' title='Fabricando heróis e bandidos na sociedade da informação'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnHk56FZPI/AAAAAAAABtM/X0u8abh9Z1E/s72-c/TIME.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8270882208641490745</id><published>2010-11-27T07:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T07:15:59.935-08:00</updated><title type='text'>5º Seminário de Pesquisa CEPOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEgGfOkqAI/AAAAAAAABs4/Jdpipdx3Kfw/s1600/Flyer%252BJPEG.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 305px; height: 420px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEgGfOkqAI/AAAAAAAABs4/Jdpipdx3Kfw/s320/Flyer%252BJPEG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544247912103716866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;Programação:&lt;/b&gt;08:30 – Abertura&lt;br /&gt;Autoridades acadêmicas (internas e externas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09:00 – Mesa 1: Digitalização e desenvolvimento&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. Valério Cruz Brittos (UNISINOS)&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. César Bolaño (UFS)&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. Martín Becerra (UNQ) – Argentina&lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. Inácio Neutzling (UNISINOS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10:45 – Exposição de livros do grupo (intervalo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Mesa 2: Inovação e movimentos&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. Sérgio Augusto Soares Mattos (UFRB)&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dra. Maria Trinidad Garcia Leiva (UC3M – Espanha)&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Ms. Luciano Correia dos Santos (UFS)&lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. César Steffen (FTEC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12:30 – Almoço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:00 – Mesa 3: Estratégias e conteúdos&lt;br /&gt;Expositora: Profa. Dra. Sandra Reimão (USP)&lt;br /&gt;Expositor: Ms. Andres Kalikoske (UNISINOS)&lt;br /&gt;Expositor: Msto. Denis Gerson Simões (UNISINOS)&lt;br /&gt;Expositora: Msta. Rafaela Barbosa (UNISINOS)&lt;br /&gt;Mediador: Prof. Dr. Sérgio Endler (UNISINOS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:45 – Mesa 4. Audiovisual e cidadania&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. Roberto Ramos (PUCRS)&lt;br /&gt;Expositora: Profa. Dra. Jacqueline Dourado (UFPI)&lt;br /&gt;Expositora: Ms. Carine Felkl Prevedello (UFSM)&lt;br /&gt;Expositoras: Ms. Ana Maria de Oliveira (UNISINOS); Ms. Maíra Bittencourt (UNISINOS)&lt;br /&gt;Mediadora: Profa. Suzana Kilpp (UNISINOS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:30 – Exposição de teses, dissertações e monografias do grupo (intervalo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:45 – Mesa 5. Sociedade e alternativas&lt;br /&gt;Expositor: Prof. Dr. João Miguel (UEM – Moçambique)&lt;br /&gt;Expositores: Prof. Dr. Bruno Lima Rocha Beaklini (UNISINOS); Ms. Rodrigo Jacobus (UFRGS); Rafael Cavalcanti Barreto (FITS)&lt;br /&gt;Expositoras: Profa. Dra. Nadia Helena Schneider (Sec. Municipal de  Educação Dois Irmãos); Profa. Ms. Paola Madeira Nazário (UNISINOS)&lt;br /&gt;Expositor: Msto. Eduardo Menezes (UNISINOS)&lt;br /&gt;Mediadora: Profa. Dra. Paula Puhl (FEEVALE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:15 – Encerramento (avaliação e planejamento)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Valério Cruz Brittos (UNISINOS)&lt;br /&gt;Prof. Dr. Martín Becerra (UNQ)&lt;br /&gt;Todos os participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações: Clique &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;" href="http://www.unisinos.br/eventos/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=52&amp;amp;Itemid=116&amp;amp;modulo=verCurso&amp;amp;class_nbr=6633&amp;amp;strm=0585&amp;amp;tipo=NAO&amp;amp;aba=1"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8270882208641490745?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8270882208641490745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8270882208641490745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8270882208641490745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8270882208641490745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/11/programa-0830-abertura-autoridades.html' title='5º Seminário de Pesquisa CEPOS'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEgGfOkqAI/AAAAAAAABs4/Jdpipdx3Kfw/s72-c/Flyer%252BJPEG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2316191551479054020</id><published>2010-11-27T06:15:00.000-08:00</published><updated>2011-06-22T08:52:04.353-07:00</updated><title type='text'>Escândalos políticos e barrigadas no processo eleitoral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEfbz5QyDI/AAAAAAAABsw/QnScNzUdiNo/s1600/301010serra-dilma.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEfbz5QyDI/AAAAAAAABsw/QnScNzUdiNo/s320/301010serra-dilma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5544247178917103666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último dia 31 de outubro, teve fim mais um processo eleitoral no Brasil. A candidata petista, Dilma Rousseff, saiu vitoriosa não apenas nas urnas, mas também na sua relação com os meios de comunicação. Desde a redemocratização do país, em 1985, quando José Sarney assumiu a presidência da República e acabou o regime militar, percebe-se, mesmo com toda dificuldade imposta pela mídia, um amadurecimento da sociedade em períodos decisivos para os rumos nacionais. Ao mesmo tempo, momentos fundamentais para a vida política brasileira – como os anteriores às eleições, incluindo as definições internas de cada partido – são conformados longe dos olhos da maior parte dos eleitores e, para piorar, encobertos pelas lentes distorcidas dos grupos de comunicação hegemônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta observar quais pautas estiveram em destaque nos canais de TV durante os dois meses e meio de campanha, como tais temáticas foram abordadas e, além disso, quem foram os protagonistas destes fatos, para perceber que, a disputa de 2010, se deu bem ao gosto dos canais comerciais, com factoides para todos os lados. As reportagens cômicas do Jornal Nacional (JN), ao fim favoráveis ao candidato tucano, José Serra, e as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Portal Terra, em repúdio a alguns órgãos de imprensa, contrastando com sua postura nos oito anos de governo, estão, ao menos, obrigando os meios de comunicação a assumir que têm lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quebra de sigilo e tráfico de influência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A investida do PSDB para desqualificar sua principal adversária contou com a acusação à petistas pela quebra do sigilo fiscal da filha do candidato peessedebista, Verônica Serra. Uma manobra arriscada que rendeu acusações de ambos os lados, repercutiu no segundo turno e esquentou mais os ânimos entre os partidos. Na busca por alcançar a candidatura do PT, os tucanos miraram com força em Erenice Guerra, então ministra-chefe da Casa Civil. Antes de assumir esse cargo, ela atuava como secretária-executiva de Dilma, porém, após a acusação de tráfico de influência na Casa Civil, teve de ser afastada e execrada pelo governo. Os veículos de comunicação aliados à candidatura de Serra não fizeram nenhum esforço para demonstrar a propalada imparcialidade durante a cobertura dos fatos e, tão logo os ânimos se acirraram, o jornal Estado de S. Paulo, por exemplo, assumiu em editorial apoio inequívoco ao candidato do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As agressões pessoais e as denúncias de irregularidades, envolvendo nomes próximos aos dois candidatos que despontaram para o segundo turno, passaram a ocupar o espaço das discussões, sobrepondo-se ao debate dos projetos políticos para o país. Ao invés de propostas, petistas e tucanos apresentaram suas imagens, tentando descolá-las de qualquer indício de participação nos casos investigados pela Justiça. O rebaixamento do discurso foi ruim para os dois lados, mas revelou-se ainda pior para a credibilidade da política nacional, pois o processo democrático acabou arranhado, mais uma vez, em função do debate egocêntrico dos candidatos e da cobertura cenográfica da mídia. É a política sem política, numa reconstrução pós-moderna dos processos de fixação dos rumos públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inversões e lavagem de dinheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os tucanos não queriam aconteceu. Após as denúncias da quebra de sigilo de Verônica Serra, as investigações da Polícia Federal (PF) intensificaram-se e descobriu-se que a ação poderia fazer parte de uma guerra interna do PSDB. O jornalista Amaury Ribeiro Júnior ganhou destaque na mídia e garantiu à PF que agia em nome do jornal Estado de Minas, o qual, supostamente, estaria defendendo o nome de Aécio Neves nas prévias tucanas, como candidato à presidência. Conforme o próprio jornalista, sua atuação opunha-se ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), o qual, a mando de Serra, faria o mesmo contra Aécio para assegurar a vitória de seu aliado numa possível disputa interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exatos 11 dias antes da votação decisiva para o pleito presidencial, um despachante chamado Dirceu Garcia concedeu entrevista exclusiva ao repórter César Tralli, da TV Globo, confirmando que havia recebido dinheiro para intermediar todo o esquema. A reportagem tentou levantar suspeitas de que a quebra de sigilo estaria ligada à candidatura petista e não falou sobre o relatório Caribe, anexado ao inquérito da PF. A apuração feita por Ribeiro Júnior sobre a Operação Caribe deve render um livro chamado Os porões da privataria, no qual ele denuncia supostos crimes de lavagem de dinheiro e esquemas ilegais de financiamento durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em meio aos escândalos, o trivial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reportagens descontextualizadas acabam sendo de difícil compreensão e, até mesmo, pouco atraentes, para a média da população. Sendo assim, o JN investiu em outra matéria, também no dia 20 de outubro, fazendo referência a uma suposta agressão de militantes petistas ao candidato tucano. O episódio teve grande repercussão, contudo, não foi a esperada pela produção do telejornal. A entrevista com o médico Jacob Kligerman, falando sobre a necessidade de realizar uma tomografia em Serra, após ele ser atingido por um objeto, o qual, no dia seguinte, seria identificado pelo perito Ricardo Molina como um rolo de fita crepe, deu tons de comédia ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim os canais de televisão enfeitaram os últimos dias da campanha. O escárnio feito com a inteligência do público pode ter contribuído para afetar a relação entre maioria dos telespectadores, mídia hegemônica e resultado eleitoral. Os programas de transferência direta de renda do governo Lula e as ações que provocaram o atual surto de desenvolvimento do país (com uma enorme expansão da classe média) são motivadores mais fortes no processo eleitoral do que um conjunto de acusações mal explicadas. Na verdade, os avanços na área social asseguraram uma melhora de vida considerável na maior parte da população brasileira, apesar das críticas passíveis de serem feitas, e isso não pode ser negociado no nível das agressões editadas ou, ainda, das liberdades midiáticas pouco discutidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Originalmente publicado em:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=617FDS011"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2316191551479054020?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2316191551479054020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2316191551479054020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2316191551479054020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2316191551479054020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/11/escandalos-politicos-e-barrigadas-no.html' title='Escândalos políticos e barrigadas no processo eleitoral'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TPEfbz5QyDI/AAAAAAAABsw/QnScNzUdiNo/s72-c/301010serra-dilma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4535324926546778708</id><published>2010-11-19T15:23:00.000-08:00</published><updated>2011-06-22T08:52:44.972-07:00</updated><title type='text'>Cepos Debates chega a Pelotas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcJUkNic4I/AAAAAAAABsI/e3hthn6lJm4/s1600/CeposDebate%2B-%2BMIDIA%2Be%2BPOLITICA.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 207px; height: 294px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcJUkNic4I/AAAAAAAABsI/e3hthn6lJm4/s320/CeposDebate%2B-%2BMIDIA%2Be%2BPOLITICA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541408115425178498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atividade reuniu militantes de movimentos sociais e contou com o apoio da Rádiocom 104.5 FM e do Sindicato dos Bancários de Pelotas e Região&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (Cepos) marcou presença em Pelotas no último sábado do mês de outubro, dia 30, véspera do segundo turno das eleições. O encontro ocorreu no Sindicato dos Bancários de Pelotas, tendo um bom quórum de participantes. A data não poderia ser mais propícia para o debate, pois a idéia do seminário era discutir a relação que se estabelece entre os donos da mídia e as forças políticas que atuam na sociedade nos dias de hoje. A proximidade com o pleito presidencial acabou rendendo boas análises de como estava ocorrendo a midiatização do processo eleitoral. Em clima de camaradagem e conversa franca, como é de praxe nos encontros promovidos pelo Cepos, todos puderam participar do debate, havendo espaço garantido para o contraditório, como pressupõe um bom embate de idéias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Co&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcKmBfn6mI/AAAAAAAABsg/MyR_K_wej98/s1600/debate.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 283px; height: 193px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcKmBfn6mI/AAAAAAAABsg/MyR_K_wej98/s320/debate.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541409514855066210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;municação (PPGCOM) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), o grupo Cepos conta hoje com um total de 18 membros fixos, tendo como coordenador o professor Valério Cruz Brittos. Os encontros chamados de “Cepos Debates” ocorrem de forma descentralizada nas mais diversas regiões do Brasil, sobretudo nos lugares por onde transitam seus componentes. Alinhado a perspectiva da Escola de Frankfurt e tomando como um dos principais referenciais teóricos a Teoria Crítica, realizam-se discussões dentro e fora do ambiente acadêmico para ajudar a refletir, de forma sistemática, sobre o atual cenário das indústrias culturais e das políticas de comunicação no Brasil e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Pelotas, os professores da Unisinos Valério Brittos e Bruno Lima Rocha, e o &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcLiz_5l9I/AAAAAAAABso/PDwq5TDBiY4/s1600/Professores.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 284px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcLiz_5l9I/AAAAAAAABso/PDwq5TDBiY4/s320/Professores.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541410559204366290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;jornalista, Rodrigo Jacobus, utilizaram os estudos da Economia Política da Comunicação (EPC) como método de abordagem para pensar o direito à comunicação no Brasil. Brittos fez questão de enfatizar a importância de colocar teoria e prática para andarem lado a lado, “é preciso ultrapassar os limites institucionais e dialogar abertamente com os movimentos populares, pois o compromisso das pesquisas científicas é, sobretudo, um compromisso com a comunidade”, disse. Não só ele, como todos os pesquisadores presentes, ressaltaram a importância de deixar de lado as formalidades científicas e as titulações acadêmicas para, assim, permitir uma troca de conhecimento honesta. Segundo Rocha, “trata-se de um processo de construção mútua, cuja finalidade, principal, consiste na autonomia dos movimentos sociais ao desfraldarem, pela via direta, suas bandeiras de luta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Na foto acima estão sentados da esquerda para a direita: Bruno Lima Rocha (Unisinos), Valério Brittos (Unisinos), Rodrigo Jacobus (UFRGS) e José Luiz Moraes (RádioCom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fotos com os companheiros que ficaram até o final do evento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcKLbF02sI/AAAAAAAABsY/PdXIMuiYBsE/s1600/pessaol%2Bgente%2Bboa%2B.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 318px; height: 190px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcKLbF02sI/AAAAAAAABsY/PdXIMuiYBsE/s320/pessaol%2Bgente%2Bboa%2B.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541409057869716162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcIsJFTweI/AAAAAAAABsA/EvzXlRy-pF4/s1600/turminha%2B.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 318px; height: 191px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcIsJFTweI/AAAAAAAABsA/EvzXlRy-pF4/s320/turminha%2B.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541407420948136418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcIsJFTweI/AAAAAAAABsA/EvzXlRy-pF4/s1600/turminha%2B.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Créditos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Banner do evento: criação de Andres Kalikoske&lt;br /&gt;Fotos no corpo do texto: Carlos Alberto Brito Alves&lt;br /&gt;Fotos de todo o grupo: Daniel Hammes (foto alinhada à esquerda), Eduardo Menezes ( foto alinhada à direita).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4535324926546778708?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4535324926546778708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4535324926546778708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4535324926546778708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4535324926546778708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/11/cepos-debates-chega-pelotas.html' title='Cepos Debates chega a Pelotas'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TOcJUkNic4I/AAAAAAAABsI/e3hthn6lJm4/s72-c/CeposDebate%2B-%2BMIDIA%2Be%2BPOLITICA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3276146810112522266</id><published>2010-10-21T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T07:15:03.686-07:00</updated><title type='text'>Jogue uma bolinha de papel na televisão e lacre a saída de áudio com fita crepe!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TMD_7jj3N2I/AAAAAAAABr4/Olxcc9YelS0/s1600/serra33.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TMD_7jj3N2I/AAAAAAAABr4/Olxcc9YelS0/s320/serra33.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530701741033994082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Jornal do Serra, digo, o Jornal Nacional (JN), veiculou uma reportagem ridícula nesta quinta-feira (21), digna de fazer crer que, além de um "papelão", o candidato tucano também estaria fazendo "fita". Alguém já ouviu falar de outra pessoa que precisou realizar uma tomografia por causa de um rolo de fita crepe lançado em sua cabeça?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Certamente a dor do tucano é outra. Ele não consegue crescer nas pesquisas, sua popularidade é infinitamente menor que a do atual presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e, para piorar, sua mudança paradigmática de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zé caô &lt;/span&gt;para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zé do bem&lt;/span&gt;, só fez ele despencar na preferência do eleitorado, chegando cada vez mais perto de se tornar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zé ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos francos, o JN já foi melhor em suas investidas sensacionalistas.  Em defesa de seu candidato esquálido, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;casal modelo, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;da mídia escrota&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;está ajudando a transformar qualquer resquício de democracia neste país em piada. Essas bizarrices, não vejo expressão melhor para definir tamanha falta de credibilidade com que estão pautando a política nacional, só faz a dita "grande mídia" conseguir mais adeptos para a campanha do "quanto pior melhor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vira drama nas lentes das câmeras globais sedentas por um caso maniqueísta. É a trama perfeita para um dramalhão, e disso, não tem como discordar, a Globo entende bem. Acontece que ninguém  mais acha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fantástico &lt;/span&gt;o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jornal Nacional &lt;/span&gt;promover o maior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ti-ti-ti&lt;/span&gt; para defender uma caricatura da velha política nacional. Que tanto medo a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rede pró-Golpe de 1964&lt;/span&gt; tem de mais um governo petista? Se não sofreram nenhum arranhão em sua hegemonia nestes oito anos, por que sofreriam agora? Isso tudo é ódio de classe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão com medo das proposições aprovadas na Confecom? Da regulamentação dos meios de comunicação? A idéia de um controle social da mídia  os assusta? Não basta os ministros  das Comunicações que passaram pelo Governo Lula serem, todos eles, de uma forma ou de outra, identificados com a Globo e com as forças políticas responsáveis pelo golpe militar no Brasil? O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plim plim&lt;/span&gt; está ficando cada vez mais receoso de piscar para o público. Este, agora começa a agir como se despertasse de uma hipnose, na qual, esteve imerso 45 anos. Que curioso, o mesmo número do candidato da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não dá mais para dizer que "a gente" se vê por aqui, pois, lá e cá, ou, em qualquer lugar, o que se vê é o império da família Marinho começar a ruir. Não estou sendo otimista demais não. Quando se deixa de eleger o seu candidato, mesmo não existindo uma oposição verdadeiramente determinada em acabar com a sua "festinha", leia-se retirar a concessão pública  do canal por estar sendo mal utilizada, percebe-se uma pequena rachadura na base de sustentação dessa hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo e dinheiro para manusear as forças responsáveis pelo conserto desta estrutura os globais têm, no entanto, parece estar começando a lhes faltar o que  Roberto Marinho tinha de sobra, ou seja, influência e adaptação à política de turno. As relações de poder, nestes tempos em que um ex-líder sindical é o homem mais importante do país, confrontam-se diretamente com os símbolos do passado. Nesse contexto, os ex-exilados intelectuais e hipocondríacos, metidos a querer gerenciar os programas assistencialistas, não passam de genéricos prolixos com crise de identidade e em fase de extinção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3276146810112522266?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3276146810112522266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3276146810112522266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3276146810112522266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3276146810112522266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/10/jogue-uma-bolinha-de-papel-na-televisao.html' title='Jogue uma bolinha de papel na televisão e lacre a saída de áudio com fita crepe!'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TMD_7jj3N2I/AAAAAAAABr4/Olxcc9YelS0/s72-c/serra33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3347487565658880522</id><published>2010-10-14T17:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T17:43:13.345-07:00</updated><title type='text'>A liberdade do capital e a escravidão simbólica</title><content type='html'>Entre o final de semana passado e o início desta semana passou a circular  na internet  um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vídeo &lt;/span&gt;divulgando a criação da "nova abertura" da série &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Simpsons&lt;/span&gt;, de autoria do grafiteiro Banksy. Na última segunda-feira, 11 de outubro, a  emissora pública do Estado britânico, British Broadcasting Corporation (BBC), publicou uma matéria falando sobre o assunto e salientou: "a  ideia teria sido inspirada em supostas notícias de que os produtores  da  série terceirizariam a maior parte do trabalho para uma empresa na   Coreia do Sul".&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Embora o caso seja revoltante, a julgar apenas por essas informações, tal  situação não deixa  de ser apenas curiosa, pois, não espanta muito o fato da FOX, emissora de televisão norte-americana  ligada à News Corporation, de Rupert Murdoch, estar explorando mão de  obra barata para vender suas produções midiáticas e fortalecer um dos  maiores conglomerados de mídia da Europa. Talvez só obrigando-me a fazer referência a outro célebre ditador midiático, dono do Mediaset, o qual também atua nesse continente, o magnata e neo-fascista italiano, Silvio Berlusconi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i2.ytimg.com/vi/Ej6GlLEiNJg/hqdefault.jpg&amp;quot;); font-weight: bold;" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ej6GlLEiNJg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ej6GlLEiNJg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Vídeo de Banksy com a "nova abertura" de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Os Simpsons&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A série estadunidense, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Simpsons,&lt;/span&gt; foi criada pelo cartunista Matt Groening  e desenvolvida especialmente para a FOX, tendo como principal intúito satirizar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;american way of life&lt;/span&gt; e entreter um público abrangente, já que recebe dublagens para o espanhol e português e circula, através dos seviços de TV por assinatura, para os mais variados lugares do globo terrestre. A crítica dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Simpsons &lt;/span&gt;à classe média norte-americana é válida, mas, ainda mais importante, é questionar como são elaboradas e executadas estas produções hollywoodianas e quais os intresses econômicos e políticos que estão por trás dos bens simbólicos oriundos da indústria cultural.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A forma como Murdoch e Berlusconi conseguem coagir qualquer suspiro de orientação regulatória em seus países é um alerta para a importância de se pensar em modelos de regulação pública, os quais, necessariamente, não podem estar vinculados ao controle excessivo do Estado, mas devem ser suficientemente capazes de interferir na livre atuação desses agentes, evitando que ocorram os mais absurdos e incontestáveis abusos de poder por meio do uso dos media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Murdoch e Berlusconi &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato que ilustra bem essa preocupação é a ingerência que Murdoch estabeleceu ao longo dos anos, na Inglaterra, sobre os partidos conservador e trabalhista. Sabendo da força e da influência do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sun&lt;/span&gt;, nenhum grupo partidário ousou medir forças com o todo poderoso proprietário desta publicação. Foi, inclusive, nesta mesma direção, que o Governo Thatcher resolveu não se meter na aquisição da British Satellite Broadcasting pela Sky, empresa que já pertencia ao grupo Murdoch, originando, a partir desta fusão, a British Sky Broadcasting (BSkyB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse mesmo espaço de atuação, livre das amarras governamentais, que o primeiro-ministro italiano,  Silvio Berlusconi, valendo-se das brechas existentes no sistema regulatório italiano, impede a criação de emissoras de televisão comerciais de cunho nacional e, ao mesmo tempo, mantém o controle de três redes privadas de televisão. Além disso, sabe-se que o déspota possui influência também sobre o canal público de televisão RAI, pois tratou de nomear pessoas próximas a ele para atuar em cargos diretivos dentro da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os heróis e semi-deuses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre essa lógica perversa que se constroem os personagens animados. Depois, estas  figuras passam a ocupar as prateleiras das lojas e supermercados tornando-se heróis, ou, em alguns casos, semi-deuses. A indústria da mídia não deixa os "consumidores" saberem de onde vem o produto, qual o contexto em que foram produzidos e com que intenções foram esteriotipados. Essa reflexão é pessoal e deve ser feita por cada um da maneira que melhor lhe convir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLfDRnEBHYI/AAAAAAAABrw/iGEUARtgyZg/s1600/che-simpson.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLfDRnEBHYI/AAAAAAAABrw/iGEUARtgyZg/s320/che-simpson.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528101774931598722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No mundo das fantasias e do humor contra-revolucionário, Bart Simpson, é um herói. Jovens de todo o mundo admiram sua intransigência e veneram sua ousadia. É o mais próximo de  contestar o poder que alguns se permitem chegar.  É isso: sentar no sofá e apertar os botões enquanto riem das peripécias do levado personagem amarelo e sorridente. Infelizmente os verdadeiros heróis estão esquecidos, quando não viraram também mercadorias ou piadas (redundância necessária). Hoje é comum ver uma manada de estudantes desfilando com camisas estampando a imagem de Che Guevara, só para ficar em um exemplo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa lógica de consumos simbólicos desprovidos de intencionalidade ideológica e política, a imagem do comandante cubano vestindo a camisa de Bart, soa como algo pertinente. Afinal, os rebeldes de hoje, compram camisas com imagens de guerrilheros numa multinacional qualquer e sentam-se no sofá para ver  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Simpsons,&lt;/span&gt; enquanto bebem coca-cola e arrotam ignorância sobre a sua própria história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3347487565658880522?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3347487565658880522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3347487565658880522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3347487565658880522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3347487565658880522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/10/liberdade-do-capital-e-escravidao.html' title='A liberdade do capital e a escravidão simbólica'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLfDRnEBHYI/AAAAAAAABrw/iGEUARtgyZg/s72-c/che-simpson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8825920626985625625</id><published>2010-10-09T07:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T17:22:45.648-07:00</updated><title type='text'>Sobre a política de aparências e a aparência da política</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLB3SuT87SI/AAAAAAAABqw/8mdT405jxFw/s1600/serra-dilma-cara-cara.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLB3SuT87SI/AAAAAAAABqw/8mdT405jxFw/s320/serra-dilma-cara-cara.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526047906336664866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esquentam-se os ânimos, está em pleno vapor a “fase quente” da corrida presidencial no Brasil. Para começo de conversa, não se pode comparar o &lt;i style=""&gt;candidato caô caô&lt;/i&gt; com a &lt;i style=""&gt;neo-petista keinesyana&lt;/i&gt;, sobretudo, em relação às políticas sociais. No entanto, ambos têm se deixado enganar por atos falhos, no mínimo, curiosos.  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Durante o primeiro turno, Serra fez tudo que podia se esperar do perfeito &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ayHi5l9U6yI"&gt;&lt;i style=""&gt;candidato caô caô&lt;/i&gt;, brilhantemente narrado por Bezerra da Silva &lt;/a&gt;em sua antologia da campanha eleitoral. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Já Dilma, tentando se desligar da imagem militante, seguiu a mesma direção dos demais candidatos, ou seja, preocupou-se mais com a aparência do que com a coerência e acabou deixando a desejar na eloqüência. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A candidata do PT foi bombardeada pela mídia liberal por ter deixado escapulir aquilo que todos sabem e fazem, mas não podem dizer. As doações oficias de qualquer partido estão registradas, porém, as “não oficiais”, o famoso caixa 2, continuam escamoteadas, servindo à máquina de produzir mercadorias políticas e não projetos para o país. Mas, a questão de fundo, que parece não estar sendo pautada nem mesmo nos debates, é outra. Afinal, quando será realizada uma reforma política no Brasil, com ampla participação da sociedade civil e tencionando verdadeiramente coibir esta e outras ardilosas maracutaias eleitoreiras?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Causa certo constrangimento, ou, pelo menos deveria, a forma ridícula com que estes temas são tratados nos veículos de comunicação brasileiros. O Estadão teve hombridade, declarou que é &lt;i style=""&gt;tucanão&lt;/i&gt;, ótimo. Assim, acaba-se aquele discurso patético de neutralidade. Mas o principal grupo de comunicação do país, a Rede Globo, insiste em agir sorrateiramente. Deve ser a influência histórica do golpismo e a falta de ética induzindo a conduta de suas produções midiáticas. Acontece que hoje o Jornal Nacional deixou de ser unanimidade, pois, a internet, replicando as produções das mídias comerciais concorrentes e, por determinação conjuntural, governistas, consegue fazer oposição às manipulações da líder de audiências.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YpMigKbJP7o&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;O Zé do povo se atrapalhou feio &lt;/a&gt;e o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DiOMGbONlGo&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;Jornal Nacional “não viu.&lt;/a&gt; Sua fala foi vexatória, “eu nunca disse que sou contra o aborto, até porque sou a favor, ou melhor, eu nunca disse que sou a favor, até porque sou contra o aborto, alguns até me chamam de atrasado”, declarou o tucano. Quando Ministro da Saúde, durante a era das privatarias no Governo FHC, o &lt;i style=""&gt;Zé caô&lt;/i&gt; foi duramente criticado por setores conservadores da igreja católica, após assinar uma lei permitindo a prática do aborto. Agora ele se coloca frontalmente em outra posição, tudo para fazer o que chama de uma “aliança ampla e democrática” com todos os setores importantes da sociedade. Leia-se todos os setores mais conservadores da sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Não vou entrar no mérito desta discussão, por que a minha posição é bem clara. Embora a prática do aborto constitua em si mesma um crime, da forma como está sendo tratado este assunto no Brasil, encobre-se uma triste realidade. Milhares de mulheres morrem vítimas de abortos clandestinos e falta uma política de saúde pública capaz de não só evitar esses absurdos, como também conscientizar a população das medidas preventivas capazes de evitar estes atos desesperados e inconseqüentes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Se de um lado o &lt;i style=""&gt;candidato caô&lt;/i&gt; ameaça minar o pouco que esse país avançou no sentido de diminuir as desigualdades sociais e corrigir os crimes cometidos à custa de muito trabalho escravo e sangue indígena, do outro, vejo com ceticismo uma perspectiva de mudança política radical no Brasil. Falo de atitudes capazes de romper de vez com a prática neoliberal e, da mesma forma, se opor aos interesses dos latifundiários, banqueiros e empresários corruptos, todos aliados às multinacionais e ao capital financeiro que circula livremente em nosso país, espalhando miséria e degradação humana. O pior é que muitas destas corporações continuam contribuindo fidedignamente com as “doações não oficiais”, esse é o aspecto “pueril” e maquiado da política nacional.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;*Volto a escrever no blog por estar engasgado com essa situação e motivado pelos ventos que sopram desde La Higuera, atravessando o coração de todos que se comprometeram em manter viva a primavera. Hasta Siempre Comandante!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8825920626985625625?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8825920626985625625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8825920626985625625' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8825920626985625625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8825920626985625625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/10/sobre-politica-de-aparencias-e.html' title='Sobre a política de aparências e a aparência da política'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TLB3SuT87SI/AAAAAAAABqw/8mdT405jxFw/s72-c/serra-dilma-cara-cara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1284367329646447154</id><published>2010-09-24T08:23:00.001-07:00</published><updated>2011-09-05T15:57:50.273-07:00</updated><title type='text'>TV dos Trabalhadores: entre conquistas e desafios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TJzEA4tL9TI/AAAAAAAABqo/vv7cqM-gULM/s1600/tvt_logo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 270px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TJzEA4tL9TI/AAAAAAAABqo/vv7cqM-gULM/s320/tvt_logo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520502762750342450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dia 23 de agosto de 2010 ficará na memória dos trabalhadores da região de São Bernardo e Diadema. Mais do que conquistar a concessão de um canal educativo no município de Mogi das Cruzes, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tem a oportunidade de pôr em prática uma nova forma de se comunicar com a sociedade. Na década de 1980, a TV dos Trabalhadores (TVT) atuava como produtora de vídeos e registrava os acontecimentos mais importantes da luta sindical pela redemocratização do país. De lá para cá muita coisa mudou. Um dos principais líderes da entidade, Luís Inácio Lula da Silva, chegou à Presidência da República e, de certa forma, essa mudança no cenário político acabou propiciando a obtenção da outorga junto ao Governo Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A antiga política de concessões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista do canal deve ser saudada, afinal, foram mais de duas décadas de pressão junto aos governos de turno e muitas negativas. No entanto, essa discussão passa, necessariamente, pelo atual formato de distribuição de outorgas, tanto de canais de televisão, quanto de emissoras de rádio, o qual está completamente defasado. A legislação que rege a radiodifusão no Brasil ainda remete ao Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT), de 1962. Cinco anos mais tarde, durante a ditadura militar, o Decreto de Lei nº 236 passava a definir em seu art. 13 que a televisão educativa deveria se destinar apenas à divulgação de programas educacionais, ou seja, transmissão de aulas, conferências, palestras e debates, bem diferente do que se verifica hoje e dos propósitos de comunicação pública contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem ao gosto dos déspotas de plantão, as limitações desse formato imposto aos canais educativos viabilizariam o controle do conteúdo veiculado e afastariam o fantasma da disputa de publicidade entre as emissoras público-estatais e as concessionárias públicas, atuantes sob o paradigma comercial. Contudo, não demorou para o governo perceber o ótimo negócio que estaria fazendo ao permitir, direta ou indiretamente, o patrocínio de programas transmitidos em canais ditos educativos. Foi assim que, em 1986, através da Lei Sarney, autorizou-se o incentivo fiscal para produções audiovisuais oriundas de canais educativos. Posteriormente essa determinação legal foi revogada, mas, em 1991, a Lei Rouanet terminou por restabelecê-la e aprimorá-la, pois a nova política de incentivos fiscais abriu definitivamente o espaço para as empresas privadas nos canais educativos. Assim, pessoas jurídicas receberam o amparo legal para aplicar uma parte do seu Imposto de Renda (IR) em ações culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, cabe refletir sobre o que diferencia, na prática, as emissoras educativas das comerciais. Talvez a proposta de produção de conteúdos e a política de comunicação da TVT possam ajudar a responder essa questão. A idéia da emissora é instigante e provocadora. Pela primeira vez na história da comunicação sindical brasileira, evidencia-se que uma experiência midiática pode concretizar-se em um espaço de luta atualizado ao contexto comunicacional e político vivido. Entende-se que um projeto de comunicação sindical deve estar comprometido com objetivos públicos, o que passa por controle e gestão democrática, com repercussão sobre a programação e o abrigo da diversidade, ainda que a tendência tradicional seja de um modelo unidirecional e fechado, reproduzindo o sistema hegemônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Programação e interatividade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de contar com produção própria de aproximadamente uma hora e meia de programação diária, a TVT está atenta às demandas da convergência digital e retransmite seus conteúdos, em tempo real, via internet. Programas voltados ao direito do consumidor, previdência social, tributação de impostos, saúde do trabalhador, meio ambiente, inclusão digital, redes sociais, enfim, todos os temas da agenda atual de discussões a nível local e global, estão sendo incorporados neste primeiro momento. Pensando em incentivar a participação da comunidade, a TVT pretende, ainda, disponibilizar câmeras de vídeo aos movimentos sociais, distribuindo os aparelhos na base dos metalúrgicos do ABC, para que, assim, os trabalhadores possam ajudar na construção das reportagens. Seguindo nessa direção, as redes sociais também estão sendo pensadas como espaços de interação com os telespectadores; por isso, foram criados perfis no Orkut, Faceboock e Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, são sete programas, priorizando o conteúdo jornalístico e o acervo da emissora. Seu Jornal, Memória e Contexto, Bom para Todos, Clique Ligue, Melhor e Mais Justo, ABCD Maior em Revista e Boa Gente compõem a programação própria da TVT. Para completar a grade foi estabelecida uma parceria com a TV Brasil, canal público-estatal ligado à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A internet aparece neste cenário como principal aliada na divulgação dos conteúdos produzidos pela TV dos Trabalhadores, sobretudo na obtenção de um público telespectador mais crítico. Sabe-se que apostar nas novas mídias como um espaço de diálogo com a comunidade não é nenhum diferencial em relação à mídia hegemônica, contudo, a participação do público e sua potencial capacidade de tornar-se co-arquiteto das produções audiovisuais configuram-se como alternativa ao modelo de comunicação atual, incluindo-se nesse bojo as próprias emissoras educativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é indiscutível o protagonismo da TVT enquanto canal de televisão alternativo e, quiçá, contra-hegêmonico. Disputa que não pode se reduzir na forma de conceber o conteúdo audiovisual, ou seja, na administração das técnicas de produção e, até mesmo, distribuição dos programas. O potencial transformador dessa nova manifestação midiática pode, e deve, manifestar-se na perspectiva da organização sindical de abrir espaço para a participação da comunidade. A parceria com canais públicos, o olhar para as novas tecnologias e a aproximação com a base da categoria dão pistas de que, enfim, o movimento sindical também está assumindo a responsabilidade pela democratização da comunicação no Brasil, em seu plano prático. Um exemplo a ser seguido e acompanhado com solidariedade e disposição para seu avanço, por parte da Academia e de toda a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto originalmente publicado no site&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=607TVQ001"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1284367329646447154?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1284367329646447154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1284367329646447154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1284367329646447154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1284367329646447154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/09/tv-dos-trabalhadores-entre-conquistas-e.html' title='TV dos Trabalhadores: entre conquistas e desafios'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TJzEA4tL9TI/AAAAAAAABqo/vv7cqM-gULM/s72-c/tvt_logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1115280247464952737</id><published>2010-08-21T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T09:17:46.859-07:00</updated><title type='text'>O contexto histórico da atuação sindical e a convergência midiática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCAUvigFqI/AAAAAAAABpo/ktuxgDRSorM/s1600/foto0.392048001281549105.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCAUvigFqI/AAAAAAAABpo/ktuxgDRSorM/s320/foto0.392048001281549105.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508043438121031330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-edit.do#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A máxima proclamada por Karl Marx e Friedrich Engels no Manifesto do Partido Comunista, em 1948, na qual convocavam os trabalhadores de todo o mundo para que aproximassem suas lutas e enfrentassem os donos do capital, acabou sendo ironicamente apropriada pelos barões da mídia. Ao invés do proletariado de todo mundo unir-se, quem se fortaleceu e, de certa forma, unificou-se incentivando o avanço das novas tecnologias, foram as grandes empresas ligadas ao ramo das comunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário, cada vez mais absorto em fetichismos tecnológicos e disputas de audiência, volta-se o olhar para a atuação sindical e o papel estratégico que estas organizações têm ao desafiar o poder estabelecido, agindo, principalmente, no âmbito comunicacional. Tarefa nada fácil, ainda mais se levando em conta que a existência do sindicalismo no Brasil é fortemente marcada pelo controle estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1930, o então presidente Getúlio Vargas toma uma série de medidas para atrelar as organizações sindicais ao Estado. Paralelo a criação do Ministério do Trabalho, da Indústria e do Comércio passa a vigorar o Decreto-Lei n° 19.770, com o objetivo de regular a sindicalização das classes patronais e operárias, controlando a criação e a atuação destas entidades. Ainda neste Governo cria-se a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a qual, ao aglutinar toda legislação trabalhista, passa a regulamentar as relações que se estabelecem entre patrões e empregados, restringindo a livre associação sindical. Este entulho autoritário do Estado Novo só é rechaçado com a Constituição Federal de 1988, que determina em seu artigo 37, inciso VI ser “garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, durante a ditadura de 1964, as organizações sindicais protagonizaram um importante movimento de contestação ao Governo Militar. As entidades classistas foram responsáveis por unir as principais lideranças políticas do país que eram contrárias ao regime e passaram a exigir a retomada da democracia e a participação popular nas decisões governamentais. Não obstante, esta postura combativa foi perdendo força ao longo dos anos, atingido seu ápice com a chegada de Luís Inácio Lula da Silva ao poder. A perplexidade e insatisfação de parte da sociedade brasileira frente à política neoliberal adotada pelo atual Governo não foi suficiente para motivar a principal central sindical do país a pressionar o ex-líder sindical por uma mudança de atitude. Situação que acaba se refletindo na falta de identificação de grande parte da classe trabalhadora com o movimento sindical nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente das diversas publicações classistas que circularam no Brasil e foram responsáveis pela propaganda operária até o golpe militar, as atuais experiências de mídia, oriundas das organizações sindicais, mesmo estando inseridas dentro do espectro da convergência midiática, continuam deixando a desejar tanto no formato quanto no conteúdo de suas produções. A imprensa sindical que chegou a ter oito jornais diários circulando no Brasil, na década de 1940, conquistou o respeito da classe trabalhadora por que buscava aproximar-se da sua realidade. No entanto, ao seguir cegamente a linha ditada pelo Estado Soviético, a imprensa daquela época sucumbiu, pois, com o passar do tempo, nada mais dizia sobre a realidade local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais atentos aos avanços das tecnologias de comunicação, os principais grupos econômicos multinacionais, atuando por meio dos grandes conglomerados de mídia, se beneficiaram da falta de interferência do Estado na regulação da atividade econômica e da pouca pressão exercida pelas organizações sindicais visando o controle dos grupos privados. Assim, as empresas voltadas ao setor de comunicação acabaram diversificando a oferta de produtos sem maiores restrições. A convergência permite, por exemplo, que em um mesmo pacote possam ser incluídos serviços de telefonia fixa, móvel, internet e TV a cabo. Ao ter acesso às novas tecnologias e utilizar os serviços disponíveis o trabalhador sente-se contemplado e inserido neste novo bios midiático, embora não diversifique o consumo de conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste espaço que devem atuar as organizações sindicais, pois, com a convergência midiática, a classe trabalhadora passa a configurar-se também como produtora de conteúdo, deixando de ser mera consumidora de informação. Os grandes conglomerados de comunicação cada vez mais oferecem recursos midiáticos criando a ilusão de que os trabalhadores estão inseridos no universo produtivo, porque permitem que eles disponibilizem conteúdos na internet, mesmo que sejam todos muito semelhantes e, em geral, acríticos. Às organizações sindicais cabe o papel de aproximar-se dos trabalhadores, fornecendo em seus canais de comunicação espaços de verdadeira atuação política, os quais devem permitir a crítica ao Governo e, assim, renovar também o próprio movimento sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto originalmente publicado na Revista do Instituto Humanitas da Unisinos 338, ano X, de 9 de agosto de 2010. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Versão on line clique&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3409&amp;amp;secao=338"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;http: br="" ccivil_03="" constituicao="" htm=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=""&gt;&lt;div style="" id="ftn3"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1115280247464952737?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1115280247464952737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1115280247464952737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1115280247464952737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1115280247464952737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/08/o-contexto-historico-da-atuacao.html' title='O contexto histórico da atuação sindical e a convergência midiática'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCAUvigFqI/AAAAAAAABpo/ktuxgDRSorM/s72-c/foto0.392048001281549105.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2112076291997903452</id><published>2010-08-15T12:06:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T07:38:12.634-07:00</updated><title type='text'>Da estética do medo ao medo da estética</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCJeXk7ynI/AAAAAAAABpw/1PS1sJhbrRQ/s1600/serra-candidato-ana-hickmann-600.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCJeXk7ynI/AAAAAAAABpw/1PS1sJhbrRQ/s320/serra-candidato-ana-hickmann-600.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508053499092126322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É cada vez mais comum a espetacularização do processo eleitoral por parte das grandes emissoras de TV no Brasil. Sob os holofotes da mídia, a arte de fazer política manifesta-se ideologicamente e perdura, de modo a adaptar-se historicamente ao contexto sócio-cultural de cada região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliados a esse movimento, os responsáveis por planejar e operacionalizar as ações de marketing político elaboram estratégias que diferenciem seu candidato dos demais, dando-lhes, muitas vezes, uma credibilidade de ordem meramente performática. O estrategista de marketing substitui as instâncias partidárias.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, a imagem do político contemporâneo tende a sobressair menos pelas propostas e pelo programa de governo e mais por sua relação com elementos midiáticos e demandas detectadas por pesquisas de mercado. Sua capacidade de apresentar uma proposta alinhada com o ideal de sociedade de uma determinada fração social é preterida, gerando a pasteurização de candidatos e partidos políticos. O público, por sua vez, não é visto como mero espectador, mas sim, como um eleitor participante, ou seja, alguém acostumado ao fascínio das produções audiovisuais, porém incapaz de assimilar seus códigos de maneira crítica, convertendo em voto a baixa interação com o candidato midiatizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A tática do PSDB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer um breve exercício de reflexão das práticas eleitorais, especialmente nas últimas três décadas, percebe-se a presença da arte cênica em maior ou menor escala. Esta atuação artística não se resume à interpretação do próprio candidato, mas, sobretudo, à possibilidade de poder contracenar com atores de renome ou personalidades em evidência nos principais canais de televisão. Na medida em que artistas conhecidos se filiam a determinados projetos políticos, em geral com a mesma motivação com que fecham contrato para anunciar outros produtos, conforma-se uma manobra eleitoral, nociva à democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso que acabou tornando-se emblemático nesse tipo de relação ocorreu nas eleições presidenciais de 2002. Na época, a atriz Regina Duarte declarou que sentia medo do que poderia acontecer caso o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva saísse vitorioso no pleito presidencial. A fala da atriz foi transmitida durante o horário eleitoral gratuito, em defesa da candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra, derrotado naquela ocasião e, hoje, novamente candidato à Presidência da República, sempre pelo PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante dizer que, mesmo com a derrota tucana nas urnas, o medo de Regina Duarte não chegou a se confirmar. O governo do presidente Lula manteve a política econômica de seu predecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), promovendo reformas de inspiração neoliberal e nomeando economistas filiados a esta corrente de pensamento para assumirem cargos estratégicos em sua gestão. De qualquer forma, a tática utilizada pelo PSDB, vinculando a imagem de Serra a uma atriz global, historicamente conhecida como namoradinha do Brasil, não foi totalmente fracassada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oposição artístico-política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo expressado pela atriz representava a desconfiança do mercado financeiro com o ex-líder sindical. Isso repercutiu dentro da própria candidatura Lula, pois o candidato petista apressou-se em deixar claro que priorizaria o crescimento econômico, mantendo a inflação baixa, os juros altos, a oscilação cambial brusca e o aumento da dívida pública. Foi sob estes termos que Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Carta Aberta ao Povo Brasileiro, em 2002. O alerta deu certo e guinadas fora da cartilha econômica neoliberal foram descartadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, enfaticamente no Brasil, a teledramaturgia, o cinema e a música são capazes de fabricar legítimos representantes dos anseios populares, os quais são aceitos pelo público com muito mais naturalidade do que os construtos políticos poderiam fazer. Essa dinâmica é responsável por um novo fenômeno, no qual músicos, apresentadores e artistas têm ascendido a cargos públicos eleitorais com enorme facilidade, rebaixando o discurso político e desqualificando o processo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar esse quadro, percebe-se que a militância social, quando transformada em produto midiático, costuma traduzir-se em oportunismo. No ano de 2007, por exemplo, surgiu no Brasil o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Conhecido popularmente como Cansei,foi organizado porartistas e empresários, visando à desestabilização do governo federal. Usando como pretexto um acidente aéreo, que vitimou dezenas de pessoas, forjou-se uma espécie de oposição artístico-política, amparada na imagem de seus protagonistas. Novamente a namoradinha entrou em cena, para, lado a lado com a cantora Ivete Sangalo e a apresentadora de TV Hebe Camargo, transformar-se em ícone de tal malogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atrair, e não assustar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, portanto, uma clara intenção de caráter político-partidário em produzir efeitos de reconhecimento e pertença no público por parte dos agentes que estabelecem campanhas, direta ou indiretamente eleitorais, em que a presença das celebridades televisivas é o principal foco daquilo que constitui a disputa política, embora não necessariamente se apresente como tal. A empatia dos eleitores com seus ídolos permite a identificação – ideológica, mesmo que mascarada – com uma corrente de pensamento, tencionando e influenciando as decisões do eleitorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, este ano, as estratégias de marquetização do PSDB apontam para uma mudança de paradigma. Ao exibir como mestre de cerimônias da pré-candidatura de José Serra a modelo e apresentadora televisiva Ana Hickman, o partido parece ter aprendido que assustar pode ser menos vantajoso do que atrair o eleitor. Sendo assim, tudo indica que o discurso receoso de Regina Duarte, característico nas campanhas anteriores, tornou-se obliterado. Do mesmo modo, apostar na simpatia do ex-governador de São Paulo seria, tampouco, prudente, já que neste quesito o presidente Lula é imbatível e sua popularidade está canalizada para a campanha de Dilma Rousseff, ainda que ela e Serra compartilhem a dificuldade de se aproximarem das formas de ser e estar do brasileiro médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto originalmente publicado no site&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=590CID002"&gt;Observatório da Imprensa, em 18/5/2010&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2112076291997903452?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2112076291997903452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2112076291997903452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2112076291997903452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2112076291997903452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/08/retornando-aos-poucos.html' title='Da estética do medo ao medo da estética'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/THCJeXk7ynI/AAAAAAAABpw/1PS1sJhbrRQ/s72-c/serra-candidato-ana-hickmann-600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-1057475992420812341</id><published>2010-01-28T13:12:00.000-08:00</published><updated>2011-06-04T13:05:53.867-07:00</updated><title type='text'>Então quer dizer que grilagem pode, mas ocupação não?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S2JP3us2PSI/AAAAAAAABnQ/RCGnlXM_ZFE/s1600-h/image004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 248px; height: 303px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S2JP3us2PSI/AAAAAAAABnQ/RCGnlXM_ZFE/s320/image004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431991919409773858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É impressionante a forma maniqueísta com a qual  a grande mídia trata a questão fundiária no Brasil. De um lado, estão os "fazendeiros bonzinhos" e os seus milhares de hectares improdutíveis e incultiváveis. Do outro, os "camponeses malvados", que são responsáveis pela produção de mais de 70% dos alimentos consumidos internamente no país e cerca de 75% da mão de obra no campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros podem invadir terras públicas e tomá-las de assalto para produzir qualquer tipo de monocultura, pois nunca haverá uma manchete nos grandes jornais, ou, uma chamada na TV, dizendo: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;"Terras da União são utilizadas ilegalmente pela Sucocítrico Cutrale"&lt;/span&gt;. No entanto, é comum acompanharmos notícias depreciando os movimentos sociais toda vez que ocupam áreas como essas. A criminalização desses movimentos é antiga, mas as estratégias utilizadas pela mídia em sua intensa campanha para desmoralizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ganha, a cada dia, contornos semelhantes aos do regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dois pesos, duas medidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa do "bem" contra o "mal" é resultado de uma profunda crise social e política. O agronegócio, tido pelos comentaristas "engraçadinhos", da mídia latifundiária, como o salvador da economia brasileira, emprega e produz menos do que a agricultura familiar. Ano passado, o  &lt;a href="http://www.mda.gov.br/portal/"&gt;Ministério do Desenvolvimento Agrário&lt;/a&gt; divulgou que, a segurança alimentar no Brasil, é garantida pelas mãos calejadas dos trabalhadores rurais e não por um modelo que atenta contra a vida,  através do uso indiscriminado de agrotóxicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 2009, o&lt;a href="http://www.mst.org.br/"&gt; site do MST &lt;/a&gt;cobrava esclarecimento por parte das empresas de comunicação sobre os três deputados do PSDB e um do PTB, que tiveram suas campanhas eleitorais patrocinadas pela Cutrale e foram favoráveis a instauração de uma CPI para investigar os repasses da União ao movimento. No total, 55 candidatos receberam dinheiro da multinacional para suas respectivas campanhas, deixando orgulhosa a bancada ruralista. A Cutrale tomou para si uma área estatal que corresponde a 2,7 mil hectares e, segundo o portal &lt;a href="http://www.fazendomedia.com/"&gt;Fazendo Media&lt;/a&gt;, a empresa é investigada pelo Ministério Público de São Paulo por formação de cartel. Como se não bastasse, em várias oportunidades ela também foi autuada por causar danos ao meio ambiente, uma vez que despeja esgoto sem tratamento nos rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a discussão sobre a Reforma Agrária não passa pelos índices de produtividade dos assentamentos, nem faz referência ao modelo agrícola que melhor contribuí para o desenvolvimento e a sustentabilidade do país. Sendo assim, falar em justiça social hoje  é muito pouco, tamanha a urgência desse debate. Exemplos de impunidade também não faltaram em 2009. O ano ficou marcado pelo covarde assassinato do agricultor sem-terra, Elton Brum, vitimado com um tiro nas costas durante a reintegração de posse da Fazenda Southall em São Gabriel, um dos maiores latifúndios do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PNDH e os ruralistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que tudo indica o novo Plano Nacional de Desenvolvimento Humano pretende mexer nesse quadro de violência. Consta no texto que, "as liminares de reintegração de posse só tenham poder após a realização de audiência pública para analisar o caso e a função social da propriedade reivindicada". Essa atitude irrita os ruralistas já que retira o poder do judiciário para promover a imediata e, muitas vezes, violenta, reintegração de posse no local. Pelo novo plano, será preciso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;comprovar a função social da propriedade ocupada &lt;/span&gt;para que o juiz conceda a liminar de reintegração. Grifo essa expressão por dois motivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Acredito que esse também deva ser o critério para se rever as concessões das empresas de comunicação no Brasil. Atualmente elas são responsáveis pela formação de oligopólios tanto a nível regional quanto nacional, situação que acaba prejudicando o avanço da democracia em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Por entender que só é possível combater as falhas do sistema judiciário se forem democratizados os espaços de discussão. As audiências públicas podem cumprir essa importante tarefa de devolver a voz a quem é constantemente calado por não ter espaço nos meios de comunicação convencionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disputa política e oportunismo midiático&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento da repressão, tendo em vista a prisão de nove integrantes do MST após a ocupação da Cutrale, percebe-se que o movimento está servindo como alvo para uma disputa política e ideológica. O PT, de Lula, de Dilma e do PAC, não está afim de se indispor com as oligarquias rurais. Assim, ávido por acontecimentos políticos que desmintam as prioridades nacionais, o oligopólio da mídia defende o direito à propriedade. A Constituição de 1988 é enfática em afirmar a importância de se cumprir a função social da terra, devendo, esta, ser desapropriada caso isso não ocorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não surpreenda a forma irresponsável com que os meios de comunicação tratam esse assunto, é de se notar uma investida maior na tentativa de criminalizar os movimentos sociais. Nos jornais de diversas regiões do país os líderes do MST são tratados como bandidos e existe uma clara tentativa em desqualificar líderes comunitários e sindicalistas. Segundo Bruno Oliveira, advogado que representa os sem-terra presos na última terça-feira (26), dois agricultores foram soltos e os outros devem ser libertados até sábado (30) . Na última quarta-feira(27) foi entregue uma carta ao presidente Lula e ao ministro Tarso Genro, na qual os militantes pedem a intervenção imediata  do governo para que sejam soltos seus companheiros. Lembrando que eles foram presos de forma arbitrária, em Iaras e Borebi, interior do estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A carta diz ainda:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Caros companheiros Presidente Lula e Ministro da Justiça Tarso Genro, não podemos silenciar diante dessa afronta à luta pela reforma agrária. É hora de barrar a criminalização dos movimentos dos trabalhadores. Nossa luta pelas reivindicações e pelo socialismo é uma luta política e não aceitamos que seja tratada como caso de polícia".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para ler a carta na íntegra é só clicar &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mst.org.br/node/8992"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;AQUI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-1057475992420812341?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/1057475992420812341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=1057475992420812341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1057475992420812341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/1057475992420812341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/01/entao-quer-dizer-que-grilagem-pode-mas.html' title='Então quer dizer que grilagem pode, mas ocupação não?'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S2JP3us2PSI/AAAAAAAABnQ/RCGnlXM_ZFE/s72-c/image004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6781105418275359042</id><published>2010-01-22T07:23:00.000-08:00</published><updated>2011-06-04T13:15:45.049-07:00</updated><title type='text'>Somos todos humanos e venceremos o medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S14YTaXj6KI/AAAAAAAABnA/ftqwZKkaQgI/s1600-h/abismo+capital.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S14YTaXj6KI/AAAAAAAABnA/ftqwZKkaQgI/s320/abismo+capital.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430804922430122146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mal começou o ano de 2010 e as atenções da mídia voltaram-se, quase que exclusivamente, para dois assuntos: o terceiro Plano Nacional de Desenvolvimento Humano (PNDH) e o terremoto no Haiti. Duas pautas que interessam, e muito, a grande mídia. A primeira, pelo "medo" que gera nos grandes grupos de comunicação, com a possibilidade de, enfim, haver uma maior fiscalização das empresas, partindo da sociedade civil organizada. Já a segunda, pelo uso do "medo" com a intenção de impactar a sociedade e render mais pontos no ibope aqueles que souberem explorar "melhor" o "show da vida e da morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço uma só pessoa que possa afirmar nunca ter sentido medo da morte, ou, que nunca sentirá. Sabe-se que este sentimento pode ser convertido em coragem ou torpor, mas, o "medo", que me refiro no primeiro caso, é diferente do segundo; embora ambos sejam usados para o mesmo fim e estejam movidos por uma inescrupulosa guerra de audiências. A Band, por exemplo, chegou ao cúmulo de utilizar o seu jornal para distorcer fatos e inventar o que chamou de "torturadores de esquerda", ou, coisa que o valha. Tudo para encobrir a verdade, se insurgindo contra a abertura dos arquivos da ditadura e defendendo a Lei da Anistia para os torturadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mídia conservadora, que não se envergonha de ter apoiado a ditadura militar no Brasil - mesmo considerando a crise de consciência de algumas empresas de comunicação na época da censura e das torturas - está com medo que o Governo Federal faça o que já devia ter feito há muito tempo: cassar as concessões das emissoras de rádio e TV que não estejam cumprindo com o seu papel social, ou, pior ainda, estejam agindo de má fé, mentido descaradamente em defesa dos algozes do socialismo no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reacionários da mídia liberal, patrocinados por uma nova forma de fazer oposição, a"demotucanocracia", pretendem convencer a sociedade de que estão preocupados com a "censura" aos meios de comunicação. Falam em nome da "liberdade de expressão", mas sabe-se do trabalho árduo que tiveram para construir um verdadeiro monopólio da expressão no país. Como se auto-intitulam liberais convictos e se julgam democratas autênticos, acreditam existir, nos veículos de mídia comerciais, a diversidade de opiniões e o espaço para o contraditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizam-se da retórica neoliberal, para defender a plutocracia, e, assim, manifestam todo o seu ódio pelas camadas sociais menos favorecidas. Os militantes de esquerda, chamados maldosamente de "terroristas", deveriam ser lembrados como exemplos do que o "medo" pode fazer para o bem da sociedade. A parte digna e humana do medo; uma coragem que enfrentou a dor em defesa de ideais e, por isso, é odiada, já que não pode ser reificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exclusão, violência e pobreza não estão presentes somente no Haiti, fazem parte do cotidiano da maioria dos trabalhadores brasileiros. Estes, não costumam enfrentar abalos sísmicos, mas também sofrem cotidianamente com abalos morais, físicos, sociais e econômicos. Diante disso, a suposta preocupação das grandes redes de comunicação, com a "tragédia" no Haiti, soa oportunista. Não fosse o número de mortes, esse país certamente não seria lembrado. Ainda tentando se recuperar da crise política de 2004 e marcado eternamente pelo racismo, decorrente da exploração européia e da invasão norte-americana no início do século XX, o Haiti, como a maior parte dos países pobres, acaba servindo para que os países ricos demonstrem um certo altruísmo perante a opinião pública mundial, dignificando seus chefes de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o PNDH estaria incomodando tanto a mídia fossem outros os tempos e o governo Lula, mesmo com todas as suas contradições, não representasse uma mudança no paradigma da política nacional? Quanto ao Haiti, não poderiam os países ricos envolverem-se numa campanha mundial, para erradicar a miséria e a pobreza do mundo, criando a Frente Mundial pela Solidariedade? É, isso pode parecer utópico, mas faz parte da superação do modelo de sociedade em que estamos habituados a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Mundial é um caminho. O neoliberalismo dá provas de que os "perdedores" estão se organizando para exigir os seus direitos. Para os "vencedores", um alerta: todas as questões que envolvem de uma forma ou de outra o medo, dizem respeito aos Direitos Humanos. Não tem mais como se esconder atrás de um discurso democrático para promover a miséria, a impunidade e tentar justificar a tortura. Muitos morreram em nome de uma sociedade mais justa e fraterna e, estes, jamais serão esquecidos. Cabe somente, a nós, que suas lutas não sejam em vão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6781105418275359042?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6781105418275359042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6781105418275359042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6781105418275359042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6781105418275359042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/01/somos-todos-humanos-e-venceremos-o-medo.html' title='Somos todos humanos e venceremos o medo'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S14YTaXj6KI/AAAAAAAABnA/ftqwZKkaQgI/s72-c/abismo+capital.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8191376283123858961</id><published>2010-01-15T07:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T04:08:56.671-08:00</updated><title type='text'>Sobre a paixão no futebol e o sensacionalismo da RBS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S1CdXkewegI/AAAAAAAABm4/qJhGCuJBdEg/s1600-h/13_50_superamos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 247px; height: 247px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S1CdXkewegI/AAAAAAAABm4/qJhGCuJBdEg/s320/13_50_superamos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427010579236682242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não planejava escrever nada sobre o acidente que ocorreu com a delegação do Brasil de Pelotas, há exatamente  um ano atrás. Como Xavante de nascença e certo de que este sentimento me acompanhará até mesmo depois da morte, caso isso seja possível, estava receoso de cair no tradicional sensacionalismo. Presente em quase todos os textos, vídeos e áudios sobre temas como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, certo de que preciso fazer um registro do que sinto, acabo por despreocupar-me com possíveis equívocos que possa vir a cometer. Conversando com alguns amigos e acompanhando de perto as reportagens que falam sobre a tragédia que vitimou os jogadores Cláudio Milar e Régis Gôuvea, além do preparador de goleiros Giovani Guimarães, percebo que existem sentimentos diferentes com relação a abordagem da mídia e, também, algo que acho fundamental: o impacto produzido nos torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site oficial do Grêmio Esportivo Brasil a mensagem é positiva. A campanha lançada pelo clube é de superação - 15 de janeiro de 2009: o dia que SUPERAMOS - já em algumas abordagens midiáticas, sobretudo nas reportagens televisivas da RBS, o sentimento ainda é de sofrimento. Claro que ainda dói, alguém duvida disso? Pois é, se dói em nós torcedores, imagina a dor da perda para os parentes dessas pessoas. Antes de serem profissionais ou ídolos, as vítimas eram filhos, irmãos, pais e amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, embora não surpreenda, causa um certo incômodo assistir à reportagens onde são entrevistados o pai de Cláudio Milar, a mãe do ex-zaguerio Régis e a irmã do preparador de goleiros Giovani Guimarães. A forma como é construída a matéria supera a idéia do "espetáculo midiático", beira a irresponsabilidade. Anunciada desde o início do Jornal do Almoço como destaque da edição de hoje, a reportagem da RBS chamava a atenção para o "pai de Cláudio Milar, que rompera o silêncio um ano após o acidente"; "a esposa de Milar,  ainda sem conseguir falar sobre o assunto" e, a mãe de Régis, visivelmente emocionada, dizendo: "ainda está muito difícil superar a tragédia e a saudade aumenta a cada dia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, torcedores do Brasil, preferimos a mensagem passada pela direção Xavante. No entanto, infelizmente, a visão do clube ganhou pouco destaque na emissora da familia Sirotsky. "A torcida mais alegre do estado teve um dia de tristeza...", assim anunciou-se a reportagem. A estratégia utilizada pelo principal grupo de comunicação do Rio Grande do Sul contradiz a mensagem da direção do clube. Inclusive, ao falar com o repórter, um torcedor afirma: "É hora de seguir em frente. O Brasil não é um time que tem uma torcida,  é uma torcida que tem um time", o tom é de entusiasmo, de superação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragédia ficou no passado. Sentimos e, com certeza, sempre sentiremos  muita saudade dos profissionais que se foram. Mas nada comparado ao sentimento das famílias destes homens. Elas merecem ser respeitadas. Não é justo que o sofrimento dos familiares seja manipulado em busca de audiência. O sentimento que nutrimos por esse clube é impossível de ser explicado em poucos minutos de exposição midiática. É uma vontade de vencer mais do que partidas, uma ânsia em superar as impossibilidades criadas pelo mercado do futebol, responsável direto por condenar os clubes do interior a meros coadjuvantes dos times da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom se a grande mídia desse valor ao nosso maior título: a SUPERAÇÃO. Não me refiro só a tragédia, mas a todas as dificuldades enfrentadas, constantemente, pela nação rubro-negra e demais times do interior gaúcho. No campo, continuaremos lutando para chegar no lugar que é nosso por direito. Fora dele, exigimos respeito aos que se foram, as suas famílias e à nossa paixão, que não é mercadoria para ser vendida como mais um produto da RBS.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8191376283123858961?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8191376283123858961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8191376283123858961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8191376283123858961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8191376283123858961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2010/01/paixao-e-eterna-mas-nao-e-mercadoria.html' title='Sobre a paixão no futebol e o sensacionalismo da RBS'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S1CdXkewegI/AAAAAAAABm4/qJhGCuJBdEg/s72-c/13_50_superamos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-7084150476339943305</id><published>2009-12-30T08:54:00.000-08:00</published><updated>2011-07-15T17:48:55.131-07:00</updated><title type='text'>Ostracismo para os vigaristas e carrocinha para os seus cães</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S0ukVFV_evI/AAAAAAAABmw/7ieIXaUP0dg/s1600-h/000mutley.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 303px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S0ukVFV_evI/AAAAAAAABmw/7ieIXaUP0dg/s320/000mutley.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425610858216520434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na antiga Grécia, quando se falava em ostracismo sabia-se que seriam afastados da vida política aqueles que ameaçavam a ordem democrática. Eles ficariam no exílio por um período de dez anos. Cabe lembrar que, na Atenas do líder Péricles, a democracia visava promover a participação de todos os cidadãos nos assuntos públicos e, por isso, a escolha dos representantes populares se dava através de uma espécie de sorteio. O princípio da igualdade norteava as relações de poder. Assim, tanto a isonomia (igualdade perante a lei), quanto a isagoria (direito à palavra), eram respeitados pelos habitantes das cidades-estado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O conceito de democracia acabou sofrendo mutações com o passar do tempo. Hoje, qualquer um se acha no direito de falar em nome dos princípios democráticos. Isso vale, até mesmo, para defender a iniciativa privada e os interesses das multinacionais. Os empresários modernos, a exemplo do que fazia a aristocracia ateniense, condenam as ações oriundas da soberania popular, mas falam em nome dela quando os convém. Em seu tempo, Sócrates alertava que a aristocracia, na sua forma pura de governo, poderia dar lugar para uma forma pervertida, conhecida por oligarquia. Movimento responsável por beneficiar uma facção em detrimento do interesse da maioria. Para exemplificar, esse grupo pode ser composto por empresários da comunicação, os quais se opõem à iniciativas que buscam discutir a descentralização da mídia. Nos últimos meses, a aristocracia nacional, como já é de costume, colocou seus vira-latas para latir contra os movimentos sociais. Dessa vez, o alvo dos "cãomunicadores" foi a Conferência Nacional de Comunicação (Confecon).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Calma, a Confecom não é a carrocinha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Confecon assustou os aristocratas da mídia nacional, os quais, prontamente, colocaram seus cães de guarda para rosnar contra as mudanças propostas pelos midialivristas de todo o país.  Os chamados "grandes meios de comunicação" fizeram pouco caso da "ecclesia" (assembléia geral) dos populares. Além disso, os empresários e os seus "melhores amigos" não quiseram participar das discussões pretendendo, com isso, boicotar a conferência. Os "cãomunicadores" sabem como ninguém preparar discursos eloqüentes e depois vendê-los ao público em nome de uma falsa defesa dos "interesses democráticos". Os artigos assinados pelos cães de guarda do poder econômico são patrocinados pelos "restos" deixados pelos grandes acionistas, mas, como bons cachorrinhos, os articulistas balançam o rabinho sempre que seus donos lhes dão um novo osso para roer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, no entanto, o osso era um pouco mais duro, já que até o predidente Lula incentivou a organização e a realização da conferência. Um dos mais adestrados cãezinhos da mídia golpista, como sempre o faz, logo tratou de vociferar contra Franklin Martins,  ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM). Como se não bastasse, o rosnento tentou denegrir a imagem de todos que participaram da Conferência. Chamou a todos de "vigaristas", o que me fez lembrar de um personagem, o cachorrinho Muttley, que às vezes é confundido com o rabugento. Este articulista é bem conhecido, mas vamos chamá-lo de Muttley dos empresários da comunicação, estes sim, muito semelhantes ao dono do canino, o conhecido Dick Vigarista. A analogia representa bem a relação entre os empresários e os comunicadores da mídia gorda e sarnenta&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Cão que se preza é bem adestrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua coluna na revista que, ao contrário do que pressupõe o próprio nome, está cada vez mais cega de ódio das camadas sociais menos favorecidas, "Muttley" esbanja cinismo e hipocrisia. Um verdadeiro cãozinho da elite brasileira, rindo incontrolavelmente das trapalhadas cometidas por ele e seu comparsa. Late, mas não tem força para morder. Não tem argumentos e, por isso, sua agressão soa ridícula. No artigo do canino, aqueles que lutam para fazer valer um direito assegurado na Constituição Federal são criminalizados, já os que se insuflam para conservar as desigualdades são considerados grandes empreendedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que assusta esse vira-lata da imprensa canina é, justamente, o debate sobre a democratização da comunicação, o qual, para seu desespero, não se dá pelo empenho do Governo Lula, mas  pela luta dos movimentos sociais. Os militantes da contra-informação parecem, enfim, estar compreendendo que os avanços não virão pela via institucional e foram atrás da realização deste importante encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confecon quer  que a população fiscalize a cachorrada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na conferência foi aprovada a criação do Conselho Nacional de Comunicação e, também, a divisão equitativa do espectro entre o sistema público e privado - 40% para cada um - sendo que ainda restam 20% para o estatal. Só a criação da TV Brasil, mesmo com suas limitações, já representa um primeiro passo na direção oposta a lógica dos canais comerciais. A qualidade técnica da emissora é discutível, mas o conteúdo, sobretudo as reportagens, concentram esforços numa programação mais lúcida e crítica do que a veicuada pelos canais tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma TV melhor e mais democrática não é uma exigência, é um direito de todos os brasileiros. As concessões públicas, entregues nas mãos dos vigaristas de plantão, produzem mercadoria  de segunda, que é importada dos EUA para ser recauchutada no Brasil. A falta de espaço para o contraditório e o monopólio da expressão, disfarçada de "liberdade", coloca o Brasil numa situação envergonhante. Um dos países onde a desigualdade social é crônica, mas as redes de TV nada falam sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o "reino" da democracia às avessas, onde os cães querem ser seus "amigos", tratam o receptor por você e dão boa noite antes de encerrar suas "apresentações adestradas". É costume desses tais "cãomunicadores", convidarem o telespectador a sonhar com um mundo melhor, cheio de riqueza e ostentação. Um mundo distante da realidade material da maior parte do povo brasileiro, mas que ocupa o espaço das pautas realmente importantes nos noticiários. Enquanto eles aprendem um novo "truque" para agradar seus donos, a maior parte da população fica às cegas sobre os processos democráticos que realmente interessam. Se implementadas, as proposições aprovadas na Confecom poderão, ao menos, "tosar" as ardilosas artimanhas desses infaustos caninos e atingir, quem sabe, seus comparsas vigaristas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-7084150476339943305?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/7084150476339943305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=7084150476339943305' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7084150476339943305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/7084150476339943305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/ostracismo-os-vigaristas-e-carrocinha.html' title='Ostracismo para os vigaristas e carrocinha para os seus cães'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/S0ukVFV_evI/AAAAAAAABmw/7ieIXaUP0dg/s72-c/000mutley.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3791133488030071701</id><published>2009-12-21T10:41:00.000-08:00</published><updated>2011-07-20T13:53:09.284-07:00</updated><title type='text'>Prazer X Obrigação - uma leitura de Roberto Freire</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_8tvHy1iI/AAAAAAAABl8/EKax-CdWt5U/s1600-h/prazerxobrig.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 230px; height: 184px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_8tvHy1iI/AAAAAAAABl8/EKax-CdWt5U/s320/prazerxobrig.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417826739423467042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Será que devemos considerar o prazer de viver uma utopia? Vivemos em uma sociedade autoritária e cada vez menos propícia para se fazer o que se quer e quando se tem vontade. No entanto, como não sentir tal prazer quando se ama? Como saber o que é o amor? Já que este é um sentimento que pode se manifestar de várias maneiras e, na maioria das vezes, costuma "dar as caras" justamente quando o objeto que despertou esse sentimento já se foi ou deixou de interagir com você da forma como fazia antes. Para tentar resolver um pouco estas questões vou trabalhar com algumas colocações do escritor anarquista, Roberto Freire. Segundo ele, "é o amor, não a vida, o contrário da morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Sento, penso e escrevo o que me vem à mente. O processo é realizado de forma desordenada. Afoito em dizer alguma coisa não escolho as palavras, digito com pressa, mas procuro usá-las cautelosamente. Às vezes minhas mãos suam, fico nervoso e parece-me que os dedos não conseguem acompanhar o ritmo das minhas idéias. Faço uma pausa. Recomeço. Desta vez tenho certeza de que o que  acabo de escrever não era para ser redigido desta forma. Fico tenso. Não era bem isso - penso eu, para minha frustração. Logo me dou por vencido e a minha total falta de paciência acaba por deixar o texto como está. Na maioria das vezes não tenho saco nem mesmo para revisá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa exposição que fiz da minha experiência de segundos atrás, ou seriam minutos, horas, dias... (vai depender de quando está sendo lido este texto), fica evidente que, no início, eu estava determinado a escrever algo concreto. Era um sentimento bom, tinha força, intensidade e  eu sentia paixão em rabiscar qualquer coisa. Depois, ao final do mesmo parágrafo, parece que outro sentimento me invadiu: as cobranças estilísticas, a auto-crítica em excesso, tudo isso acabou por minar minha experiência. Ela era mesmo excitante, mas, de repente, o entusiasmo se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exemplo faz parte do conflito existencial que toma conta de todos, pois vivemos em uma sociedade onde reina a produtividade. Ambiente propício às patologias sociais e ao distanciamento das paixões. Assim, pode-se resumir este conflito no duelo: prazer x obrigação. No meu caso, a perda do "tesão" por escrever se deu por uma interrupção  repentina. No momento em que eu estava atingindo o ápice criador. Aquele outro assunto, desgastante, e, insuportavelmente "mais importante" do que o ato de escrever por escrever, acabou tombando com a minha inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Sem tesão não há solução&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_7Jo77xdI/AAAAAAAABl0/jx8rCwKVTgQ/s1600-h/roberto_freire_2405.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 164px; height: 234px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_7Jo77xdI/AAAAAAAABl0/jx8rCwKVTgQ/s320/roberto_freire_2405.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417825019776189906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esses dias - por indicação de uma das minhas irmãs - comecei a leitura do livro&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Sem tesão não há solução, &lt;/span&gt;que data de 1987. Em três noites li, questionei, concordei e discordei de partes do seu conteúdo. Para começar, acredito que não se pode esperar pouco dos pensadores anarquistas, ainda mais quando o assunto é paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, em sã consciência, vivendo abarrotado de trabalho, obrigações e encheções de saco das mais variadas espécies, conseguiria afirmar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a vida não tem qualquer sentido"&lt;/span&gt;, sem que isso fosse resultado de um pensamento suicida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Freire é capaz disso. Criador da Somaterapia, ele se tornou referência na defesa dos ideais anarquistas e enfrentou, através da militância política, duas ditaduras: o Estado Novo (1937 - 1945) e a Ditadura Militar (1964 - 1985). Manteve-se fiel às suas convicções e elaborou diversas críticas contra todo tipo de autoritarismo, seja ele oriundo dos governos imperialistas ou da classe dirigente marxista-leninista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não pedi e não escolhi de quem, por que, onde e quando nascer. Da mesma forma não posso decidir, como, onde, de que e por que morrer. Essas coisas me produzem a sensação de um imenso e fatal desamparo, uma insegurança existencial permanente"&lt;/span&gt;. (Roberto Freire)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Freire, a sociedade em que vivemos, autoritária e desumana, nunca permitirá que o homem se realize por inteiro, deixando o amor fluir livremente. Fator, esse, capaz de levar as pessoas ao suicídio. Essa é uma forma de contestar a imposição do tempo e a gerência da morte. &lt;span&gt;Segundo ele,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "todos os suicidas buscam a morte contra a vontade, violentando-se dominados pelo desejo onipotente de dar sentido à vida e outro à morte, como se esta fosse um substituto para aquela e não apenas dois degraus da mesma escada em direção ao nada&lt;/span&gt;". Assim, outra questão emerge desta sentença: o que dá sentido as nossas vidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_9Vq1tdpI/AAAAAAAABmE/zNYoM7s0UtA/s1600-h/o_tempo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 171px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_9Vq1tdpI/AAAAAAAABmE/zNYoM7s0UtA/s320/o_tempo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417827425468642962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para Freire, é simples: - basta haver tesão em tudo. Mas o tesão, ao qual faz referência, é aquele com "T" maiúsculo e não está ligado apenas ao sexo. Embora, de uma forma ou de outra, tudo pareça ter relação com o libido, até mesmo as relações de poder. Aliás, todos sabemos que é possível fazer sexo sem tesão e, analogamente, pode-se dizer que não há nada que se faça na vida com tesão que não produza o sentimento prazeroso de uma boa trepada. Na minha opinião, Freire acerta em cheio quando afirma:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"as pessoas sérias e que vivem sob e no controle de valores absolutos, colocam o dever antes do prazer". &lt;/span&gt;&lt;span&gt;O autor observa:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "talvez o único prazer possível para eles seja a sensação aliviada e orgulhosa do dever cumprido a qualquer custo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com Freire em muitos aspectos, principalmente no que diz respeito ao amor, o prazer, a responsabilidade e o compromisso. Esses assuntos, inclusive, poderiam ocupar uma centena de posts, mas quero me ater aqui a uma questão que acho fundamental: - a maneira grosseira como estamos tocando as nossas vidas  na maior parte do tempo. Isso porque, ele mesmo, o "ininterrupto", responsável pela sucessão de dias, noites, horas, minutos, segundos e até milésimos de segundos, continua incoercível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode parar o tempo. É inegável que aprender a viver leva tempo. Sentir prazer, por sua vez, é, também, uma questão de tempo. Bem como escrever, ler, refletir, agir, conhecer, amar, satisfazer-se... Por outro lado, o tempo de cada um é diferente e, talvez, nem sempre seja possível ter tempo de se pensar à respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conseguirmos, pelo menos, um tempo para pensar, já será uma conquista. Na maioria das vezes costumamos reagir muito mais à impulsos do que, propriamente, questionarmos as nossas vontades. Para os seguidores da Somaterapia &lt;span&gt;o impulso pela busca do conhecimento é mais importante do que a coisa conhecida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;. &lt;/span&gt;Então, sejamos menos impulsivos e mais interessados no que estamos fazendo, pois, assim, não perderemos o tesão e teremos mais tempo para viver. Ou melhor, como diria Freire, para amar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3791133488030071701?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3791133488030071701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3791133488030071701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3791133488030071701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3791133488030071701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/prazer-x-obrigacao-uma-leitura-de.html' title='Prazer X Obrigação - uma leitura de Roberto Freire'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy_8tvHy1iI/AAAAAAAABl8/EKax-CdWt5U/s72-c/prazerxobrig.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2920167726821844343</id><published>2009-12-19T08:41:00.000-08:00</published><updated>2011-08-01T08:08:45.463-07:00</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy0FwVHrObI/AAAAAAAABls/Wo7y_jomBYM/s1600-h/nuvens+cidade.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 190px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy0FwVHrObI/AAAAAAAABls/Wo7y_jomBYM/s320/nuvens+cidade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416992254657771954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando outros forem os vivos, mortos renascerão.&lt;br /&gt;E se muitos forem vistos, nós mesmos eles serão.&lt;br /&gt;Quando as flores virarem espinhos, o corte não será em vão.&lt;br /&gt;Entre medos e perigos, as dores o pior não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a vida e o destino, um vasto campo se apresenta.&lt;br /&gt;Entre o sano e o desatino, forte ele aparenta.&lt;br /&gt;A menina e o menino, crescem sadios e sãos.&lt;br /&gt;Entre rios e colinas, o sol não se põe em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite o escarninho: zombem do parlapatão.&lt;br /&gt;A maturidade, esse mesmo menino, trocaria por um violão.&lt;br /&gt;A música é momento sublime: é fé, é luz, é paixão.&lt;br /&gt;Entre dores e desatinos: paz, alegria e canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Homenagem aos que viveram na época da ditadura e enfrentaram todo tipo de tortura e perseguição pelo ideal de uma sociedade mais justa e fraterna.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2920167726821844343?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2920167726821844343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2920167726821844343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2920167726821844343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2920167726821844343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/preludio-para-insanidade.html' title='Coragem'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sy0FwVHrObI/AAAAAAAABls/Wo7y_jomBYM/s72-c/nuvens+cidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2219603080338672846</id><published>2009-12-18T13:43:00.001-08:00</published><updated>2011-06-04T13:48:13.826-07:00</updated><title type='text'>A amizade é o melhor remédio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/8Q7aqa-G0l8" name="movie"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/8Q7aqa-G0l8" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem nunca ouviu falar em Patch Adams? Em 2007, o programa Roda Viva, da TVE, entrevistou o médico norte-americano que ficou conhecido em todo o mundo através do filme: Patch Adams - o amor é contagioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Patch, o filme, produzido nos estúdios de Hollywood, ignora o fato de que sua luta é "pela medicina gratuita". Crítico impetuoso da indústria farmacêutica e da formação passada pelas escolas de medicina, ele deixa claro que o foco dos médicos deveria estar nos pacientes e não nas doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse primeiro vídeo é possível perceber o porquê de tantos eufemismos na produção cinematográfica dos EUA. A dica é para que seja dado um duplo clique na tela, o que irá redirecioná-lo para o YouTube.  São 10 vídeos, mas a sequência é muito boa e vale a pena acompanhar. Como o próprio Patch diz: "na TV só tem lixo". Assim, quando aparece uma oportunidade como essa, não dá para deixar passar.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2219603080338672846?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2219603080338672846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2219603080338672846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2219603080338672846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2219603080338672846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/amizade-e-o-melhor-rememedio.html' title='A amizade é o melhor remédio'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6179413427912239994</id><published>2009-12-13T15:34:00.001-08:00</published><updated>2011-11-16T14:49:54.780-08:00</updated><title type='text'>Seminário mantém viva a discussão sobre a indústria cultural</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sypafh6OC2I/AAAAAAAABk8/0FFkRVLZq4U/s1600-h/cepos38111.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 182px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sypafh6OC2I/AAAAAAAABk8/0FFkRVLZq4U/s320/cepos38111.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416240999591447394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No início deste mês estive em São Leopoldo, participando do 4° Seminário de Pesquisa Cepos. Este evento é promovido pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade (CEPOS), que está ligado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos. O convidado especial do encontro foi o professor José Marques de Melo, presidente de honra da Intercom e uma das maiores autoridades na área de pesquisa em comunicação do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fala de Marques de Melo, destaque para o pensamento do sociólogo Armand Mattelard, com enfoque nos estudos da tecnologia, cultura de massa e indústria cultural. Entre as diversas dicas de leitura citadas por ele, uma, em especial, chama a atenção. O livro "Para ler Pato Donald", escrito na década de 1970, em parceria com Ariel Dorfman. Na época, o Chile enfrentava uma dura investida norte-americana para acabar com o governo socialista do então presidente Salvador Allende. Hoje, este país vive um novo processo eleitoral e, infelizmente,  a direita parece, mais uma vez, próxima do poder. De um lado, Sebastián Piñera, empresário chileno e membro do partido Renovação Nacional. Do outro, Eduardo Frei, do Partido Democrata Cristão, apoiado pela atual presidente, Michele Bachelet. O comunista, Jorge Arrate, obteve apenas 6% dos votos e deve ficar ao lado de Frei no segundo turno das eleições, marcado para janeiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sypak-eekSI/AAAAAAAABlE/4_8Cxbu9bXI/s1600-h/69911.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 131px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sypak-eekSI/AAAAAAAABlE/4_8Cxbu9bXI/s320/69911.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416241093159063842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Examinar as construções simbólicas da Walt Disney, através dos quadrinhos, e a posterior ascensão destes desenhos ao circularem pelos cinemas do mundo todo, requer a leitura sobre as mudanças políticas e econômicas que ocorreram no século XXI. Hoje, Pato Donald e sua turma não tem mais a mesma influência que tinham naquela época, porém, outros são os heróis da juventude e, muitas outras, as estratégias de persuasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para elucidar esta análise, gostaria de evocar uma situação que é recorrente para os autores do livro. Além de denunciarem o interesse econômico, que rege todo tipo de relação entre os personagens, a visão hollyudiana sobre os países da América Latina se revela singular. Passados mais de 30 anos da publicação do livro de Dorfman e Mattelard, todos sabem que o cenário político mudou e segue em constante tranformação. Porém, a atual situação econômica dos EUA está muito mais próxima da recessão de 1970 do que em outras épocas.  A crise do petróleo que atingiu o país, em 1973, foi uma retaliação dos países árabes (pertencentes a Organização dos Países Exportadores de Petróleo - OPEP), aos norte-americanos, por apoiarem Israel na guerra &lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/guerra-yom-kippur.htm"&gt;Yom Kippur&lt;/a&gt;. A mudança no cenário político, não só da América do Sul como também do Oriente Médio, aponta para transformações significativas na estratégia de dominação dos EUA, que busca reafirmar seus valores maniqueístas. Mais do que nunca as antigas ferramentas de manipulação mostram que ainda podem ser úteis e, por isso, a reflexão sobre o tema é de extrema relevância histórica e social.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6179413427912239994?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6179413427912239994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6179413427912239994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6179413427912239994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6179413427912239994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/por-onde-andei-e-o-convite-novas.html' title='Seminário mantém viva a discussão sobre a indústria cultural'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Sypafh6OC2I/AAAAAAAABk8/0FFkRVLZq4U/s72-c/cepos38111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4490997948503374425</id><published>2009-12-10T14:09:00.000-08:00</published><updated>2011-07-23T08:25:12.271-07:00</updated><title type='text'>A chuva na cidade do charque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SyGJxiD0McI/AAAAAAAABkw/6Dljc9HoobM/s1600-h/PICT0036.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 250px; height: 186px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SyGJxiD0McI/AAAAAAAABkw/6Dljc9HoobM/s320/PICT0036.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413759711125451202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Numa cidade provinciana, como Pelotas, que em outras épocas foi considerada o berço da cultura européia no sul do Sul do país - com mais de dez periódicos locais circulando a pleno numa mesma década, para o deleite dos eruditos de plantão - hoje, ter apenas um jornal, o qual representa sabidamente os interesses da administração municipal, é, no mínimo, prejudicial para o entendimento dos fatos pelo conjunto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer de uma comunidade que, após recorrentes casos de enchente em sua região, reelege o governo de turno, o qual não fez nada para solucionar o problema durante o primeiro mandato? A Prefeitura sequer procurou saber da população pelotense onde gostariam que fossem aplicadas as verbas enviadas pelo Governo Federal para melhoria dos sistemas de cisterna e reparos dos danos da última cheia no município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que se ouve falar do aquecimento global e de uma série de mudanças climáticas. Mas isso não deve servir de justificativa para os problemas decorrentes do excesso ou da falta de chuva. A palavra-chave para resolver o impasse parece evidente: prevenção. Ao invés de se preocupar em asfaltar toda a cidade e deixá-la o mais próximo possível daquilo que as "nobres famílias" da antiga aristocracia riograndense acreditavam ser a "Atenas dos Pampas", o poder público deveria estar com os olhos voltados para as casas de bomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urge reestruturar as antigas instalações para que, ao transcorrer outra "fatalidade", outro "episódio da natureza", não apareça no jornal do prefeito a velha justificativa: o meio-ambiente é o culpado. Aliás, muito fácil culpá-lo ou eximir-se de atribuições que cabem tão somente ao governo municipal. O difícil, ao que tudo indica, é trabalhar com a tal prevenção. É como a história da campanha pelo uso da camisinha apenas durante o carnaval, como se as pessoas não fizessem sexo sempre e o risco da contaminação por doenças sexualmente transmissíveis não fosse iminente. Deixar para pensar no assunto das enchentes quando outra catástrofe acontecer é mais do que irresponsabilidade, beira a má vontade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando o tempo começa a ficar feio na Princesa do Sul, o céu fecha e as primeiras gotas d'água começam a cair, todos se assustam, ou, pelo menos, deveriam. A cidade, que para alguns especialistas cresceu para o lado errado e tem uma rodoviária posicionada no pior local possível, não consegue mais mandar seus problemas estruturais para longe dos olhos dos herdeiros do charque. Afinal, o asfalto, colocado às pressas, está represando a água por todos os lados e já não se anda pelas vias centrais ou na zona nobre da cidade sem que, ao menos, se molhe os pés. Enquanto isso, haja justificativa furada e "fonte oficiosa" para dissimular sobre tamanha incompetência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto retirada do blog: &lt;a href="http://imagensfatos.blogspot.com/2009_02_01_archive.html"&gt;fatosimagens.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4490997948503374425?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4490997948503374425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4490997948503374425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4490997948503374425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4490997948503374425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/12/chuva-na-cidade-do-charque.html' title='A chuva na cidade do charque'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SyGJxiD0McI/AAAAAAAABkw/6Dljc9HoobM/s72-c/PICT0036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-5000346284986227622</id><published>2009-11-12T10:19:00.001-08:00</published><updated>2011-06-04T13:59:08.632-07:00</updated><title type='text'>A convergência que pode levar à democratização</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvxRwGNvphI/AAAAAAAABkQ/RFXY311xJC0/s1600-h/midia_mktmais.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 246px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvxRwGNvphI/AAAAAAAABkQ/RFXY311xJC0/s320/midia_mktmais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403283539681584658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este ano está sendo muito importante para o avanço do debate sobre necessidade da democratização da comunicação no Brasil. Cidades de todo o país se organizaram para receber as etapas regionais e municipais da &lt;a href="http://proconferencia.org.br/"&gt;I Conferência Nacional de Comunicação&lt;/a&gt;, que será realizada nos dias 14, 15, 16 e 17 de dezembro em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do mês de outubro, Pelotas sediou a Conferência Livre de Comunicação, uma fase preparatória para a etapa nacional. Em Porto Alegre, além da etapa regional, estão ocorrendo diversos encontros para discutir os processos midiáticos como um todo, visualizando a participação da sociedade como elemento fundamental para mudança do atual paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) trouxe ao estado pesquisadores destacados na áreada cibercultura, por intermédio do &lt;a href="http://www.pucrs.br/famecos/pos/seminariointernacional/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;X Seminário Internacional da Comunicação&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Durante a atividade pôde se perceber que, as discussões sobre as novas tecnologias, vão ao encontro das necessidades públicas e apontam para a importância de se viabilizar o acesso a tais meios. Na manhã de ontem (11), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), recebeu os professores Bruno Lima Rocha (Unisinos) e Eduardo Vizer (Universidade de Buenos Aires) para debater os dispositivos legais que geram a formação do monopólio dos meios de comunicação e, assim, traçar um paralelo com a mudança do espectro de radiofreqüência na Argentina, onde foi aprovada a &lt;a href="http://rsproconferencia.blogspot.com/2009/10/argentina-lei-dos-meios-e-promessa-de.html"&gt;Lei dos Meios&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de outras experiências também tem contribuído, de forma permanente, para o aprofundamento teórico e prático do fazer comunicacional. &lt;a href="http://projeto.unisinos.br/cepos/site/?cat=3"&gt;O Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade&lt;/a&gt; (CEPOS), da Unisinos, é um exemplo destas manifestações, já que, há seis anos, discute a democratização sob o viés da Economia Política e atua junto à comunidade local. Após realizar o curso &lt;a href="http://observatorioddd.blogspot.com/2009/10/curso-do-cepos-chega-ao-fim-com-debate.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mídia, Democracia e Políticas Públicas”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o grupo está organizando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3° Seminário de Pesquisa CEPOS&lt;/span&gt;, que acontecerá no mês de dezembro. O evento é aberto ao público e irá apresentar os resultados das pesquisas dos trabalhos de alunos do Cepos. Para mais informações acesse o site:&lt;a href="http://www.grupocepos.net/"&gt; http://www.grupocepos.net/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-5000346284986227622?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/5000346284986227622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=5000346284986227622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5000346284986227622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/5000346284986227622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/11/convergencia-que-leva-democratizacao.html' title='A convergência que pode levar à democratização'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvxRwGNvphI/AAAAAAAABkQ/RFXY311xJC0/s72-c/midia_mktmais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4534918787945694987</id><published>2009-11-06T14:01:00.000-08:00</published><updated>2011-06-03T18:28:08.813-07:00</updated><title type='text'>Um espaço para a reflexão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvSfBF6okTI/AAAAAAAABjo/bDOTZE3Iaoo/s1600-h/Foto-Eduardo-Menezes-8145.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 287px; height: 217px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvSfBF6okTI/AAAAAAAABjo/bDOTZE3Iaoo/s320/Foto-Eduardo-Menezes-8145.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401116694240858418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seminário Internacional, realizado na PUC, foi um convite à novas abordagens sobre a mídia. Além da presença de Michel Maffesoli, destaque para a participação dos brasileiros: Muniz Sodré e André Lemos, cada um trazendo  um novo olhar sobre a cultura e a tecnologia, relacionando, de maneira muito especial, o diálogo inerente às práticas coletivas e o imaginário social através da cibercultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no primeiro dia do X Seminário Internacional da Comunicação, o sociólogo francês, Michel Maffesoli definiu o pensamento como uma forma de tradução. Para ele, é através de exercícios críticos sobre o fazer comunicacional que se permite “passar de uma margem à outra”, ou ainda “colocar as particularidades dentro de um pluralismo coerente, buscando algo que é, ao mesmo tempo, geral e particular”. Maffesoli é professor da Sorbonne, em Paris, e Diretor do Centro de Estudos sobre o Atual e o Quotidiano (CEAQ), tem várias obras dedicadas ao estudo da pós-modernidade, dentre as quais se destacam temas relacionados à cultura, política e socialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa de abertura do seminário contou com a presença do também sociólogo e jornalista brasileiro, Muniz Sodré, ele esteve ao lado de Maffesoli para discutir  a “Comunicação e o imaginário Social”. Sodré contextualizou a relação entre Brasil e França abordando aspectos do imaginário coletivo e das trocas simbólicas, as quais realizam, ainda hoje, um importante intercâmbio entre esses dois países. Passando às relações do cotidiano, destaque para a experiência apresentada pelo professor João Maia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). No segundo dia de palestras, ele procurou mostrar como as nov&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvSiQi_WsUI/AAAAAAAABkA/wuLTejuNTI8/s1600-h/Foto-Eduardo-Menezes-DSC08118.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 259px; height: 196px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvSiQi_WsUI/AAAAAAAABkA/wuLTejuNTI8/s320/Foto-Eduardo-Menezes-DSC08118.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401120258278207810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as tecnologias podem servir de instrumentos para promover a produção local, fortalecendo a cultura das comunidades e propondo, através da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;web&lt;/span&gt;, uma resistência à cultura de massa. Em sua explanação, Maia, discorreu sobre a experiência da favela  Mangueira – RJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No penúltimo dia, o professor da Universidade de Comunicação Federal da Bahia (UFBA), André Lemos, falou sobre a questão da mobilidade social dentro da perspectiva emergente de novas formas de comunicação. Sua intervenção contribuiu para a esclarecer que o espaço urbano está em constante movimento, amparado em novas mídias, e, isso, por si só, torna relevante o estudo da cibercultura, pois estaria repercutindo diretamente nas práticas sociais contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento foi realizado graças a uma parceria entre o Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação da PUC e a Universidade René Descartes Paris. O seminário faz parte do Ano da França no Brasil, uma iniciativa dos governos desses países com o intuito de aprofundar as relações bilaterais não apenas no campo acadêmico mas também, no político, cultural e econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*Na primeira foto, estão sentados da esquerda para direita: Patrick Tacussel Jacques Wainberg, Michel Maffesoli e Patrick Watier.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;**Na segunda foto,&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;estão sentados da esquerda para direita: Martine Xiberras, Andre Lemos , Eduardo Pellanda, Stéphane Hugon, Federico Casalegno, Jean-Martin Rabot&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4534918787945694987?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4534918787945694987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4534918787945694987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4534918787945694987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4534918787945694987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/11/um-espaco-para-reflexao.html' title='Um espaço para a reflexão'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SvSfBF6okTI/AAAAAAAABjo/bDOTZE3Iaoo/s72-c/Foto-Eduardo-Menezes-8145.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6663002418058350797</id><published>2009-11-02T07:05:00.000-08:00</published><updated>2011-06-03T18:32:51.830-07:00</updated><title type='text'>O cativeiro do capital</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Su8Jmgrjn1I/AAAAAAAABjQ/i9O8UkOXQ0s/s1600-h/m_b57169eb81d81495fcf3d3e92ab4865c.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 274px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Su8Jmgrjn1I/AAAAAAAABjQ/i9O8UkOXQ0s/s320/m_b57169eb81d81495fcf3d3e92ab4865c.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399545035452817234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No final do mês de outubro a &lt;a href="http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1663"&gt;Agência de Notícias Repórter Brasil&lt;/a&gt;, conhecida pela sua atuação em defesa dos Direitos Humanos, publicou mais uma  reportagem denunciando a prática do trabalho escravo no país. Desta vez, foram libertados 17 trabalhadores na cidade de Vitória (ES). Eles dormiam num galpão sem direito a consumo de água potável e tampouco tinham acesso aos equipamentos necessários para a realização do trabalho manual. Além disso, a jornada era duríssima, cerca de 12 horas por dia, inclusive nos finais de semana. Os operários eram responsáveis pelas escavações das canaletas que alojam os cabos óticos da operadora de telefonia celular Claro e foram aliciados no estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que a Claro faz parte de uma rede de companhias telefônicas controladas pelo empresário mexicano Carlos Slim. A América Móvil e Telefonica, é representada pela Claro no Brasil, sendo a maior operadora de celular da América Latina, com mais de 140 milhões de celulares funcionando sob sua transação comercial. Para se ter uma idéia, a fortuna adquirida por esse magnata das telecomunicações, já ultrapassa, até mesmo, a do co-fundador da Microsoft, Bill Gates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas multinacionais baseiam-se nos princípios do neoliberalismo para aumentar seus lucros e, assim, aprofundam as desigualdades sociais, levando um enorme contingente de trabalhadores ociosos ao desespero. Sem opções, eles aceitam qualquer possibilidade de emprego para tentar sobreviver. Quando a intervenção do governo no mercado de trabalho não é capaz de solucionar este problema, o capital estrangeiro, que beneficia apenas os empreendimentos internacionais, aprisiona os operários em situação de miséria por meio da labuta, os quais, por não terem alternativa, aceitam passivos aquilo que determinam seus capatazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse novo tipo de escravidão condiciona milhares de trabalhadores a transitarem entre o ócio e o suplício, já que não possuem as condições mínimas para exercerem uma atividade digna de garantir o seu sustento. Os donos do capital esbanjam fortunas, as quais ultrapassam os 30 bilhões de dólares, como no caso de Slim. Enquanto isso, a maioria dos trabalhadores que vivem em situações análogas à escravidão, se tiverem a sorte de receber, será algo entre R$ 3,00 a R$ 7,00 por metro escavado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6663002418058350797?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6663002418058350797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6663002418058350797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6663002418058350797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6663002418058350797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/11/o-cativeiro-do-capital.html' title='O cativeiro do capital'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Su8Jmgrjn1I/AAAAAAAABjQ/i9O8UkOXQ0s/s72-c/m_b57169eb81d81495fcf3d3e92ab4865c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2030022211609028616</id><published>2009-10-30T14:38:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T18:59:33.800-07:00</updated><title type='text'>A noite que não acabou: leitura obrigatória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuznXN0uqaI/AAAAAAAABjI/flV3WcAwN3g/s1600-h/livro_cecconi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 181px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuznXN0uqaI/AAAAAAAABjI/flV3WcAwN3g/s320/livro_cecconi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398944439344212386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta sexta-feira (30), teve início a Feira do Livro de Pelotas. Sempre marcada pela diversidade cultural e o bom gosto nas apresentações artísticas, este ano não deve ser diferente. Valorizar a cultura local é imprescindível, o que nem sempre ocorre em nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente ainda reina, por aqui, uma mentalidade atrasada e provinciana, capaz de valorizar mais "os de fora" do que "os daqui". Pior ainda são aqueles que se dizem progressistas, mas, no fundo, têm o espírito tomado por esta prática preconceituosa e excludente. Deixando transparecê-la, mais cedo ou mais tarde, sobretudo quando sentem-se acuados pelo talento dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, falando em produção  local, acredito que um dos destaques da Feira do Livro deste ano seja o lançamento de &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"A &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;noite &lt;/span&gt;que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;não &lt;/span&gt;acabou"&lt;/span&gt;. Publicado pela Editora Mundial, a obra contém 300 páginas e conta a história do acidente ocorrido com a delegação do Grêmio Esportivo Brasil, no início deste ano. No acidente, morreram o preparador de goleiros &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Giovani Guimarães&lt;/span&gt; e os jogadores: &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Régis Gouveia&lt;/span&gt;  e &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); font-weight: bold;"&gt;Cláudio Milar&lt;/span&gt;, este último o maior ídolo da história recente do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores da obra semp&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuCN4oX_1I/AAAAAAAABiQ/81FlaR8GlCc/s1600-h/271611129268467dc0d2oc6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 249px; height: 168px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuCN4oX_1I/AAAAAAAABiQ/81FlaR8GlCc/s320/271611129268467dc0d2oc6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398551753385312082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;re acompanharam de perto a trajetória do Xavante. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nauro Júnior &lt;/span&gt;(fotógrafo do jornal Zero Hora) e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eduardo Cecconi&lt;/span&gt; (jornalista do ClicK-RBS) vêm esclarecendo para a imprensa, desde o início da apresentação da obra, que o objetivo não foi escrever uma história sensacionalista e sim, utilizar os recursos propostos pelo jornalismo literário para construir um livro-reportagem, documentando toda a caminhada do Xavante desde o dia 15 de janeiro até a queda para a segunda divisão do Campeonato Gaúcho. Tarefa nada fácil, uma vez que os autores tinham relações pessoais de amizade com as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que ainda me causa muita tristeza lembrar o dia da tragédia. Para mim, que torço para o Brasil desde que me conheço por gente e tenho neste clube minha única paixão futebolística, tudo que o envolva acaba emocionando. Com certeza lerei o livro. Pode até não ser uma tarefa das mais fáceis, mas acredito que trata-se de um registro histórico do que ocorreu e serve não só para documentar esta etapa triste da vida do clube, como também para mostrar o quão frágeis nós somos e, portanto, a importância de se fazer o melhor enquanto estivermos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento acontece neste sábado (31), às 18hs, na Praça Coronel Pedro Osório. Em Porto Alegre a obra será lançada na próxima quarta-feira, dia 4 de novembro, às 17h30min, na Praça da Alfândega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde a flecha pode chegar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuB87z9uTI/AAAAAAAABiI/ND-SGEH_95o/s1600-h/5864076.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 192px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuB87z9uTI/AAAAAAAABiI/ND-SGEH_95o/s320/5864076.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398551462181452082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Numa realidade social em que os "fenômenos" são criados com a mesma facilidade com que viram piadas, ter seus próprios ídolos, fora deste circuito, é um exercício de cidadania e independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito na real identificação dos torcedores que dizem ter uma relação de respeito pelo seu "ídolo", mas nunca estiveram perto dele. A proximidade se dá porque ele está na mídia, ou, porque deu para a torcida mais um título "fictício", já que os únicos a lucrarem com tais conquistas são dirigentes e patrocinadores. Também nunca vi torcedor com troféu de campeão mundial em casa e nem medalha no peito. No máximo um pôster ou uma camiseta, onde o cara que assinou o seu autógrafo, hoje, joga no time adversário, beija aquele distintivo e manda a torcida se f....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuCo9dzl_I/AAAAAAAABio/mETO9KU7MD0/s1600-h/brasil-19833.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 228px; height: 169px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuCo9dzl_I/AAAAAAAABio/mETO9KU7MD0/s320/brasil-19833.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398552218539628530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mesmo com as relações sociais cada vez mais mercantilizadas, em qualquer área de atuação humana, acredito na importância de se valorizar os que têm uma energia inequívoca e resistem ao habitual. Fazem de chuteiras troféus e transformam gritos de guerra em oração. Acredito num tipo de força que só vem das massas. É um rojão que estoura, um batuque que incendeia, um grito em forma de coro para defender sua crença. Uma esperança renovada a cada momento, de conquistas quase impossíveis, assim como é a nossa própria batalha do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sentimento singular, que, aos domingos, encontra o coletivo e, mesmo quando todos se tornam cientes da discrepância financeira, da má distribuição de renda, que atinge até mesmo o futebol, não transforma-se em desânimo. Ao contrário, torna-se resistente. Faz dessa afronta financeira motivo para a criação de gritos de guerra. Motivo para defender a sua própria condição e mudar o seu destino. Para tornar-se vencedor e ser verdadeiramente campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito também na perseverança, no brio e na garra de toda gente humilde e batalhadora que desce a rua Princesa Isabel com o coração explodindo de alegria. Esse povo não está indo ver uma partida de futebol, se dirige à sua verdadeira casa. Um templo sagrado para os religiosos, um campo de batalha para os guerreiros, uma escola de vida para todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuDLDhcnXI/AAAAAAAABi4/cmo1Fx97Ydc/s1600-h/xavantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 257px; height: 172px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuDLDhcnXI/AAAAAAAABi4/cmo1Fx97Ydc/s320/xavantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398552804281064818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nossa casa conhecemos muito bem. Não é tão grande como aquelas que mostram na TV, não é tão bonita e nem ostenta tantas "taças" como a maioria das mansões que sediam grandes eventos, mas, pelo menos, fomos nós mesmos que a construímos, tijolo por tijolo, degrau por degrau. Lá é possível se deparar com histórias impressionantes. Não só dos feitos de um time do interior e suas conquistas, mas de seus co-arquitetos, aqueles que construíram os cômodos de sua própria morada e, por isso, exigem respeito dos visitantes. É o Brasil de Pelotas, equipe que venceu a Seleção Uruguaia, campeã mundial na década de 1950; que chegou a terceira posição do Campeonato Nacional, em 1985 e que tem, em cada rosto desconhecido, rubro de emoção e negro de sua gente, uma história de vida surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuC4fAdoCI/AAAAAAAABiw/uVYvs6tGrnM/s1600-h/foto%2Bbrasil%2Bmetropol.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 254px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuC4fAdoCI/AAAAAAAABiw/uVYvs6tGrnM/s320/foto%2Bbrasil%2Bmetropol.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398552485241397282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na Baixada, no caldeirão, na nossa casa, já entramos em polvorosa, mas também ficamos em silêncio. Já brigamos por amor e sofremos pela perda. Já xingamos de raiva e calamos por respeito. Já nos sentimos envergonhados pelo vexame e orgulhosos pelo exemplo. Já mandamos alguém embora, mas choramos quando partiram. Já saímos irritados, prometemos nunca mais voltar, mas estamos sempre lá. Porque é naquele espaço que encontramos o nosso melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos Xavantes, não temos nada para provar a ninguém e perpetuamos esse sentimento geração por geração. Não estamos buscando as "taças" do vizinho, nem nos preocupamos com os ornamentos que cada um utiliza para enfeitar a sua casa. Estamos ali porque a cada gol saímos vitoriosos e, a cada vitória, sabemos que atingimos o nosso objetivo. É na derrota que mostramos como somos grandes e na vitória que experimentamos onde podemos e, com certeza, iremos chegar. Mais uma vez juntos, tijolo por tijolo, degrau por degrau...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porque depois que os negrinhos da estação entrarem e encherem o lugar de alegria, ninguém mais conseguirá tirá-los de lá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuDQPMbzRI/AAAAAAAABjA/PvzRxzBopVo/s1600-h/img550x413_20090526112144porto_alegre___2014___estadio_bento_freitas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuuDQPMbzRI/AAAAAAAABjA/PvzRxzBopVo/s320/img550x413_20090526112144porto_alegre___2014___estadio_bento_freitas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398552893313502482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Força &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Xavante&lt;/span&gt;! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Para a vida inteira eu sou, sou rubro-negro, sou da Baixada eu sou Xavante eu sou"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2030022211609028616?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2030022211609028616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2030022211609028616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2030022211609028616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2030022211609028616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/noite-que-nao-acabou-leitura.html' title='A noite que não acabou: leitura obrigatória'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuznXN0uqaI/AAAAAAAABjI/flV3WcAwN3g/s72-c/livro_cecconi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3657062385648241685</id><published>2009-10-24T11:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T14:08:10.267-07:00</updated><title type='text'>Estante Virtual: há quatro anos democratizando a cultura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuNIVBG1xyI/AAAAAAAABhw/ZqjDjuG_nIY/s1600-h/estantevirtual4a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 270px; height: 249px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuNIVBG1xyI/AAAAAAAABhw/ZqjDjuG_nIY/s320/estantevirtual4a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396236304431564578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Recebi a informação de que a&lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/"&gt; Estante Virtual&lt;/a&gt;, portal da internet que reúne milhares de sebos de todo o Brasil, acaba de completar quatro anos de existência. Uma grande iniciativa, devendo ser evidenciada por todos que reconhecem a leitura como instrumento de transformação social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Teoria e prática lado a lado, para não incorrer no erro do pragmatismo exagerado ou da supervalorização de um conhecimento meramente especulativo. Prática sem teoria leva a falta de espaço para o contraditório e a reflexão: seja pela incompreensão do que está sendo feito, ou, pela insistência em seguir as poucas "cabeças pensantes". De outro modo, teoria sem prática, é como compor uma linda canção sem que jamais ela seja ouvida e toque o coração de alguém. Não seria arriscado dizer que teoria sem prática é fazer música com o instrumento dos outros. Só para não usar um exemplo mais malicioso, que também se encaixaria muito bem aqui...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Na edição de outubro da revista Caros Amigos, a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Virgínia Fontes, fala com toda a autoridade de quem viveu a história e faz dela seu meio de sustento. Ela discorre sobre a importância de se remobilizar os movimentos sociais e sindicatos para promover o que chama de luta anticapitalista. Hoje, ela atua junto os movimentos populares, inclusive o MST, auxiliando na formação política dos trabalhadores rurais, mas, para chegar a esse nível de contribuição social, revela: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i&gt;"passei uns 10 anos afastada da militância e mais estudando. Sempre fui muito estudiosa, então fiz a faculdade de História, depois o mestrado em História na Universidade Federal Fluminense..."&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A leitura é capaz disso. &lt;/span&gt;Ela transforma as pessoas, modifica suas perspectivas diante dos fatos, dá significado às bandeiras de luta e disponibiliza as ferramentas de atuação junto aos movimentos sociais. O livro é como uma metralhadora nas mãos de quem sabe utilizá-lo, atingindo as dúvidas e matando as curiosidades. No entanto, algumas editoras ainda não "compreenderam" o papel social do livro e continuam tabulando os preços de venda de acordo com a lógica de mercado. O abuso no valor de algumas obras mantém afastada a maior parte da população, criando os guetos culturais e formando-se os grupos pseudo-eruditas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;É aquela turma que não deixa de ler um livro do &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Paulo Coelho, mas, muitas vezes, despreza,  ou até mesmo, desconhece, escritores como: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e Lima Barreto (esse de vital importância para os jornalistas). Mas isso é só para citar os mais conhecidos. Figuras do calibre de&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Raduan Nassar, por exemplo, que na sua efêmera vida de escritor, tanto quanto pode, encheu de emoção aqueles que se debruçaram sobre seus livros, nem de perto são lembrados. Para desespero dos que prezam por uma boa leitura, ficam alienadas obras como: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i&gt; "Um copo de cólera"&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i&gt;"Lavoura Arcaica"&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;E o que falar de Hemingway? Um dos primeiros autores que tive contato, sendo transportado à brilhante história do pescador que dá lição de vida, e do menino que lhe tem como exemplo. Numa sociedade em que os jovens, cada vez mais, desprezam a experiência e os velhos vivem pelos cantos, excluídos e rejeitados, é um bom exercício de reflexão ler &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i&gt;"O Velho e o mar"&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quero parar de citar autores mas não consigo.&lt;/span&gt; Não posso deixar de fazer referência a Gabriel Garcia Marques e José Saramago, dois gênios da literatura contemporânea, de elevada crítica social e responsáveis por diálogos interpessoais belíssimos. Não será exagero, portanto, dizer que, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;&lt;i&gt;estante &lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;capaz de disponibilizar mais de 20 mil livros&lt;/span&gt;, entre novos e usados, se constituí, hoje, num arsenal poderoso para educar a sociedade e promover uma atuação política consciente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;E por meio de qual tecnologia esse recurso está disponível? Com certeza essa revolução na distribuição de obras literárias só poderia ser promovida pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;web&lt;/span&gt;. A rede mundial de computadores já está causando tanta dor de cabeça nas elites que o senador tucano, Eduardo Azeredo, chegou a propor uma lei para barrar as possibilidades de interação via internet, como  a troca de arquivos através de download.  (Veja mais sobre o assunto clicando &lt;a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quem disse que brasileiro não lê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuNIjK9K81I/AAAAAAAABh4/KenK1nawZdY/s1600-h/3608241055_7d39c6aee4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuNIjK9K81I/AAAAAAAABh4/KenK1nawZdY/s320/3608241055_7d39c6aee4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396236547593532242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como revela a reportagem &lt;i style="font-weight: bold;"&gt;“A máquina de vender Livros"&lt;/i&gt; , de  Fábio Bueno Netto, para o  &lt;em&gt;Le Monde Diplomatique Brasil (dezembro de 2008), &lt;/em&gt;o brasileiro, não só, &lt;em&gt;"lê, como, gosta de ler, sabe escolher e é muito exigente"&lt;/em&gt;. A afirmação está baseada em canais de distribuição de obras literárias, com vários títulos de baixo custo e que estão dispostos nos metrôs do Rio de Janeiro e São Paulo, para chamar a atenção do leitor. A máquina de vender livros (figura ao lado), funciona como aquelas de vender refrigerante, é só escolher o título, apertar o botão, pegar seu exemplar e pronto! Claro depois é necessário ler, mas isso, como dá para perceber, não é o "real" problema.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;É por essas, e por outras, que novas iniciativas, como a&lt;i&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estante Virtual e a Máquina de Vender Livros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;merecem destaque e respeito. Afinal, a leitura, ao contrário do que é concebido desde a mais tenra infância, não pode tornar-se algo chato, enfadonho e de caráter meramente decorativo. Ela é, ao contrário, um alimento; a fonte de inspiração, o ápice de toda atividade reflexiva, a qual se pretende crítica e revolucionária. Ler é reler e compreender. É transpor dogmas ou ceticismos, transcendendo o senso comum. Estar diante de um livro, seja ele qual for, é o mesmo que encontrar-se na frente de uma porta com a mão na maçaneta. Abri-la, é uma escolha sua, mas ao entrar dificilmente terá volta, aquela descoberta é sua para sempre e jamais sairá da sua mente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3657062385648241685?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3657062385648241685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3657062385648241685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3657062385648241685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3657062385648241685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/estante-virtual-ha-quatro-anos.html' title='Estante Virtual: há quatro anos democratizando a cultura'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SuNIVBG1xyI/AAAAAAAABhw/ZqjDjuG_nIY/s72-c/estantevirtual4a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6994374230656087042</id><published>2009-10-15T18:23:00.001-07:00</published><updated>2011-06-03T19:09:30.824-07:00</updated><title type='text'>Mídia, Democracia  e Políticas Públicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StfLZzBsVZI/AAAAAAAABhg/MmNxEZYSEJE/s1600-h/cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StfLZzBsVZI/AAAAAAAABhg/MmNxEZYSEJE/s320/cartaz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393002722853934482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O &lt;a href="http://www.grupocepos.net/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grupo de Pesquisa Comunicação, Economia Política e Sociedade &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;(CEPOS), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), estará promovendo de 19 à 23 de outubro o curso: &lt;a href="http://projeto.unisinos.br/cepos/?p=2683"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Mídia, Democracia e Políticas Públicas”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.    &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Atuando a mais de seis anos na área da comunicação, com foco na Economia Política, o CEPOS desenvolve pesquisas que englobam as práticas sociais, os processos de digitalização e a mídia audiovisual com o foco na democratização da comunicação. Por meio de abordagens críticas, avalizadas em um referencial teórico de peso, o grupo, coordenado pelo Prof. Dr. Valério Cruz Brittos, publica suas reflexões semanalmente no &lt;a href="http://observatorioddd.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Observatório da Digitalização Democracia e Diversidade&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, colaborando também com a revista do&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/"&gt; Instituto Humanitas Unisinos&lt;/a&gt; (IHU).  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Além disso, contribui com publicações no &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt; e recentemente lançou o livro&lt;a href="http://projeto.unisinos.br/cepos/?p=2636#more-2636"&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Digitalização e práticas sociais: modulações e alternativas do audiovisual”&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, publicado pela editora Unisinos. A publicação traz um apanhado dos trabalhos que foram apresentados no último Seminário de Pesquisa CEPOS, em dezembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Socializando e dividindo saberes com a comunidade acadêmica e o público em geral, cresce a expectativa de evidenciar o papel fundamental da comunicação como uma ciência em constante movimento e que deve ser tratada como tal para, através da atividade teórica, interferir na sociedade como um exercício de cidadania.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;As atividades do curso: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Mídia, Democracia e Políticas Públicas"&lt;/span&gt; serão realizadas sempre às 19hs, na sede do CPERS – Sindicato, Avenida Alberto Bins, 480, no centro de Porto Alegre. Mais informações no site: &lt;a href="http://www.grupocepos.net/"&gt;www.grupocepos.net&lt;/a&gt;, ou pelo telefone: 51 3591-1100. Para visualizar a programação clique na &lt;a href="http://www.projeto.unisinos.br/cepos/cartaz"&gt;imagem&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6994374230656087042?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6994374230656087042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6994374230656087042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6994374230656087042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6994374230656087042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/midia-democracia-e-politicas-publicas.html' title='Mídia, Democracia  e Políticas Públicas'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StfLZzBsVZI/AAAAAAAABhg/MmNxEZYSEJE/s72-c/cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-4631181869410966954</id><published>2009-10-13T19:51:00.001-07:00</published><updated>2011-06-05T13:13:52.243-07:00</updated><title type='text'>Para ouvir com o coração...</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/lp72coaZR54"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/lp72coaZR54" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A música &lt;em&gt;Of A Broken Heart&lt;/em&gt;, da banda norte-americana Zwan, é uma daquelas que o cara tem que sentar para ouvir com calma e, mesmo assim, quando chega no final, parece que não deveria ter acabado. Dá vontade de seguir escutando um pouco mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se praticamente uma obrigação apertar novamente o play e prestar atenção nas outras possibilidades de dialogar com aquela sonoridade marcante das bandas lideradas por Corgan. Destaque também para a baixista, Paz Lenchantin, que dá um toque especial a esta composição melancólica fazendo com que o violino, literalmente, chore de emoção. Ou será que ele estaria apenas se lamentando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zwan teve uma vida curta. O vocalista da banda, Billy Corgan, conhecido por sua trajetória à frente do Smashing Pumpkins, encerrou os trabalhos da banda em 2004, quando retornou aos Pumpkins lançando o álbum Zeitgeist, no ano de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra da música é bem interessante. Por mais que não esteja perfeita a tradução, vale a pena viajar nesta bela poesia do rock alternativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"Se for pra morrer uma vez nesta vida que seja pelo menos tentando dar uma dentro e ser o melhor./ Mesmo com esse sentimento que escondo pelo mundo afora e que nos mantém vivos, quero que você suba comigo./ Pelo menos até que eu morra com um coração partido./ O coração de uma criança, que agora está nas suas mãos e que, por isso, espera um sorriso seu, já que não fica comovido com a sua solidão./ Já faz um tempo que você perdoou as suas próprias mudanças, por isso, vamos contar nossos passos lado a lado./ Se for pra morrer uma vez nesta vida, pelo menos teremos tentado juntos.../"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-4631181869410966954?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/4631181869410966954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=4631181869410966954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4631181869410966954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/4631181869410966954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/of-broken-heart.html' title='Para ouvir com o coração...'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-8520059635959238192</id><published>2009-10-10T08:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T19:23:49.750-07:00</updated><title type='text'>Enem, o Nove e a mídia que não "cansa"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StC92M54ptI/AAAAAAAABgo/SxNJSjjEY-M/s1600-h/globo+manipula.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StC92M54ptI/AAAAAAAABgo/SxNJSjjEY-M/s320/globo+manipula.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391017492837082834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Está em pauta, mais uma vez, a discussão sobre o novo modelo de vestibular no Brasil; processo que se mostra cada vez mais falho, independente do tipo de avaliação que seja feita. Só a intenção de selecionar os "mais aptos", tanto no modelo anterior quanto nessa nova forma de escolha, cria a idéia de que os melhores sairão vitoriosos, restando aos reprovados a alcunha de "derrotados". Eles ainda terão que aguentar aqueles incentivos mórbidos dos vencedores de plantão: "tente outra vez que você chega lá". "Se esforce para atingir este grande objetivo, você será recompensado". Argh, que nojo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na selva capitalista, os "bixos" são os heróis; os veteranos, nomenclatura que lembra os velhos combatentes de guerra, são os responsáveis por ensinar o caminho a ser trilhado durante o curso de "suas vidas" e, os que não se enquadram nesse modelo nada didático de aprendizado, devem fazê-lo imediatamente, sob a pena de jamais entrarem no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente a mídia voltou a discutir o modelo de ingresso nas universidades com a intenção de "denunciar" a urgência de uma reforma no sistema educacional. Mais do que isso, fez um alarde sobre o que chama de "crise do Enem", o qual, ao ter suas provas furtadas, provocou o maior rebuliço nas universidades brasileiras e, em epecial, no Ministério da Educação.  Para comprovar sua tese de que está na "classe média" a esperança para o futuro do país, não foram poupados esforços para achar novamente os heróis e os vilões desse processo e, assim, denunciar as falhas do sistema que ela própria ajudou a legitimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manipulação e poder &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StDFyJokcFI/AAAAAAAABgw/H8YPP9JWSXU/s1600-h/fora+globo+ed.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 230px; height: 204px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StDFyJokcFI/AAAAAAAABgw/H8YPP9JWSXU/s320/fora+globo+ed.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391026219332694098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Exemplo claro de manipulação midiática, o jornal&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O Globo&lt;/span&gt; fez o &lt;a href="http://www.exiliomidiatico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exílio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sentir-se na obrigação de levantar alguns pontos que estão sendo escamoteados dos dois lados do debate. Sim, sempre tem dois lados, tanto o da organização golpista quanto o daqueles que defendem até o fim qualquer política que venha do governo federal. Na verdade não são apenas dois lados, é interpretação que não acaba mais. Por isso, indico logo de saída a leitura do artigo de Argemiro Ferreira, &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=558IMQ011"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jornal e o novíssimo movimento estudantil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que pode ser encontrado, na íntegra, no site do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/index.asp"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e a matéria do jornal O Globo&lt;/span&gt;, intitulada: &lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2009/10/06/nove-grupo-que-se-organizou-apos-crise-do-enem-critica-une-ubes-767944603.asp"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nove, grupo que se organizou após a crise do Enem critica UNE e Ubes.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ferreira, a diferença de tratamento que o jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Globo &lt;/span&gt;dá para os jovens da elite, filhos das famílias abastadas da aristocracia  nacional e os alunos da região nordeste do país, que além de precisarem combater os estereótipos criados e perpetuados pelas organizações &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globo&lt;/span&gt;, em suas novelas e minisséries televisivas, tem a necessidade de provarem constantemente serem iguais, ou, até mesmo, superiores aos estudantes das escolas privadas, é um ponto chave para desvendar o enigma. Mistério esse, que condena o próprio presidente da República a um papel de mocinho ou bandido, já que carrega um Silva em seu sobrenome, além, é claro, de ser o maior responsável pelas políticas adotadas na área da educação Brasil afora. Podemos tomar de exemplo o  ProUni,  o qual, particularmente, acredito ser importante para amenizar o problema ao acesso de estudantes carentes às universidades, mas está longe de, por si só, solucionar todos os desafios da educação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as organizações &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globo&lt;/span&gt;, ao exaltarem o que chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nove - Nova Organização Voluntária Estudantil&lt;/span&gt;, reforçam sua contraposição à UNE e à Ubes, entidades historicamente combativas, atuantes na organização do Movimento Estudantil brasileiro, mas, que, agora, são vistas como instituições servis, incapazes de fazer os questionamentos necessários ao Governo Lula, pela proximidade ideológica que possuem com ele. É importante mencionar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(e aqui está a minha maior motivação para escrever sobre o assunto)&lt;/span&gt; que estas organizações, tão marcantes na trajetória de luta dos movimento sociais, as quais denunciaram e resistiram à ditadura militar, tendo inclusive sua sede queimada pelos golpistas de 1964, hoje, encontram-se em um processo de discussão interna e de urgência na renovação de seus quadros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fato, no entanto, não legitima de forma alguma os tais "novos movimentos estudantis" patrocinados pelas corporações midiáticas. A esperança fica por conta de que uma entidade da expressão da UNE possa seguir na vanguarda da luta política em defesa do direito dos estudantes, somando-se, também, na peleja das demandas sociais de outros movimentos, não correndo o risco de contribuir para a fragmentação social. Cabe à UNE e à Ubes  travar um diálogo com os estudantes brasileiros afim de que estes se coloquem frontalmente contra esse processo de despolitização da juventude. Uma promoção das megacorporações nacionais, as mesmas que, em outros tempos, tentaram lançar o movimento "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cansei&lt;/span&gt;", lembram? De tão fraco e mal intencionado o golpe já nasceu morto, mas encontrou igualmente, nas famílias da classe média, a base necessária para a manutenção do status quo e das reivindicações da elite "patriótica e brasileira". É ruim heim!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-8520059635959238192?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/8520059635959238192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=8520059635959238192' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8520059635959238192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/8520059635959238192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/enem-o-nove-e-midia-que-nao-cansa.html' title='Enem, o Nove e a mídia que não &quot;cansa&quot;'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/StC92M54ptI/AAAAAAAABgo/SxNJSjjEY-M/s72-c/globo+manipula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-2254377036914623762</id><published>2009-10-05T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T19:30:30.301-07:00</updated><title type='text'>Os desafios do Jornalismo Literário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SspT3WiVpEI/AAAAAAAABgg/FRkaTCVBEjc/s1600-h/jornalirismo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389212114509734978" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SspT3WiVpEI/AAAAAAAABgg/FRkaTCVBEjc/s320/jornalirismo.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 260px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 206px;" /&gt;&lt;/a&gt;Na década de 1960, estudiosos da mídia passaram a questionar as amarras narrativas expressas por meio do &lt;i&gt;lead &lt;/i&gt;(técnica de construção da notícia, importada dos Estados Unidos, cuja proposta de criação do texto está baseada em responder, logo no primeiro parágrafo, as questões: quem? faz o quê? quando? onde? como? e por quê?). De lá para cá pouca coisa mudou, pois, ainda hoje, o jornalismo literário segue sendo a exceção na maioria das redações brasileiras, embora seja evidenciado como modelo a ser seguido pelos profissionais da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo jornalismo propõe a inversão da lógica utilizada pela pirâmide invertida (metáfora que remete a prioridade dos aspectos a serem evidenciados na matéria, os quais, sob esta perspectiva, devem seguir uma ordem decrescente), incentivando a espontaneidade na criação dos textos, sem a necessidade do uso das&amp;nbsp;regras expressas nos manuais de redação.&amp;nbsp;Segundo o jornalista e professor da UCPel, Manoel Jesus, "esta forma de produção, mecanizada, está ultrapassada". Ele explica que, “hoje, já se fala em aberturas de matérias, as quais podem ‘dar sabor’ ao texto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Jesus, a dificuldade dos jornais diários em inserir novos formatos em suas rotinas de trabalho se dá, sobretudo, “pela incapacidade em se implementar um processo de aprendizado de maior fôlego e, concomitantemente, cumprir os prazos estabelecidos para o fechamento dos periódicos". Sendo assim, percebe-se que não basta apenas aplicar recursos literários ao jornalismo, é preciso respeitar o tempo de construção das histórias e, acima de tudo, as particularidades de cada autor ao contá-las ao público leitor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-2254377036914623762?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/2254377036914623762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=2254377036914623762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2254377036914623762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/2254377036914623762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/10/os-desafios-do-jornalismo-literario.html' title='Os desafios do Jornalismo Literário'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SspT3WiVpEI/AAAAAAAABgg/FRkaTCVBEjc/s72-c/jornalirismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3008765866475698437</id><published>2009-09-29T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T18:08:36.609-07:00</updated><title type='text'>Sobre déspotas, democratas e a mídia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJjd9-YIWI/AAAAAAAABf4/CCkDF7_fx6A/s1600-h/zelaya+elpublo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386977470792081762" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 320px; cursor: pointer; height: 147px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJjd9-YIWI/AAAAAAAABf4/CCkDF7_fx6A/s320/zelaya+elpublo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mídia não cansa de criar "heróis" e condenar "tiranos", mesmo que não haja tais personagens ou que eles estejam em posições opostas aquelas denunciadas a priori. Às vezes a distorção dos fatos é tão grande que nas rodas de conversa, pelas ruas, encontramos pessoas, de todas as idades e das mais variadas classes sociais, concordando umas com as outras sobre alguma opinião que ouviram na TV, ou leram naquela revista que tem na sua prática cotidiana o antônimo do que pressupõe seu nome. Na “Veja”, ao invés de compreender determinado fato, o leitor acaba sendo induzido a fazer parte de um ritual maniqueísta que cria factóides e distorce a realidade para atender os interesses políticos e comerciais da Editora Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, em pleno século XXI, um presidente latino-americano, eleito pelo voto popular, é deposto de seu cargo e os meios de comunicação chamam isso de “crise política”, ou, em alguns casos, admitem ser um golpe, mas afirmam se tratar de uma defesa do que regulamenta a Constituição do país, é necessário fazer uma reflexão antes de sair reproduzindo qualquer coisa por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após depor o presidente Manoel Zelaya, com a justificativa de que, ao propor um terceiro mandato ele estaria atentando contra a democracia, o golpista, Roberto Micheletti, fechou os canais de televisão e as emissoras de rádio que se opunham a sua prática despótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Micheletti, chamado de "presidente interino" pela mídia traiçoeira, embora esteja mais para ditador interino, regozija-se de estar restringindo a liberdade de expressão em Honduras para defender o que está na Constituição. A maioria dos hondurenhos quer um terceiro mandato do presidente Manuel Zelaya, mas as forças conservadoras conspiram contra a democracia e, por incrível que pareça, dizem agir em nome dela.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJjnZSouwI/AAAAAAAABgI/wztLZvBr6vU/s1600-h/petroleo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386977632743635714" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 215px; cursor: pointer; height: 320px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJjnZSouwI/AAAAAAAABgI/wztLZvBr6vU/s320/petroleo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso não bastasse, a opinião pública mundial é obrigada a reconhecer que ao lado da União Européia destaca-se o presidente norte-americano, Barack Obama, como símbolo de defesa da democracia no país caribenho. Obama condena o golpe militar em Honduras, mas nada fala sobre as três bases militares que os Estados Unidos mantém na Colômbia, sob o pretexto de combater o narcotráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Hugo Chaves sofreu, e ainda sofre, diversas retaliações e perseguições políticas mesmo sendo submetido a uma série de referendos, após garantir a eleição ilimitada, agora é a vez de Zelaya fazer parte do rol de presidentes latino-americanos que estão enfrentando uma "crise política".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rápida análise, digna das matérias mais utilizadas na mídia nacional, cabem aqui, duas questões: o que têm em comum Venezuela e Honduras? Não por acaso, são dois grandes produtores de petróleo. Seria isso, aliado a descoberta do pré-sal no Brasil, um indicativo de alguma ação militar em terras da América do Sul? Só o desfecho dos fatos irá responder a essa pergunta, no entanto o presidente Lula já tomou sua posição, manteve-se ao lado de Zelaya, condenando as forças golpistas, o que é um ótimo indicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com quantos mandatos se faz uma democracia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas discussões sobre ter um, dois, três, quatro, ... vinte mandatos, ou permitir apenas uma reeleição, não atingem a discussão mais de fundo. Se trocar de presidente a cada dois, quatro ou oito anos, desse ao país um caráter mais democrático, não apenas no plano das idéias, mas também na prática, seria dever de cada cidadão defender tal situação, mas mudar de governo por mudar ou “porque já teve tempo suficiente e não fez”, etc.. é jogar no lixo da história o passado de espólio sobre as riquezas naturais dos povos da América Latina, que não pode ser reconstituído em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente a soberania popular e os direitos civis que estão em jogo. Havendo a aprovação de um projeto político capaz de se opor minimamente a esta pseudo-democracia - democracia-liberal - já será um avanço para diminuir a situação de miséria e desigualdade social profunda que os países latino-americanos estão submetidos desde a época das primeiras expedições européias em nossos solos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJlh-SniJI/AAAAAAAABgQ/Dx1d7U8xV8g/s1600-h/garcia2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386979738619709586" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 320px; cursor: pointer; height: 198px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJlh-SniJI/AAAAAAAABgQ/Dx1d7U8xV8g/s320/garcia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Com o tempo a democracia ianque assumiu a colônia escrava e se revelou um verdadeiro câncer social. Os países menos desenvolvidos inspiram-se, através dos meios de comunicação, numa forma equivocada de enxergar o mundo e simplificam esta disputa entre o bem e o mal, o avanço e o retrocesso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Especialistas de plantão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Hugo Chaves fala da ofensiva norte-americana na América Latina, os "especialistas de bunda quadrada", dizem que são retóricas vazias. Esses caras estão sentados na suas poltronas confortáveis e falam através da televisão para milhares de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;São especialistas que "nádega", ou melhor, nada teriam a perder se levantassem um pouco a bunda da cadeira e saíssem dos estúdios para olhar a realidade do povo brasileiro e latino-americano pela lente mais precisa de todas, a visão humana, capaz de enxergar a realidade sem meias verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças às políticas defendidas pelos próceres da democracia representativa e comunicacional a população tem sido constantemente dizimada pela miséria sem que isso, se quer, vire notícia; um sintoma da manipulação midiática, capaz de transformar golpista em "presidente interino" e golpe militar em "governo de fato".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3008765866475698437?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3008765866475698437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3008765866475698437' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3008765866475698437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3008765866475698437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/09/sobre-despotas-democratas-e-midia_29.html' title='Sobre déspotas, democratas e a mídia'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SsJjd9-YIWI/AAAAAAAABf4/CCkDF7_fx6A/s72-c/zelaya+elpublo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-6416025050381719900</id><published>2009-09-25T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T14:19:40.308-07:00</updated><title type='text'>Com a palavra o poeta...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SrzUE6aqGoI/AAAAAAAABfA/eGssrDqathA/s1600-h/2009_08_31_15_44_03_fernando_pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 213px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SrzUE6aqGoI/AAAAAAAABfA/eGssrDqathA/s320/2009_08_31_15_44_03_fernando_pessoa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385412435293903490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O poeta português &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/%7Emagno/vidaeobradefernandopessoa.htm"&gt;Fernando Pessoa&lt;/a&gt; dizia sentir o dever pessoal de promover o alargamento da consciência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua &lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/pessoa.html"&gt;obra&lt;/a&gt;, nos convida a refletir sobre o idealismo e propõe a utilização de métodos simples para encontrarmos as respostas aos nossos problemas pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui, dois fragmentos de sua vasta obra literária, cujos sentidos se sobrepõem a qualquer outra postagem que me tenha passado pela cabeça no dia de hoje. Pretendo chamar a atenção para a importância do que suas palavras revelam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srzc9KTgnZI/AAAAAAAABfI/ptQaGfh8v4k/s1600-h/fernandopessoa-azul.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 386px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srzc9KTgnZI/AAAAAAAABfI/ptQaGfh8v4k/s320/fernandopessoa-azul.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385422197724585362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sossega, coração! Não desesperes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Sossega, coração! Não desesperes!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Talvez um dia, para além dos dias,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Encontres o que queres porque o queres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Então, livre de falsas nostalgias,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Atingirás a perfeição de seres. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Pobre esperença a de existir somente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Como quem passa a mão pelo cabelo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     E em si mesmo se sente diferente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Como faz mal ao sonho o concebê-lo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Sossega, coração, contudo! Dorme!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     O sossego não quer razão nem causa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Quer só a noite plácida e enorme,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     A grande, universal, solente pausa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;     Antes que tudo em tudo se transforme. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Pessoa, 2-8-1933.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-6416025050381719900?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/6416025050381719900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=6416025050381719900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6416025050381719900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/6416025050381719900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/09/com-palavra-o-poeta.html' title='Com a palavra o poeta...'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/TSnJNliMlBI/AAAAAAAABtU/otpwNp2G0pg/S220/Dudutrash.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/SrzUE6aqGoI/AAAAAAAABfA/eGssrDqathA/s72-c/2009_08_31_15_44_03_fernando_pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7585409809413847268.post-3349210997328773110</id><published>2009-09-20T18:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-03T20:04:55.020-07:00</updated><title type='text'>Um réquiem ao tradicionalismo neste 20 de setembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srb5QaR_fmI/AAAAAAAABdY/1fskXC5T9ZI/s1600-h/cavalgadapoa.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srb5QaR_fmI/AAAAAAAABdY/1fskXC5T9ZI/s320/cavalgadapoa.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383764464896015970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando, em 1835, estancieiros e charqueadores gaúchos se colocaram contra o Império, não estavam tomados por sentimentos de resistência, afirmação ou patriotismo. O que estava em jogo eram, exclusivamente, os interesses políticos e econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, não foi a totalidade da população do Rio Grande do Sul que se levantou contra o Império. Na verdade, a maior parte dos gaúchos  o apoiava. Com isso, os representantes da oligarquia riograndense, se viram obrigados a construir um movimento contra a taxação da terra e do charque; estavam imbuídos de interesses pessoais e preocupados com a sua própria condição financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta data, comemorada pela população, ano após ano, com bastante entusiasmo, não passa de uma reverência ao que foi escrito pelos assessores dos Chefes Militares. Baseados no legado deixado pela Revolução Francesa, os escribas da época, pintaram um quadro de revolução patriótica, no entanto, a história revela que foi apenas um levante patrocinado, em sua maioria, pelos proprietários de terra. Um movimento que nada tinha a ver com ideais revolucionários quando saía do papel e chocava-se com o contexto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliado a isso, preocupa, ainda hoje, os incentivos dados pelo governo para promover desfiles, festas e rodeios. Isso mostra que não existe o mesmo interesse em investir na educação, por exemplo. Priorizar o aprendizado, é dar conhecimento ao sujeito sobre a sua história e deixar que ele julgue os fatos por si mesmo. A população fica refém de um tradicionalismo maniqueísta, que busca na distorção histórica dos fatos, a afirmação de seu movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revolução de quem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tradicionalismo, travestido de civismo, é um produto da sociedade em que vivemos. A espetacularização dos fatos, a construção dos mitos e os próprios esteriótipos e preconceitos  impregnados na sociedade conte&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srd528X93II/AAAAAAAABdg/aGT67Z-4xg8/s1600-h/Untitled-48.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 270px; height: 183px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_A0-paKIAMAU/Srd528X93II/AAAAAAAABdg/aGT67Z-4xg8/s320/Untitled-48.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383905864371264642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mpôranea, têm suas raízes fincadas nesse modo de enxergar o que é "ser" gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;Mais uma vez foram os &lt;/span&gt;&lt;span&gt;negros que sangraram&lt;/span&gt;. Para se ter uma ideia, os farrapos, não só mantiveram a escravidão, como também entregaram para o Império os negros que haviam sobrevivido a chacina de Porongos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ao fechar o acordo final e aceitar a anistia oferecida pelo Barão de Caxias, os negros, que ainda restavam no exército farroupilha, foram levados para trabalhar nas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galés &lt;/span&gt;do Rio de Janeiro como escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com a palavra o Historiador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador da Universidade de Passo Fundo, &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4792720A6"&gt;Tau Golin&lt;/a&gt;, "a formação da memória é altamente manipulada". Ele conta que essa exaltação toda, alimenta um sentimento de arrogância e antibrasileiro, ou seja, não contribui, em nada,  na compreensão da grandeza histórica do Rio Grande do Sul. É uma percepção que transforma o estado num mito de uma república de estancieiros e senhores de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Golin,"o que vemos hoje é um estado mobilizado pelas forças da Indústria Cultural e pelos aparelhos ideológicos do governo, com o intuito de cultuar na avenida e, por toda a mídia, senhores de escravos e caudilhos, como heróis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador coloca a situação da seguinte forma: "o modelo está pronto, basta querer parecer do sul e vestir a fantasia. Como isso não tem materialidade, nem ambiência social, envereda-se,  para a teatralidade".  A verdadeira identidade regional está alicerçada na diversidade cultural presente em todas as regiões, não só, no Rio Grande do Sul, mas também, Brasil afora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7585409809413847268-3349210997328773110?l=exiliomidiatico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/feeds/3349210997328773110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7585409809413847268&amp;postID=3349210997328773110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3349210997328773110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7585409809413847268/posts/default/3349210997328773110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exiliomidiatico.blogspot.com/2009/09/um-requiem-ao-tradicionalismo-e-o-20-de.html' title='Um réquiem ao tradicionalismo neste 20 de setembro'/><author><name>Eduardo Silveira de Menezes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10333872934175667961</uri><email>noreply@blogger.com</email><g
